• Ulisses Rabaneda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A intenção é louvável (acabar com a corrupção).
    Porém o meio está sendo ineficaz e nocivo.
    Prende-se hoje e o tribunal solta amanhã, pois a prisão foi irregular.
    Faço minhas as palavras de Eros Grau, Ministro do STF, no Habeas Corpus 95.009, em passagem que traduz este estado de coisas:

    Não vivemos ainda um tempo de guerra, um tempo sem sol, embora de quando em quando o sintamos próximo a nós. Sobretudo quando os que nos cercam assumem a responsabilidade pelo combate ao crime e aos criminosos, atribuindo a si mesmos poderes irrestritos, transformando-se em justiceiros. Milícias que em outros tempos faziam-no às escondidas agora se reúnem nas casas ao lado das nossas casas, entre nossos irmãos e amigos. Combate-se o crime com o crime, os linchamentos ocorrendo cotidianamente nas mídias....

    Ulisses Rabaneda é advogado.
    urabaneda@terra.com.br

  • Ambrosino de Almeida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Julier, prometo eu e minha família votar e pedir votos para você, caso se candidate a algum cargo.

    Estamos esperando para ver se você tem coragem mesmo de enfrentar as urnas.

    Você sair de trás da toga e dos seguranças e enfrentar a verdade das ruas, da pobreza, da dificuldade dos pobres. Não sei se seu temperamento arrogante irá suportar uma semana de campanha eleitoral pelos bairros e cidades de Mato Grosso.

    Mas se você tiver coragem vamos votar em você, de verdade!

  • João Augusto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    INJUIZES

    Meu Deus, a cada dia que passa, mais me convenço de que este mundo é realmente governado por Satanás. As injustiças deste mundo são tão evidentes que não consigo acreditar que sejam apenas atos de homens. “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” 1 João 5:19

    Em primeiro lugar, presenciamos diariamente a violência alcançar patamares nunca vistos, e o pior é que a impunidade nestes casos são absurdas, vemos assassinos, traficantes, estupradores, latrocidas, assaltantes, e diversos outros criminosos violentos que apesar de possuírem diversas passagens pela polícia, não cumpriram sequer um ano de prisão e muitas vezes estão soltos procurando a próxima vitima para impor sua crueldade. A polícia diz que nem vale a pena prender, pois no outro dia o marginal estará solto devido à decisão de um Juiz bitolado pelo sistema (poderíamos nestes casos chamá-lo de Injuiz).

    Em contrapartida, existem alguns juizes e promotores (por exemplo, o Sr. Julier) que emitem diariamente ordens de prisões com base em denúncias vazias, sem a devida comprovação. Geralmente estas prisões são precedidas de investigações viciadas, mal feitas, muitas vezes sem estar concluídas e executadas por profissionais despreparados (sem conhecimento das especialidades dos processos) e que possuem entendimentos diversos e difusos sobre os casos e que não refletem a realidade dos fatos. Esta situação já esta bem demonstrada visto que quase totalidade dos casos, os suspeitos são libertados na seqüência e os processos concluem-se pela inocência dos réus.

    Estão invertendo o ônus da prova, a CF diz que todos são inocentes até que se prove o contrário, mas quando mandam um cidadão para a prisão, é este que se vê obrigado a esclarecer sua inocência.

    Enviam para a cadeia, sem ao menos tê-lo ouvido antes, um PAI (MÃE) de família, trabalhador (empresário/servidor Público), membro ativo da sociedade, pagador de impostos, etc. Durante o ato da prisão chamam toda imprensa para que o detido seja escachado perante a sociedade, para que seus filhos (família) sejam humilhados (criando-se traumas inimagináveis) ao verem o pai ir para a cadeia, para o mesmo perca o trabalho, a dignidade, a esperança, a fé na humanidade, etc. Mas quando o mesmo prova sua inocência sequer lhe perguntam sua opinião.

    E o mais grave disto tudo, é que a sociedade aplaude esta imbecilidade promovida por estes INJUIZES.

  • João Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Entendo que a conduta deste Juiz Federal responsável pela expedição dos mandados de prisão em desfavor dos servidores do INCRA é temerária, senão execranda.

    Não podemos aceitar que num Estado Democrático de Direito cidadãos honestos e cumpridores de seus deveres funcionais possam ser presos e jogados a lama por meros caprichos e interesses políticos.

    Andou bem o TRF 1º Região ao cassar a decisão arbitrária deste Juiz Monocrático de 1º grau, haja vista, que fora baseada em simples ilações e conjecturas.

    Mais uma vez, os principios do Estado de Inocência e do Devido Processo Legal Constitucionalmente previstos foram desrespeitados, decisões deste porte causam espanto a sociedade em geral, pois qualquer cidadão honesto e cumpridor de seu deveres podem vir a ser alvo desta ditadura togada.

    Por último, peço-lhes licença para transcrever os seguintes pensamentos para efeitos de reflexão:

    A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça a justiça em todo lugar (Martin Luther King Jr.).

    Ainda:

    Quando a política penetra no recinto dos tribunais a Justiça se retira por alguma porta (Guizot).

