Domingo, 23 de Dezembro de 2007, 09h04
NEPOTISMO
Faustino é o líder do empreguismo de parentes


  O Ministério Público Estadual vem travando uma verdadeira batalha contra o nepotismo nos Poderes, principalmente no Executivo. São “brigas” que podem durar anos. Alguns segmentos se unem à luta contra o chamado cabide de emprego para familiares e parentes de detentores de função pública. Um dos campeões em nepotismo praticado em 102 prefeituras do Estado é o prefeito de Santo Antonio do Leverger, Faustino Dias Neto (DEM). Ele empregou oito familiares, incluindo a esposa que, por sua vez, "loteou" 12 parentes na prefeitura – clique aqui e leia mais.

    Faustino não é o único gestor na mira do MPE. Entre 2006 e este ano foi constatada prática de nepotismo no Poder Executivo em 102 municípios e no Legislativo em 46. Nada menos que 129 dos 141 municípios mato-grossenses têm administradores e/ou parlamentares que dão empregos a parentes no poder público. No levantamento, o MP encontrou dificuldades, devido à falta de informações, em 12 municípios. São eles: Araguaiana, Barra do Garças, Cláudia, União do Sul, Marcelândia, General Carneiro, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes, Novo São Joaquim, Rondolândia, Tesouro e Torixoréu.

   No Judiciário e no MP a prática do empreguismo de parentes de magistrados e de promotores e procuradores já foi abolida. Apesar disso, há denúncias de nepotismo cruzado, estratégia utilizada por alguns para manter privilégios aos parentes.

    Alguns prefeitos, uma vez intimados, tem cumprido a resolução antinepotismo número 7 do Conselho Nacional de Justiça - clique aqui e confira. Ela disciplina o exercício de cargos, empregos e funções por parentes, cônjuges e companheiros de magistrados e de servidores investidos em cargos de direção e assessoramento, no âmbito dos órgãos do Poder Judiciário. Apesar disso, a Justiça, na maioria das vezes, alega que a resolução não disciplina a prática no Legislativo e no Executivo. Mesmo assim, o MP tenta seguir o exe´mplo da resolução. Contudo, a Justiça estabelece prazo para que haja exonerações, mas há casos do próprio Judiciário conceder liminar obrigando a recontratação.

     Em Nova Mutum, por exemplo, foi instaurado em abril um inquérito civil público para apurar a existência de nepotismo. O fato confirmou-se. O MP pediu, então, a exoneração da esposa do prefeito Adriano Pivetta, Marines Cavalin Pivetta. Ocorre que até hoje a primeira-dama se mantém no cargo de secretária de Ação e Promoção Social.

     Tradição 

    Desde a Idade Média já existia o favorecimento dos "nepos" (netos) ou "nepotis" (sobrinhos) e parentes em geral, causando prejuízo aos demais membros da sociedade. As primeiras menções conhecidas do  termo são da língua latina, exatamente em razão do liame original com a Igreja Católica. Àquela época, a instituição papal confundia-se com o  Estado,  administrando patrimônio superior às Monarquias e exercendo poder mais próximo do que hoje se pode denominar soberania (inclusive com a inserção de uma ordem jurídica canônica,  mais efetiva do que as estatais propriamente ditas). (Simone Alves)

    Confira abaixo onde há nepotismo.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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