Quarta-Feira, 12 de Março de 2008, 20h45
CUIABÁ
Rosa teme que foco da CPI do lixo atinja prefeito


José Rosa, procurador-geral da Prefeitura de Cuiabá Procurador-geral da Capital vê interesse eleitoral da Comissão presidida pelo ex-secretário Vuolo

 O procurador-geral de Cuiabá, José Antonio Rosa, critica o foco dado pela CPI do Lixo, instalada no último dia 7 pela Câmara Municipal. Para ele, anunciar a instalação da CPI omitindo que a problemática da licitação para contratar uma empresa de coleta de lixo é um resquício da gestão Roberto França (1997/2004) mostra que o interesse maior é agredir o projeto de reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB). “Tenho tudo documentado. Na gestão Santos só tem ganho. Economizamos quase R$ 12 milhões. O aterro sanitário foi melhorado. Entendo claramente que, em ano de eleição municipal, anunciar uma CPI é atender a outras questões”, reagiu o procurador-geral.

   “A licitação está pendente há mais de dois anos e por que só agora tem CPI?”, indaga. O pedido de CPI partiu do vereador Francisco Vuolo (PR), ex-secretário de Cultura da administração França. O próprio Vuolo é quem preside os trabalhos de investigação. Ele já requisitou uma série de documentos à prefeitura, que tem 10 dias para entregar cópias de processos licitatórios desde 1999 - leia mais aqui.

   São contratos firmados com a Qualix e Marquise. Rosa afirma que todas as documentações a serem entregues comprovam que não há irregularidades na prestação de serviços e nem mesmo nos contratos. Segundo ele, França trabalhou vários anos com contrato emergencial. “Houve até contrato reincidido por falta de pagamento com a empresa Interpa”, explica Rosa.

   O procurador observa que um certame com a empresa Maquise foi cancelado devido ao preço ser elevado. “Nós pagávamos R$ 64 a tonelada (de lixo recolhido). Para a Qualix, pagávamos R$ 52/t em 2005 e, hoje, pagamos R$ 56/t. O aumento ainda advém de ajustes normais." Também enfatizou que o último certame, realizado em dezembro do ano passado, está com uma pendência.

   Para José Rosa, a culpa também por problemática no aterro sanitário não deve ser atribuída ao prefeito Santos. "Estamos enfrentando um processo de interesse particular, mas jamais vamos atender a isso. Vamos lutar pelos interesses públicos".

   Além de averiguar se os serviços estão realmente sendo executados e a legalidade dos contratos temporários com a Qualix, a CPI avisou que o prefeito Santos terá de responder a outro questionamentos. (Simone Alves)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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