Segunda-Feira, 02 de Junho de 2008, 15h03
VÁRZEA GRANDE
Para Jaime, Maksuês recuou por temer a derrota


Senador anuncia pesquisa para acabar com boataria, diz que DEM e PP já fecharam alianças em 38 municípios, exceto em Cáceres por conflitos entre Henry e Túlio 

  O senador Jaime Campos (DEM) conta que, na tentativa de encerrar os "boatos" de que os Campos teriam comprado o deputado Maksuês Leite (PP) para o progressista abrir espaço da disputa em apoio a seu irmão Júlio Campos, o DEM vai encomendar uma pesquisa do Vox Populi. "Vai ser contratada uma pesquisa para que se desmistifique essa polêmica", explica. Segundo ele, a pesquisa feita pelo Ibope, que foi o ponto decisivo para que Júlio fosse o pré-candidato do DEM em detrimento do nome de Wallace Guimarães, foi mal interpretada.

   "Houve uma falha de comunicação. Na pesquisa, todos os possíveis indicativos mostraram Maksuês em declínio e ascensão de Júlio". Para Jaime, as responsáveis por esse mal-estar são pessoas ligadas ao ex-pré-candidato do PP, ou seja, a Maksuês, que agora e seu aliado. "Quem fez isso, são pessoas que ganhariam alguma coisa com a candidatura de Maksuês", avalia Jaime, numa referência aos panfletos distribuídos semana passada com ataques ao acordão. O cacique democrata alega que Maksuês sabia que iria perder. "Maksuês sabia que não ia ganhar e disse: vou esperar um pouquinho".

  Crente de que conseguirá eleger Júlio, Jaime se diz um estudioso da política várzea-grandense. Avalia que o ex-conselheiro será eleito com 58% a 65% dos votos em 5 de outubro. "Agora, se sair só Murilo e Júlio será mamão com açúcar", enfatiza. Um tanto irônico, o democrata diz que aqueles que fazem oposição à candidatura a prefeito de Várzea Grande de seu irmão, Júlio Campos, devem se juntar para unir forças. Cita os pré-candidatos, prefeito Murilo Domingos (PR), vice-prefeito Nico Baracat (PMDB), o ex-diretor do Departamento de Água e Esgoto (Dae), Dito Loro, e um concorrente do PT, que ainda não foi definido.

   Cáceres

   Jaime Campos revela que a composição com o PP já está acordada em 38 municípios, mas pondera quanto a Cáceres, tido como exceção. Para ele, será impossível haver acerto entre o atual prefeito Ricardo Henry (PP), que vai à reeleição, e o seu antecessor Túlio Fontes (DEM), também pré-candidato ao pleito. "Lá (Cáceres) é um problema de ordem pessoal. Lá não tem acordo", declara. Em Rondonópolis, conta que a eventual coligação está a cargo do deputado Gilmar Fabris e do senador Gilberto Goellner, lideranças da região. (Pollyana Araújo)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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