Domingo, 15 de Junho de 2008, 07h38
JUDICIÁRIO
Secretário já se articula para ser desembargador


  •  Vitto pede apoio de colegas, de deputados e "sonda" governador
  • Candidato de Faiad para a vaga de Feguri e Cláudio Stábile
  • Luiz Ferreira, que já empatou com Helena Póvoas, também é cotado
  • Influência dos advogados Almino e Guilhen pode ser fator surpresa 

  O advogado e secretário de Estado de Administração, Geraldo de Vitto, começa a se articular nos bastidores para emplacar seu nome como desembargador do Tribunal de Justiça. No próximo dia 28 se aposenta compulsoriamente, com exatos 70 anos, Munir Feguri, um dos 30 desembargadores. Sua cadeira é oriunda do 5º Constitucional da OAB-MT, a quem cabe, nesse caso, escolher uma lista sêxtupla. A partir daí, o TJ define 3 nomes para, em seguida, o governador  Blairo Maggi fazer a escolha.

   Sem alarde, Vitto vem se movimentando. Ele já pediu apoio para colegas advogados, para alguns deputados e mandou emissários sondar o governador sobre a possibilidade de indicação do seu nome. Se perceber que tem chance de ser escolhido pelo 6 conselheiros da OAB para compor a lista sêxtupla, o secretário já decidiu que irá se inscrever à cadeira vitalícia.

  Já o presidente da Ordem, Francisco Faiad, tem um nome preferido para a vaga de desembargador, embora negue publicamente. Trata-se de Cláudio Stábile, que, aliás, conta com a simpatia de vários desembargadores. Outro que também corre por fora é o polêmico Renato Nery. A exemplo do secretário Vitto, em sua campanha de olho no cargo Nery tem feito até promessas de "abrir as portas" do Judiciário.

  Assim como Stábile, outro bastante cotado é o advogado Luiz Ferreira, presidente da Comissão de Ética da OAB. Aliás, ele ficou empatado internamente na disputa com Maria Helena Póvoas na última vaga aberta do TJ para indicação pelo 5º Constitucional.

  Influência extra

  Como a nomeação cabe ao governador, após os processos de eleição da lista sêxtupla (pela OAB) e da tríplice (pelo TJ), os candidatos começam a fazer lobby junto a Blairo Maggi. Dessa forma, pode levar vantagem quem contar com maior influência no Palácio Paiaguás. Uma sugestão do advogado Almino Afonso, que trabalhou na campanha à reeleição de Maggi, tende a ajudar na definição. Afonso "emplacou" junto ao governador, por exemplo, o nome de Helena Póvoas, hoje desembargadora.

  Além do advogado político Almino Afonso, Maggi tem um advogado privado. É José Guilhen, vice-presidente da OAB e assessor jurídico das empresas do Grupo Amaggi. Assim, pode haver nesse processo de escolha de um novo desembargador o chamado "fator surpresa", considerando o grau de influência desses dois advogados junto ao Paiaguás.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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