  • Ana Maria couto Ferro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Graças a Deus existe esse Matogrossense de coragem que vem fazendo muita justiça por está população que até então não tinha um defensor pela justiça.
    Enquanto ele trabalho o MP, o TJ e outros que se dizem justiça se calam diante da impunidade.
    Deus te proteja Doutor Julier

  • Ademir Joel Cardoso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor Editor:
    Por ocasião daquele depoimento do Dr. Julier no Senado - aliás, desnecesário, já que a decisão do juiz diz por si, ele não tem que explicar nada -, ele disse que em desapropriações tinha economizado para a UNIÃO mais de 500 milhões de reais. Ele só esqueceu de dizer que, no Tribunal, todas as suas decisões sobre desapropriações são reformadas - pelo menos, na maioria das vezes. É preciso também que se publique - e espera-se que esse BLOG o faça - a decisão do Desembargador Federal Olindo Menezes que concedeu liminarmente o Habeas Corpus a todos os envolvidos no caso do INCRA. Se tivesse como se sustentar a decisão do Dr. Julier que decretou a prisão preventiva dos encolvidos, teria o Tribunal cassado essa decisão no dia seguinte? Acredito que não. Mas basta que se leia aquela decisão. Na verdade, decretar prisões a torto e a direito é fácil. Quero ver essas decisões se sustentarem. Aliás, uma vez vi o Dr. Julier dar uma entrevista ao CADEIA NELES e dizer que o fato de a pessoa ter uma prisão provisória decretada -- e depois ser presa - não siginificava necessiariamente que seria denunciada. E isso efetivamente aconteceu no caso da SEMA. Ora bolas, se há dúvida e nem existe sustentação para o oferecimento de uma denúncia, por que decretar uma prisão? É fácil fazer isso. Basta ter uma caneta na mão. Mas é preciso também serenidade, bom senso, compromisso, responsabilidade, etc. E inúmeras vezes se viu faltar isso. O caso do INCRA é um bom exemplo, sobretudo para quem sabe e tem conhecimento dos fatos. Espero ver publicada a decisão do Tribunal que concedeu o Habeas Corpus no último sábado.
    Atenciosamente
    Ademir Joel Cardoso.

  • saturnino braga | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esse juiz ao invés de mandar prender servidores do incra sem provas das acusações a eles imputadas, deveria era dar imissão de posse da fazenda serra verde, situada no municipio de barra do garças, cujo processo encontra-se na sua mesa,pronto prá ser dsepachado a mais de dois ano(s.....e ele nada... tbém dar imissão de posse não dá ibope.....e os nossos irmaõs e irmãs debaixo da lona preta a mais de quatro anos esperando por essa canetada...mas essa canetada ele não dá.....que senso de justiça é esse julier?????? vc não terá o voto do povo decente desse estado......vá.......

  • promoter | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Rafael Damian | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu gostaria de lembrar a alguns aqui: que ser pai de família, pagar impostos e ser bonzinho não elide a prática criminosa.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Seria muito mais interessante expressar oferendas e elogios a um Magistrado, ainda que Julier, se a Justiça fosse competente para julgar, provar e condenar àqueles que a própria Justiça Pública - Federal ou Estadual -, em sintonia química com a Polícia Federal, mandam para a Cadeia e, no dia seguinte, quando muito, são colocados em liberdade. A Polícia Federal, muito trabalhadora, muito competente, muito bem equipada, a bem da verdade, embora contando com o respaldo visível da Justiça Pública, na minha concepção, tem perdido credibilidade a cada ação televisiva que preenchem, quase todos os dias, nossos noticiários. A continuar assim, suas ações serão brevemente alvo de processos os mais diversos, principalmente aqueles que pretendam obter reparos por ofensas à moral, à dignidade, à exposição desbragada e desnecessária ao julgamento da opinião pública, sem que as provas, realmente contundentes sejam apresentadas.
    A Justiça Pública, ao corroborar os pedidos das autoridades federais e, principalmente, ao conceder determinadas medidas de relevância num Inquérito Policial sério (prisões provisórias, preventivas, busca e apreensão, apreensão de material, etc,etc ), está caminhando, por não possuir elementos probantes suficientes a embasar com segurança determinadas prisões, para a descredibilidade própria - da Justiça - e bem assim das ações da Polícia Federal, instituição esta que AINDA gosa da simpatia da população brasileira. É expressamente lamentável - e não estou defendendo quem quer que seja - que se exponha, se ridicularize, que se transforme em bandidos perigosos de um momento para outro, cidadãos que até segundos antes das ditas operações eram consideradas pessoas dignas,probas, honestas. Tais pessoas são expostas nos jornais, rádios, televisões, sites, blogs, etc como praticantes de determinado crime. Após verem-se desmoralizados pelas operações apocalípticas da Polícia Federal, a mando da Justiça Federal, esta mesma, mesmíssima, libera os acusados um ou dois dias depois, no máximo. Uma indecência que fere a Constituição, fere o Estado democrático Brasileiro e ofende a cultura jurídica de notáveis como Rui Barbosa, Washignton de Barros Monteiro, Silvio Rodrigues,Damásio Evangelista de Jesus, Dalmo de Abreu Dallari e tantos outros. Ademais, essas prisões provisórias, de um ou dois dias, mais parecem o cumprimento de uma intimação. Onde já se viu prender as pessoas para simplesmente serem interrogadas, sendo logo depois liberadas ? O nosso sistema penal determina que asprisões sejam realizadas em caráter excepcional, quando não couber outro recurso, quando não restar, definitivamente, outra alternativa. No entanto, atualmente, prende-se somente para possibilitar a espetacularização do fato, para desmoralizar os acusados - alguns inocentes outros culpados que NUNCA serão punidos - e para transtornar suas vidas e de seus familiares. Uma verdadeira injustiça patrocinada por uma parte da Justiça irresponsável e avessa ao cumprimento da Lei. Uma pena.