Domingo, 25 de Maio de 2008, 08h36
LEGISLATIVO
Acordão força afastamento de Wallace e Wagner



Wallace e Wagner se licenciam para atender França e Satélite

  Um novo acordão na Assembléia, costurado com aval do governador Blairo Maggi, prevê os licnciamentos dos deputados Wallace Guimarães (DEM) e Wagner Ramos (PR) para permitir que os suplentes Roberto França (sem partido) e Pedro Satélite (PPS) continuem ocupando cadeira no Legislativo. Com isso, já são 10 dos 24 deputados eleitos e/ou reeleitos em 2006 que já se afastaram temporariamente para ceder espaço àqueles que foram reprovados nas urnas. Com esses esquemas de rodízio entre titulares e suplentes, o Legislativo acaba pagando, em alguns meses, até 30 deputados, quando dispõe de 24 cadeiras.

   Após mais de um ano afastado da AL, João Malheiros (PR), ex-secretário-chefe da Casa Civil, retorna na sessão de 3 de junho. Sua cadeira hoje é ocupada por França. Numa articulação combinada, reassume Malheiros e se licencia o deputado Wallace Guimarães, um dos 10 eleitos pela coligação PFL/PPS. Assim, França não sai de onde está, ou seja, continua legislando, com direito ao salário de R$ 12,5 mil mensal, R$ 30 mil de verba de gabinete, mais R$ 15 mil de verba indenizatória, um quadro com mais de 15 assessores e outros privilégios.

  Satélite é outro que se mantém na AL porque desta vez quem vai pedir licença é o então suplente Wagner Ramos, que ganhou cadeira efetiva a partir da renúncia de Humberto Bosaipo, hoje no cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

   Gilmar Fabris chegou a se licenciar por 3 vezes consecutivas, alegando problema de saúde. Chico Galindo é outro que vai se afastar esta semana, pela segunda vez, agora para ceder vaga à Wilma Moreira (PSB), que nesta terça renuncia à cadeira de vereadora por Rondonópolis, condição imposta pela lei para poder virar deputada.

   A coligação que mais elegeu deputados foi a que aglutinou PFL (hoje DEM) e PPS. Os dois partidos "abocanharam" 10 cadeiras. Mesmo que a maioria da bancada do PPS tenha migrado para o PR, sob orientação do governador Blairo Maggi, outro infiel que também trocou de partido, o rodízio continua, principalmente em se tratando de ano eleitoral.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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