Sexta-Feira, 25 de Janeiro de 2008, 14h14
TRABALHO ESCRAVO
Acusação contra Eraí Maggi ganha repercussão


Eraí Maggi, presidente do Grupo Futuro  O primo do governador Blairo Maggi (PR), Eraí Maggi, que já é batizado de novo "rei da soja", mantinha nada menos que 41 funcionários em regime de semi-escravidão em uma de suas fazendas no município de Tapurah (a 477 km da Capital). O fato ganhou repercussão nacional. Foi destaque na Folha Online, jornal eletrônico da Folha de S. Paulo, o maior do país. Conforme a Folha, o Ministério do Trabalho libertou esses trabalhadores da fazenda do grupo Bom Futuro que cultiva soja e algodão. Eraí é filiado ao PDT. Em 2006, ele chegou a ensaiar candidatura ao Senado. Sem respaldo interno acabou recuando.

   O empresário e seus sócios devem ser multados e ainda vão responder a um processo administrativo pelas irregularidades cometidas. Se a empresa for considerada culpada, será inclusa na chamada lista suja de propriedades acusadas de sediar trabalho análogo. Segundo a reportagem, o MPT encontrou os trabalhadores em alojamentos precários. Estavam usando banheiros em péssimas condições higiênicas e manipulando produtos químicos sem proteção. "Quando o agrotóxico era jogado por aviões sobre as plantações, os funcionários eram atingidos".

   De acordo com o procurador-chefe do Ministério Público, João Pedro dos Reis, "eles dormiam numa construção de madeira, uns dez homens enfiados num cubículo, deitados em colchões velhos e podres, uma salinha muito abafada e com um cheiro muito ruim", afirma. (Pollyana Araújo)

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Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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