Judiciário

Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 12h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:27

UFMT

Advogado vê perseguição e denuncia rede de pedofilia

Advogado vê perseguição e denuncia rede de pedofilia

   Advogado Jairo sustenta em ação que alguns servidores da UFMT formaram uma quadrilha e cometem atos de improbidade na instituição. Na ação, o estudante de Filosofia acusa ainda uma rede de pedofilia no seu Departamento

Jairo Silva Luz   O advogado Jairo da Silva Luz acusa alguns professores e funcionários da UFMT de serem membros de uma quadrilha que comete diversos crimes dentro da instituição. Estariam praticando, por exemplo, atos de improbidade administrativa e formação de quadrilha. Além disso, segundo ele, haveria até uma possível rede de pedofilia no Departamento de Filosofia. Devido às fortes denúncias, que correm no âmbito da Justiça, Jairo, que é matriculado no curso de Filosofia da UFMT, estaria sofrendo retaliações e, por isso, passou a ser investigado pela Comissão Processante Disciplinar Discente do ICHS, presidida por Vera Lúcia Bertoline. “Eles estão utilizando o processo criminal para me perseguir e desviar a atenção da população. Fiz essas denúncias como advogado e não como aluno”, frisa Jairo. 

   A polêmica envolvendo o setor de Filosofia da UFMT começou no final do ano passado, quando Jairo passou a cuidar do caso da ex-aluna da instituição, Osmindia da Silva Andrade que, segundo ele, foi reprovada injustamente por faltas na graduação de Filosofia.

   Na época, ele e Osmindia foram à Polícia Federal denunciar a existência da suposta quadrilha formada pela chefe do Departamento, Maria Cristina Theobaldo, e os professores Roberto Barros Freire, Ari Ricardo Tank Brito, Ângelo Aparecido Zanoni Ramoes e José Jivaldo Lima.

  Conforme a ação movida por eles, os servidores estariam utilizando os nomes da instituição e da coordenação do curso para obter vantagens pessoais e agindo com perseguição para prejudicar alunos – veja mais aqui. Como Jairo também está matriculado no curso, acabou sendo acionado pela instituição. Ele argumenta, entretanto, que não sabe sequer quais são as acusações que pesam contra ele. “Por isso ingressei com dois mandados de segurança, que visam regularizar esse processo administrativo. Hoje ele é cheio de irregularidades”, assegura o advogado. Os pedidos foram interpostos junto à 1ª Vara Federal do Estado.

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"Fiz essas denúncias como
 advogado e não como aluno"
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  Entre as falhas do processo elencadas pelo advogado no mandado de segurança, está o fato do processo administrativo não indicar quais são as infrações cometidas por ele, além de não estar numerado e rubricado. “Deste modo, eles podem, por exemplo, subtrair e colocar páginas, alterando o conteúdo da ação”, argumenta. Já no segundo mandado de segurança, ele reitera a denúncia referente a ocorrência de atos de pedofilia na instituição.

  Cita a possível participação de um docente no caso e lembra o fato de um aluno do curso ter sido preso no prédio do ICHS em 12 de novembro de 2009 pela prática do crime de pedofilia. “Neste sentido, o impetrante fez requerimento de certidão para comprovar se a diretoria do ICHS determinou a instauração de processo administrativo para punir o aluno”, diz trecho do mandado. Nesta quarta e quinta aconteceram oitivas na UFMT para dar continuidade ao processo contra Jairo.

   Outro lado

  A presidente da comissão investigatória, Vera Lúcia, contrapõe as afirmações de Jairo. Segundo ela, o advogado é investigado por injúria e difamação por ter feito diversas acusações graves sem ter sequer uma prova. “A quem acusa cabe o ônus da prova”, pondera a professora.

  Ela assegura, inclusive, que todos os procedimentos relativos à instauração do processo administrativo são bastante claros e foram tornados públicos por meio de várias portarias. “Ele não é investigado como advogado, mas sim como estudante. Tem tido todas as oportunidades para que faça a sua defesa, mas ao invés de se defender tem feito novas acusações”, ressalta Vera Lúcia. Ela argumenta ainda que durante as oitivas são requisitadas provas que comprovem os supostos atos ilícitos praticados por servidores e professores da instituição, mas que até o momento nada foi apresentado.

