Quarta-Feira, 07 de Novembro de 2007, 15h37
MEIO AMBIENTE
Daldegan apóia núcleo sistêmico; Riva se opõe


     A última oitiva da CPI da Sema começou com divergências de opiniões, o que deixou o secretário estadual de Meio Ambiente, Luiz Henrique Daldegan, numa saia justa. O secretário defendeu a criação do núcleo sistêmico Agroambiental sem argumentos concretos e foi criticado pelo deputado José Riva (PP), que preside a comissão.

    O parlamentar foi categórico ao afirmar que não é a favor da Sema ser inserida na reforma sistêmica idealizada e proposta pelo secretário de Administração, Geraldo de Vitto. “Se já encontramos a Sema com vários entraves, uma teia de aranha difícil de ser desfeita, imagine como será com a inclusão da pasta neste núcleo?”, questiona Riva.

    A feição de descontentamento dos funcionários da Sema, entre eles, a superintendente de Biodiversidade, Eliane Fachin e o secretário adjunto de Qualidade Ambiental, Cajar Onezio Ribeiro Nardes, que assistem a sessão, foi desfeita com a critica. Riva chegou a ser aplaudido ao mostrar que está de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Meio Ambiente (Sintema), Osmar Prado de Oliveira. Na semana passada, Osmar entregou aos 24 deputados um manifesto que rejeita a criação do núcleo – clique aqui e leia mais. (Simone Alves)

(Atualização às 16h) - Daldegan defendeu a implantação do núcleo sistêmico, mas com a exclusão da secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder). Para ele, é "interessante" que a Sema se una administrativamente com órgãos que possuam os mesmos intuitos. Dessa forma, fariam parte do núcleo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), Instituto de Terras (Intermat) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Com essa afirmação, Daldegan deve dar explicações para o secretário de Administração, pois o núcleo está prestes a ser implantado e a exclusão da Seder ainda não foi conversada com o governo.

(Atualização às 16h17) - Quadro de pessoal
O
deputado Carlos Avalone criticou o organograma da Sema em seu formato atual. "Esse organograma é bom, mas pode ser muito melhor. É muita gente mandando para poucas pessoas executando", disse o parlamentar.

(Atualização às 16h34) - Tecnomapas
Mais uma vez Riva traz à tona a discussão sobre a empresa de geoprocessamento Tecnomapas, que presta serviços para o Estado. O deputado reafirmou que o Estado não pode ficar a mercê de uma empresa privada. O relator da CPI, Dilceu Dal Bosco (DEM), perguntou a Daldegan se a Sema tem interesse em encerrar o contrato que perdura por pelo menos dez anos. O secretário disse que não há um trabalho direcionado para encerrar o contrato, mas que se tivesse pessoas extremamentes capacitadas para treinar funcionários concursados, seria uma opção bem-vinda. 

(Atualização às 16h50) - Atuação
Riva questionou a competência de Aluizio Leite frente à secretaria-adjunta de Mudanças Climáticas. Na avaliação do deputado, Aluizio está despreparado para o cargo. O presidente da comissão chegou a questionar Daldegan se haveria outra pessoa com maior conhecimento para assumir a pasta. O secretário não soube dizer de imediato, mas observou que vai analisar a sugestão.
 

(Atualização às 17h) - CPI continua nesta 5ª     
Para a comissão que investiga irregularidades na Sema, quase quatro horas ouvindo Daldegan não foram suficientes para obter todos os esclarecimentos necessários para que se comece a trabalhar no relatório final da CPI da Sema. O secretário volta à Assembléia amanhã, às 14h, para dizer ao certo quanto a Sema precisa em recursos para realizar ações efetivas e trazer mais informações sobre o quadro de pessoal. Daldegan concorda que a Sema precisa de um incremento no orçamento, mas, ao mesmo tempo diz apoiar o governo que orienta seus secretários a economizarem. Na avaliação da comissão, Daldegan está mais "sensível às necessidades da pasta", mas pondera que ele precisa ser mais ousado e exigir mais do governo.

(Atualização às 10h03) - O secretário Luiz Henrique Daldegan contestou a matéria, por meio de assessoria, e disse que defende não o núcleo sistêmico Agroambiental e, sim, um núcleo Ambiental. "A Sema é descentralizada e o núcleo não gerido pela pasta vai tornar a questão mais difícil. Precisamos de ações mais rápidas".    


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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