Terça-Feira, 22 de Abril de 2008, 07h45
MEIO AMBIENTE
Governador espera posição de Lula sobre crise


  Blairo Maggi está convicto de que o presidente Lula cumprirá a promessa de, a partir desta semana, reabrir as discussões sobre os critérios do Ministério do Meio Ambiente para mensurar o crescimento do desmatamento em Mato Grosso. Lembra que o petista concordou que o assunto deva ser rediscutido. O governador quer a suspensão da proibição de financiamento para os municípios que entraram na lista dos maiores desmatadores do país até que os dados sejam revistos. Dos 36 do país, 19 são de Mato Grosso e passam a sofrer restrições. "Se isso não for feito não vamos produzir milho, soja, algodão. O preço dos alimentos, que já está alto, vai subir mais ainda", ameaçou o governador, após audiência com a última audiência com o presidente.


Presidente Lula e governador Maggi discutem crise ambiental

   Blairo Maggi insiste na tese de que a secretaria de Meio Ambiente mostrou que, dos 662 pontos de desmatamento apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) em MT, apenas 10,12% seriam de novas áreas desmatadas. As restantes seriam áreas em regeneração de florestas ou queimadas que não deveriam entrar na conta. Partindo desse pressuposto, 19 municípios do Estado que entraram na lista dos 36 que mais desmataram no país ficariam de fora.

  De acordo com o governador, são 67 propriedades atingidas e se for mantida a suspensão do financiamento, por exemplo, estrangula a economia do Estado. Segundo Blairo, o Estado está enfrentando dificuldades para cumprir a meta de conceder o licenciamento ambiental para as propriedades de todos os 67 municípios que ficam no bioma Amazônico até o início de maio, o que impediria a concessão do financiamento agrícola. Lembra que um licenciamento ambiental leva cerca de seis meses.

   Os 19 municípios que mais desmataram tiveram a suspensão total da concessão de financiamento até que estejam com as terras recadastradas pelo Incra e o licenciamento ambiental concedido. Já nas demais 67 cidades que pertencem à Amazônia, os produtores podem, na verdade, entrar com o pedido de licenciamento e obtêm o licenciamento apenas com o protocolo.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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