  A professora afirma também que todas as acusações feitas por ele não têm fundamento e que não passam de manobras jurídicas para atrasar a conclusão das investigações, que devem terminar em 30 dias. Nesta quinta (13) e sexta (14), os membros da comissão que também é composta pela professora Maria Salete Ribeiro e pelo estudante Márcio Castanha, estão ouvindo 7 pessoas.


Trecho do processo reproduzido acima em que o estudante Jairo Luz faz várias acusações e expõe a UFMT

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Comentários (9)

  • Ronaldo | Quarta-Feira, 07 de Março de 2012, 06h52
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    Há vários relatos de alunas e ex-alunas de assédios sexuais de professores em outro departamento desta instituição. Que fazem de seus métodos pedagógicos, armadilhas de assédios para as mais diferentes categorias....

  • Zila | Segunda-Feira, 01 de Novembro de 2010, 22h26
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    Na minha opinião,penso que essa questão da pedofilia deveria ser levado mais a sério pelas autoridades constituidas que deixa muito a desejar.Principalmente em uma instuição como a UFMT , deve sim, ser investigado para que os fatos sejam apurados e os envolvidos sejam punidos, que não passe em branco essa situção só pelo fato de ser professores da Universidade Federal de Mato Grosso.

  • Marcela | Segunda-Feira, 01 de Novembro de 2010, 19h46
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    Jairo da Silva Luz: advogado que não tem boa reputação junto à OAB de Cuiabá. Processou a UNIC e agora a vítima é a UFMT. Osmindia da Silva Andrade: esse nome aterroriza todas as pessoas de bem que circulam pelos corredores da Filosofia. Ela só arruma encrenca. Sempre inventa problema em tudo, além de se achar perseguida por tudo e todos. Seria bom entrevistar os alunos que conheceram essa tal de Osmíndia.

  • Antonio Carlos | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 11h21
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    tem que ser investigado sim e com muito rigor, pois nosso pais está podre por causa desses canalhas pedófilos e pelas pulhas desses políticos. A policiia federal tem que agir o mais rápido possível.

  • Bruno César | Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 17h38
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    Esse Jairo denovo? Chega rapaz...Você já fez muitas calunias envolvendo o departamento de Filosofia. Todos os estudantes conhecem bem os professores, pessoas dignas e de carater! Rede de pedofilia??? Se liga rapaz, vai viver sua vida e para de fazer Calunias!

  • Jose da Rocha Filho | Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 17h13
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    Estudei na UFMT,no ICHS, e nunca tive conhecimeento desse tipo de ação. Mas sugiro ao sr Otávvio que disponibilize as provas de que dispõe. Ou formalizeuma denúncia, como fêz o advogado.

