Segunda-Feira, 07 de Julho de 2008, 10h45
CONFRONTO
Entidades detonam governo e complicam Nadaf


Pedro Nadaf, secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia Surge uma nova crise no governo Blairo Maggi, que não conseguiu cortar ainda o "cordão umbilical" do seu secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia com a Federação do Comércio do Estado de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT) e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Facmat). Nadaf controla as duas entidades há vários anos. Hoje, está licenciado, mas o atual vice da Fecomércio, Hermes Martins, por exemplo, o consulta antes de tomar as principais decisões. Assim, está havendo conflitos de interesse em alguns casos.

   Na semana passada, as duas entidades empresariais divulgaram uma nota "detonando" o governo Maggi e, por tabela, a secretaria de Estado de Fazenda, sob Éder de Moraes. Chegaram a dizer que o governo está inviabilizando a atividade econômica de forma inconsequente, incoerente e desrepeitosa para com a classe empresarial por ter dobrado o índice do marcap do ICMS - índice de preço de venda usado pela Sefaz para tributar medicamentos.

   "Está na hora de darmos um basta a tanta arbitrariedade por parte da Sefaz, pois a nossa classe tem dado bons exemplos no que se refere à contribuição com o desenvolvimento de Mato Grosso", diz na nota Hermes Martins, vice-presidente da Fecomércio-MT. Já Paulo Sérgio Ribeiro, presidente em exercício da Facmat, disse que "nunca, nas gestões passadas, o governo através da Sefaz trabalhou de forma tão arbitrária como o atual". "O tratamento que tem sido dado aos empresários é revoltante e tem feito muitos repensarem em investimento em MT. Há exemplos de empresas baixando as portas por não suportarem cargas elevadas", ataca Paulo Sérgio.

Éder de Moraes, secretário de Fazenda  Para o Palácio Paiaguás, a reação conjunta da Fecomércio e da Facmat "tem dedo" do próprio secretário Nadaf. Essa desconfiança vem gerando crise no governo. Alguns acusam Nadaf de se utilizar de subterfúgios de "inocente úteis" como Hermes para defender a categoria. O governador Maggi pretende intervir nas brigas internas. O secretário Éder adotou uma política dura no sentido de fechar o cerco contra a sonegação fiscal. Acionou a Delegacia Fazendária para dar suporte na fiscalização, inclusive por segmentos empresariais. Em declarações recentes, Éder, tido como trator da gestão Maggi, mandou recado: "Se o dinheiro do contribuinte não chega na sua totalidade aos cofres estaduais é porque alguém, no meio do caminho, está praticando apropriação indébita. O Estado só quer aquilo que lhe é de direito".


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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