Judiciário

Quinta-Feira, 09 de Abril de 2020, 10h:18 | Atualizado: 10/04/2020, 10h:05

COLNIZA

Advogada diz ter ido à casa de promotor para pedir sua ajuda: "Eu fui ameaçada"

A advogada Priscilla Braga Alves revelou que foi até a casa do promotor de Justiça Aldo Kawamura, em Colniza, em busca de ajuda depois de ser ameaçada por telefone na madrugada de 29 de março. Um boletim de ocorrência foi registrado pelo promotor como invasão de domicílio. Ela estava com uma faca.

Reprodução

Advogada Priscilla Braga Alves - Colniza

Priiscilla Braga Alves disse ter sido ameaçada e buscou ajuda na casa do promotor do MPE

Ao , Priscilla revelou que é um hábito dormir com a arma branca a seu alcance em razão de ameaças sofridas anteriormente. Naquele dia, uma nova intimidação foi feita por uma pessoa não identificada. Por telefone, o criminoso teria dito para que a advogada parasse de atuar “daquela forma” no processo em que defende os acusados do assassinato do ex-prefeito de Colniza Esvandir Antônio Mendes, o Vando da Colnizatur.

“Eu já sofri inúmeras ameaças (...) Uma das ameaças aconteceu enquanto eu estava na estrada, dentro de um ônibus, e tive uma crise nervosa. Nessas horas eu não consigo ficar num lugar fechado, da mesma maneira que fiquei com essa outra ameaça de agora”, disse a advogada.

Na intimidação sofrida no dia da invasão à casa do promotor, a pessoa do outro lado da linha teria dito que poderia prejudicar a advogada e “seu amado”, que ela teria interpretado como uma referência ao ex-marido, já que diz não manter relacionamento atualmente.

Conforme Priscilla Braga, o juiz Ricardo Frazon Menegucci, em 2017, teria se dado por suspeito por manter amizade com os acusados. Mas, em verdade, a suspeição se deu por razão de foro íntimo. O juiz Wagner Dupim também declarou suspeição, segundo ela porque seu irmão passou a atuar no processo como advogado da causa.

“Todo esse ciclo de ameaças, eu tenho relatórios médicos que confirmam que eu tive stress pós-traumático. Vivo em constante vigilância, desde a época da chacina de Colniza em 2017, e por isso a minha reação é um pouco diferente. Não sei como as outras pessoas reagem a ameaças, mas eu entro em pânico”, defendeu.

Eu já sofri inúmeras ameaças (...). Uma das ameaças aconteceu enquanto eu estava na estrada, dentro de um ônibus, e tive uma crise nervosa. Nessas horas eu não consigo ficar num lugar fechado, da mesma maneira que fiquei com essa outra ameaça de agora

Priscilla Braga Alves

Ela cita ainda que no boletim de ocorrência, os policiais militares narram que a faca não estava na mão da advogada quando chegaram à casa do membro do Ministério Público Estadual (MPE). O objeto, da marca Tramontina e de 25 cm, estaria no chão, próximo a ela.

Priscilla relata que a casa do promotor de Justiça não tem muro, apenas uma mureta baixa com grama, e que foi até lá pensando que os seguranças que acompanham Kawamura também poderiam ajudá-la.  À PM, o promotor de Justiça disse que imaginou se tratar de uma emboscada pela função ocupada.

“Eu liguei para a PM, mas na quinta eu já tinha ligado lá e eles estavam com problema no telefone, a Vivo não pega em todos os lugares da cidade”, conta.

“Eu me apresentei, o doutor Aldo disse que pediria ajuda, e assim o fez. Depois ele ficou preocupado comigo, não faltou com respeito em momento nenhum, entendeu como profissional. Eu incomodei ele naquele momento, ocupei o tempo dele, mas eu fui pedir ajuda. Já tinha jogado a faca do outro lado, e achei que iriam fazer um boletim da ameaça, só depois vi sobre a invasão. Só que para ter invasão tem que ter clandestinidade, e eu me identifiquei, avisei quem era”.

Câmera espiã

Priscilla foi detida em dezembro de 2019 tentando entrar com uma câmera espiã na Penitenciária Central do Estado (PCE). Sobre a situação, ela nega que tenha cometido qualquer crime. O equipamento serviria para que um cliente da advogada que estava preso na unidade denunciasse suposto caso de tortura.

“A entrada com celular e esses equipamentos é proibida para visitantes, mas advogado não é visitante. Quando vejo situações erradas eu busco denunciar. Eles vivem todos lá sem banho de sol, condições térmicas inadequadas e sofrem torturas, eu venho questionando sempre, e assim continuarei”, afirma.

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Comentários (1)

  • Observador | Quinta-Feira, 09 de Abril de 2020, 11h12
    10
    4

    Kkkkkk acreditem quem quiser kkkkkk

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