  • Antonio José de Oliveira | Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 16h39
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    ONG cobra da UFMT abertura de sindicância para apurar denuncia sobre rede de pedofilia no Departamento de Filosofia Denuncia igual a essa tem que ser investigado a fundo esta em jogo o nome UFMT, afirma o presidente da ONG MT contra a pedofilia Toninho do Gloria Conforme o site Rdnews divulgou a materia que o advogado Jairo da Silva Luz acusa alguns professores e funcionários da UFMT de serem membros de uma quadrilha que comete diversos crimes dentro da instituição. Estariam praticando, por exemplo, atos de improbidade administrativa e formação de quadrilha. Além disso, segundo ele, haveria até uma possível rede de pedofilia no Departamento de Filosofia,fez com que a ONG MT contra a pedofilia,presidida pelo lider comunitario Toninho do Gloria enviar email a direção cobrando rigor na apuração da denuncia sobre a suposta existência de uma rede de pedofilia no departamento de filosófica. O advogado Jairo reitera a denúncia referente a ocorrência de atos de pedofilia na instituição. Cita a possível participação de um docente no caso e lembra o fato de um aluno do curso ter sido preso no prédio do ICHS em 12 de novembro de 2009 pela prática do crime de pedofilia. “Neste sentido, o impetrante fez requerimento de certidão para comprovar se a diretoria do ICHS determinou a instauração de processo administrativo para punir o aluno”, diz trecho do mandado. Nesta quarta e quinta aconteceram oitivas na UFMT para dar continuidade ao processo contra Jairo. O presidente da ONG quer saber o que foi feito ate agora pela instituição neste momento diante da grave denuncia sobre a suposta rede de pedofilia na UFMT. O presidente da ONG MT contra a pedofilia, defende uma varredura nos computadores departamento de filosófica. Ele defende que as máquinas sejam perecidas, para verificar se há algum indício do crime da rede de pedofilia. O presidente da ONG quer saber o que foi feito ate agora pela instituição neste momento diante da grave denuncia sobre a suposta rede de pedofilia na UFMT. O presidente da ONG MT contra a pedofilia, defende uma varredura nos computadores departamento de filosófica. Ele defende que as máquinas sejam perecidas, para verificar se há algum indício do crime da rede de pedofilia. Toninho do Gloria destacou os indicadores da Polícia Federal, segundo o qual o Brasil está em quarto lugar no ranking mundial da Interpol de países que divulgam a pedofilia. Outra informação relevante é da ONG Safernet, referência nacional no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na rede mundial de computadores. Não se pode simplesmente dizer que é infundada a declaração do advogado sem antes investigar a suposta rede de pedofilia no departamento de filosofia, destaca Toninho do Gloria. Faço a seguinte pergunta o que a instituição fez diante da denuncia sobre a possível existência de uma rede de pedofilia no Departamento de Filosofia, qual foi o procedimento da UFMT diante da grave denuncia? Toninho do Gloria destacou os indicadores da Polícia Federal, segundo o qual o Brasil está em quarto lugar no ranking mundial da Interpol de países que divulgam a pedofilia. Outra informação relevante é da ONG Safernet, referência nacional no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na rede mundial de computadores. Não se pode simplesmente dizer que é infundada a declaração do advogado sem antes investigar a suposta rede de pedofilia no departamento de filosofia, destaca Toninho do Gloria. Toninho diz que o crime de divulgação de pedofilia pela internet está tipificado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a pena prevista é de dois a seis anos de prisão. Em uma busca realizada na casa dele, em dezembro do ano passado, foram apreendidos 166 CDs e dois computadores, os quais continham mais de 280 mil fotos de pornografia infantil. Sua prisão só foi possível depois da produção de diversas provas, inclusive pelo Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília (órgão do Departamento de Polícia Federal), que ainda está analisando todo o acervo, que é considerado um dos maiores em poder de uma só pessoa e o maior já apreendido no Brasil. Sobre a declaração da presidente da comissão investigatória, Vera Lúcia, contrapõe as afirmações de Jairo. Segundo ela, o advogado é investigado por injúria e difamação por ter feito diversas acusações graves sem ter sequer uma prova. “À quem acusa cabe o ônus da prova”, pondera a professora. Toninho defende uma investigação profunda com a ajuda da policia civil e com base na investigação dizer o advogado esta falando mentira ou dizer o advogado esta certo. Tem que ser feito uma varredura nos computadores. http://www.todoscontraapedofiliamt.com.br/news/ong%20cobra%20da%20ufmt%20abertura%20de%20sindic%c3%a2ncia%20para%20apurar%20denuncia%20sobre%20rede%20de%20pedofilia%20no%20departamento%20de%20filosofia/

  • Paulo Rogério Barcelos Santiago Lima | Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 15h27
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    Sou academico da filosofia, utilizo cadeira de rodas, o meu unico vicio e erro é ser usuario de T.H.C.....Conheço essa estoria, uma ficção da parte de Jairo, ele é um Advogado que gosta de usar a midia, usar os recursos, ações adicionais, cuasar um alvoroço....mas se a midia for ressaltar realmente verá dentro do processo, que, não tem provas, ele acusa ao leo....um psicopatico quase psicopata, a dupla ele e Osmindia....Vocês verão no transito julgado dessas ações....o Jairo não conseguirá provimento em nenhuma das acusações, por falta de provas, e isso ilucidará realmente que, o Jairo não tem provas!!!Cada um com sua loucura...eu hemmmmmmm?!?@?#?$?$

  • Otávio do Bem | Sexta-Feira, 15 de Outubro de 2010, 12h58
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    Apesar de ter estudado na ufmt, nunca pisei no bloco do curso de filosofia, porém inegável que a ufmt possuí corporativismo, pessoalidade, apadrinhamento e qualquer outro tipo de ato ilícito em relação à funções e dinheiro, em maior ou menor grau nas diversas faculdades de lá. É faz de contas desgraçado e muitos blocos possuem movimentação financeira em contas pessoais dos servidores/professores/coordenadores, além de algumas fraudes em licitações. Dêem uma olhada no bloco o IL só por curiosidade.

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