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  • 09h:59

    "O douto promotor coloca em dúvida a honradez dos juízes militares, dizendo que devem condenar oficiais para fazer uma Justiça, segundo entendimento dele, verdadeira. Colocando em cheque a honestidade de propósito dos senhores, a probidade desta Corte, deste juízo", defendeu a advogada do coronel Zaqueu.

    Ela negou que Zaqueu tenha ferido o artigo 169 do Código Penal Militar, que prevê pena de até cinco anos para comandante que dê ordem para movimento de tropa ou ação militar sem ordem superior.

  • 09h:48

    "Os senhores ouviram o coronel Zaqueu confessar a falsificação de documentos? Que ele organizou e deslocou uma tropa a serviço de escuta clandestina? Não. Então, vamos colocar limites nas confissões dos acusados. O que nós ouvimos aqui é de forma genérica que estamos diante de réus confessos. Confessos do quê? Não se pode acusar ninguém gerenicamente, e é assim desde o início deste processo. Não há essa confissão", relativizou a advogada em relação aos depoimentos do ex-comandante-geral da PM.

  • 09h:44

    Rodinei Crescêncio

    Advogada Cibelia de Menezes

    Cibelia de Menezes, advogada do ex-comandante da PM, coronel Zaqueu, faz sustentação oral durante o segundo dia do julgamento do caso dos grampos

  • 09h:41

    A advogada fez questão de esclarecer que o processo em julgamento hoje diz respeito apenas aos crimes tipicamente militares da Grampolândia. Outros crimes, como o de escuta telefônica ilegal e a suposta ordem de Pedro Taques para destruir os equipamentos usados nos grampos, são apurados em outros procedimentos na Justiça comum, nos inquéritos conduzidos pela força-tarefa da Polícia Judiciária Civil.

  • 09h:33

    Ela também respondeu falas do promotor, que insinuou que a participação de Zaqueu nas escutas durante a eleição de Pedro Taques em 2014 teria colaborado para que ele fosse escolhido como comandante-geral da PM."Todos sabemos que antes dessa oportunidade, o coronel Zaqueu já havia sido convidado duas vezes para comandar a Polícia Militar. Num dado momento em que deveria presenta-lo, pensei em levar uma caneta, que era para assinar o ato de posse. Assim, mandei uma caneta e um bilhetinho.

    Ele me mandou uma resposta: "não creio na política governamental neste momento, não posso assinar. Não tenho vaidades, não aceito". E o que aconteceu quando aceitou? Acreditávamos que vinha um governo para combater a corrupção, ser justo, ser leal aos votos, e em seis meses soubemos que isso não iria acontecer. Assim como seu colega (referiu-se ao promotor Mauro Zaque) percebeu, que aquelas intenções não eram verdadeiras, que havíamos sido enganados. E assim aconteceu com ele (Zaqueu). Jamais o coronel passou a reunir substrato para ser comandante-geral por eleição de Pedro Taques, desde antes já reunia qualidades", declarou Cebelia.

    Rodinei Crescêncio

    Julgamento_grampos_dia2

     

  • 09h:26

    Cibelia de Menezes lembrou dificuldades passadas pelo coronel Zaqueu Barbosa durante o julgamento. O militar teve acompanhamento psiquiátrico enquanto esteve preso por 308 dias, com uso de medicação. Em um dos depoimentos à Justiça, o ex-comandante-geral da PM estava em período pré-cirurgico sob efeito de analgésicos.

    Rodinei Crescêncio

    Advogada de Zaqueu, Cibelia de Menezes

     

    "Chorei ontem junto com o coronel Zaqueu quando ele recebeu uma mensagem do filho que estava em centro cirúrgico em São Paulo. "Papai, aconteça o que acontecer, voce é meu espelho e continuará sendo". E continuará sendo, coronel, mesmo estando na reserva. Sei muito bem disso, converso todos os dias com integrantes da PM", discursou a advogada.

  • 09h:22

    Na acusação, promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza disse que não condenar os acusados deste caso seria o naufrágio da Justiça. A advogada respondeu hoje: "Aprendi errado, então por toda minha vida. Aprendi que a Justiça naufraga quando não respeita direitos e garantias, quando condena inocentes, quando condena por excesso de acusações, a uma pena injusta, aí sim, para mim, até ontem, correspondia ao naufrágio da Justiça".

  • 09h:17

    A primeira defesa a se manifestar é a do coronel Zaqueu Barbosa. A advogada Cibelia Maria Lente de Menezes começou seu discurso se dirigindo aos juízes-militares: "Os senhores são homens livres e braços fortes, em quem a defesa crê que farão justiça a seus pares".

  • 09h:14

    O juiz Marcos Faleiros deu início à sessão dando parabéns ao comandante-geral da PM, coronel Assis, e ao corregedor-geral da PM, coronel Alvarenga, pela prisão do ex-cabo Hebert França da Silva. "Ele foi condenado por vários homicídios e por parrticipar de um grupo de extermínio, e após brilhante trabalho da PM, ele acabou sendo preso em São Paulo, prestes a fugir para ourta localidade. Fica aqui o registro do excelente trabalho e imparcialidade da PM em relação a seus pares", registrou o magistrado.

     

  • 09h:14

    Recomeça julgamento.