Judiciário

Sábado, 05 de Abril de 2014, 13h:06 | Atualizado: 05/04/2014, 13h:14

OPERAÇÃO FIDARE

4 ainda estão foragidos de Cáceres

A ex-secretária de Saúde Arlene Alcântara, tida como articuladora do esquema, é uma delas

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Ex-secretária Arlene Alcântara

Pelo menos quatro envolvidos na Operação Fidare, deflagrada pela Polícia Federal no início da semana, estão foragidos. Entre eles estaria Arlene Alcântara, ex-secretária de Saúde de Cáceres, que é tida como articuladora do esquema. Ao todo, foram expedidos 113 mandados judiciais, sendo 30 de prisão preventiva, 17 de prisão temporária, 13 de conduções coercitivas e 53 de busca e apreensão.

Durante a semana, além de Arlene, tiveram a prisão decretada Jaqueline Souto Faria Navarro, que já está em liberdade, e Luiz Landim, também ex-secretários de Saúde, e Odiner Gonçalves, secretário municipal de Finanças. A vice-prefeita Antonia Eliene Liberato Dias (PSDB) foi encaminhada à polícia para prestar esclarecimentos e o ex-prefeito Túlio Fontes (PSB) está entre os investigados.

Até sexta (4), quatro pessoas que tiveram decretada prisão temporária foram soltas. A procuradora e ex-secretária de Saúde, Maria Luiza Vila Ramos de Faro, o servidor do Pronto-Socorro, Diego Antonini dos Santos, o chefe de Gabinete do prefeito Francis Maris, Edson Flávio Santos, além de Jaqueline, recorreram e estão em liberdade. A procuradora Maria Luiza foi envolvida no esquema devido às articulações de Arlene. Acontece que ela apareceu em duas gravações feitas pela ex-secretária, onde esta declarava a fornecedores que iria falar com a procuradora para dar parecer favorável a compra de medicamentos.

De todo modo, aqueles que não conseguirem revogar a situação, devem ser soltos amanhã (6), quando completam os cinco dias previstos na Lei. Há possibilidade ainda de o juiz federal da 1ª Vara do município, Mauro Patini, prorrogar a detenção. Os enquadrados na preventiva, ou seja 30 dias, por sua vez, só sairão em 1º de maio caso não consigam habeas corpus.

A Operação Fidare investiga um grupo composto por servidores da prefeitura de Cáceres e por empresários, que desviava recursos dos programas Assistência Farmacêutica, de Saúde da Família e Piso de Atenção Básica à Saúde, que são destinados à aquisição de medicamentos. Quinze empresas participavam do esquema, que teria causado prejuízo de R$ 2,5 milhões. A denúncia sobre as irregularidades foi feita pelo prefeito Francis Maris (PMDB). Na coletiva realizada após o cumprimento dos primeiros mandados, os delegados que coordenaram a operação descartaram envolvimento do gestor nas fraudes.

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Comentários (2)

  • Erasmo | Domingo, 06 de Abril de 2014, 14h16
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    Só mesmo quem não conhece a realidade do dia-a-dia do serviço público (ainda mais numa Prefeitura "desmontada" como a de Cáceres); só quem não esteve do "outro lado" da burocracia e dos procedimentos legais (procedentes e, legalmente exigidos na "coisa pública", diga-se de passagem); só quem não viu a Doutora Arlene "chorar de desespero" - visto que de um lado tinha a responsabilidade do Cargo e de outro a impotência frente a "coisa pública", com os processos administrativos näo "andando" - (quando, p.ex. se via o Pronto Socorro ou um PSF sem os medicamentos básico; ou mesmo, quando era obrigada por Determinação de uma Liminar judicial a fornecer determinado medicamento (ou atender determinado paciente) - sob ameaça de prisão (caso não cumprisse a Determinação), onde muitas das vezes a responsabilidade com o paciente nem do Município era; era do Estado, para acreditar numa matéria dessa!!! Só quem não conhece a Arlene e os valorosos e dedicados funcionários da Prefeitura de Cáceres para não se revoltar com uma manchete dessa ... vergonhoso é isso!!! ...

  • emidio de souza líder comunitario | Domingo, 06 de Abril de 2014, 11h30
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    se a ficha limpa valer para este ano de 2014 vai ter poco candidato a Deputado porque a justiça tem trabalhado muito, 113 mandados judiciais o poder executivo acha que pode fazer tudo,quando aparece cidadão para denunciar flucatua e perseguido não tem liberdade de trabalhar, e o causo do Líder comunitário Emídio de Souza , vem sofrendo perseguição por parte de pesoas Ligado ao prefeito de Cuiabá.

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