Sábado, 22 de Março de 2008, 16h45
RONDONÓPOLIS
Após 8 anos da renúncia, Alberto articula retorno


 PTB lança ex-prefeito por um bloco de esquerda com outros 6 partidos nanicos para contrapor candidaturas de Sachetti e Pátio

  O ex-prefeito de Rondonópolis (97/99), Alberto de Carvalho, que trocou o PMDB pelo PTB, ensaia retorno à vida pública, após sofrer desgaste à frente da administração ao ponto de renunciar ao mandato em 1999. O presidente do diretório municipal petebista, Eliezer Moreira, disse que o ex-prefeito já se dispôs a entrar na briga pela sucessão de Adilton Sachetti (PR). Sua pré-candidatura oficial, porém, dependerá da aceitação do chamado grupo independente, formado por sete partidos nanicos: PTB, PP, PSC, PHS, PSB, PCdoB e PV.

   Eliezer explica que a intenção principal do PTB, assim como dos demais do grupo, é, antes de definir candidatura própria, consolidar as composições para vereador. Desse modo, a oficialização de Alberto deve acontecer até as convenções partidárias, que oficialmente devem ser realizadas de 10 a 30 de junho, desde que não haja nenhuma objeção por parte das outras legendas, "A vereador, ele (Alberto) já têm uma vaga garantida", enfatiza Eliezer, para quem o ex-prefeito tem condições de alçar vôos mais altos, como, por exemplo, retornar ao comando da cidade-pólo do sul do Estado.

    Perguntado se o desgaste sofrido pelo ex-prefeito durante a gestão não dificultaria êxito nas urnas, o dirigente petebista entende que "o eleitorado rondonopolitano percebeu que Alberto foi vítima da ação de opositores". Insinuou até mesmo que o então vice-prefeito que assumiu o posto com a renúncia de Alberto, o hoje deputado Percival Muniz (PPS), tivesse envolvido no "esquema" com vistas a derrubar o prefeito. "Ele (Muniz) era um dos adversários dele (Alberto)", lembra. Muniz concluiu o mandato em 2000 e conseguiu a reeleição.

   Um dos motivos da queda de Alberto foram as  "abobrinhas" que soltou à imprensa. Mediante à uma greve de servidores que reivindicavam melhores condições de salário, por exemplo,, o então prefeito disse que não havia razões para os servidores reclamarem, já que era época de manga e pequi. O fato provocou uma verdadeira revolta nos servidores, que tentaram invadir o prédio da prefeitura. Esses e outros episódios polêmicos, além de denúncias de improbidade, contribuíram para a renúncia do então peemedebista

    Polarização

   Independente da decisão do bloco independente quanto a lançar Alberto de Carvalho ao páreo, a corrida sucessória em Rondonópolis começa a  se polarizar entre o prefeito Sachetti, afilhado político do governador Blairo Maggi, e o deputado estadual Zé do Pátio (PMDB), que conta com apoio de Muniz. (Pollyana Araújo)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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