Terça-Feira, 17 de Junho de 2008, 07h56
CUIABÁ
Eleição de vereador exige gastos de R$ 500 mil


 Candidato a vereador por Cuiabá pela primeira vez, ainda sem noção do seu reduto eleitoral, precisa desembolsar entre R$ 300 mil a R$ 500 mil para ter chance de eleição. É o que diz o consultor político e assessor parlamentar Valdecir Pinho Calazans, da Visão, Assessoria, Planejamento & Marketing. Segundo ele, a Capital terá neste ano aproximadamente 400 candidatos na corrida pelas 19 vagas de vereador. Em 2004 foram 360. O coeficiente eleitoral deve ficar em torno de 15 mil votos. O curioso é que, com subsídio de R$ 7,5 mil mensais, ao longo dos 4 anos de mandato, um vereador terá ganho R$ 360 mil, muito acima do montante investido na campanha eleitoral.

  Na avaliação de Calazans, o "novato" na briga por cadeira de parlamentar precisa buscar atingir todos os bairros e segmentos. Considera balela a tese de que uma ou duas áreas são capazes de eleger vereador porque dentro desses segmentos há divergências e "pulverização" de votos. O consultor político cita o exemplo da sindicalista Helena Bortolo, presidente da subsede do Sintep de Cuiabá. Em 2004, ela concorreu à vereadora como espécie de representante dos profissionais da Educação. Apostou todas as fichas no segmento e acabou se frustrando. Não conseguiu se eleger.

  Valdecir Calazans considera que o vereador que busca a reeleição leva vantagem, principalmente por já ter noção da base eleitoral e alguns podem reconquistar mandato com um orçamento de até R$ 300 mil. Destaca que Luiz Poção (PP), por exemplo, trabalha a região do bairro Poção e sabe que, para reconquistar o mandato, precisará agregar votos em outros bairros. "Assim, ele terá condições de melhorar o eleitorado a partir de um bairro ou região onde sabe que é mais forte eleitoralmente".

  Considera que vai "ser uma campanha de dinheiro curto". "O empresário, quando vai investir em algum candidato, já pensa o que este, com mandato, poderá fazer de modo a trazer-lhe algum benefício. E o empresariado de um modo geral está depecionado com a política. São poucos os que vão investir em candidaturas". Na análise de Calazans, ganha eleição quem conseguir agregar propostas viáveis, mais aliados com credibilidade, estrutura financeira e logística.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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