Quarta-Feira, 07 de Novembro de 2007, 07h50
DEBATE
MPE divulga ações e recebe críticas e cobranças


    O Ministério Público recebeu críticas e cobranças no sentido de estar mais próximo da sociedade. Em audiência pública nesta terça, numa iniciativa da Promotoria Especializada em Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, fez espécie de prestação de contas. “A maior cobrança é para que o Ministério Público esteja mais próximo à sociedade”, diz ele, ao final do encontro.

    A promotora Ana Cristina Bardusco revela que no ano passado foram instauradas 79 ações, envolvendo R$ 746,1 milhões, e interpostas 23 ações civis públicas contra acusados de desviar R$ 36 milhões. Neste ano, foram propostas 34 ações (R$ 7 milhões) e interpostas 12 ações civis públicas (R$ 25 milhões). Essa redução do número de ações, diz a promotora, deve-se ao fortalecimento do MPE. “Nós trabalhamos junto às empresas e numa parceria com as delegacias fazendárias, fiscalizando duramente toda a administração de tributos”.

   Ana Bardusco ainda citou várias investigações, que segundo o MP, obtiveram enorme êxito. Entre elas estão a fraude no crédito tributário, no Ipemat e na Iomat, em que vários servidores do Estado estiveram envolvidos. Também citou a fraude no setor do combustível, a máfia do cloro, além do caso Confresa, onde houve o sequestro dos bens do então prefeito Iron Marques. Logo após ter o balancete reprovado pela Prefeitura, Iron renunciou ao cargo. À época, o Tribunal de Contas apontou 75 irregularidades consideradas graves nas contas da prefeitura.  As operações Quimera I e II, que investigaram desvio das terceiras vias de notas fiscais, foram destacadas pelo MPE. 

     Contraponto

     O Ministério Público também foi questionado sobre as diversas ações que pesam contra líderes políticos. O sindicalista Gilmar Brunetto, do Movimento Cívico de Combate à Corrupção (MCCC), foi incisivo ao questionar a atuação do MP frente à denúncias que pesam contra o deputado José Riva, por exemplo. Segundo Brunetto, há 40 ações movidas contra o primeiro-secretário da Assembléia. Também citou o fato do conselheiro Julio Campos ter uma dívida de R$ 1,5 milhão que advém de um contrato de serviços de propaganda eleitoral firmado com o Grupo Zahran.  (Simone Alves)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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