Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2007, 22h40
MEIO AMBIENTE
Temos 60% de mata em pé, afirma governador


Maggi ao lado de Vilceu Marchetti, senador Jonas Pinheiro e deputado Dal Bosco

    Blairo Maggi se mostrou preocupado com as críticas à área ambiental. Ele aproveitou o encerramento do IV Encontro das Associações de Consórcios Rodoviários de MT para defender a imagem do seu governo, se declarou defensor do meio ambiente e pediu calma àqueles que encontram na legislação ambiental entraves para produzir mais. "Sei que, às vezes, estranham meu posicionamento, mas estou sincronizado. Não vamos abrir mão de produzir mais, mas tudo dentro da legislação, pois não podemos ir contra a correnteza", declarou.

    Para tranquilizar os grandes produtores presentes ao evento, na sede da Famato, o governador garantiu que está lutando para aprovar projetos de compensação e ressarcimento, de modo a permitir maior produção e também preservação do meio ambiente. Lembrou que vai participar da 13ª Conferência das Partes da Convenção Quadro de Mudança Climática (COP 13). O encontro é promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e acontece em 13 de dezembro, em Bali, na Indonésia.

    Maggi vai vender a imagem de um Estado que mantém 60% de mata em pé e que ainda consegue ser o maior produtor do país. "Vamos aprender a produzir. De maneira que não tenha medo da Polícia Federal e da Sema", observou. Segundo ele, é essencial que o governo participe do evento para que o mundo conheça as ações que o Estado implantou para evitar o desmatamento e também para intensificar a preservação ambiental. "Depois de cinco anos de governo, podemos dizer que somos os maiores produtores e temos 60% de mata em pé. Mas o evento da Onu também é para saber como produzir mais preservando", disse o governador.

     Para ele, a expectativa sobre a Conferência que deve reunir cerca de 8 mil pessoas é grande, pois é no evento que se poderá definir um projeto de premiação financeira para quem nunca desmatou e um programa de compensação para quem já abriu áreas irregularmente. "Aquele que desmatou passará a ser legal e que ele possa produzir. E aquele que preservou possa vender suas reservas florestais permitidas e serem premiados", disse. (Simone Alves)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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