Judiciário

Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 08h:34 | Atualizado: 16/07/2019, 12h:21

DELAÇÃO NEGADA

Cabo acusa Gaeco de vazar áudio entre magistrado e Silval para gerar suspeição

Entre as informações prestadas pelo cabo da PM Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior à Justiça está uma acusação de vazamento de uma conversa gravada ilegalmente entre o ex-governador Silval Barbosa e o desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça (TJMT). A ação, que o cabo diz ter partido do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), teria como objetivo causar a suspeição do magistrado em eventuais ações envolvendo Silval no TJMT.

A defesa do cabo enviou ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar, um documento em que narra nove casos de supostas irregularidades cometidas por membros do Ministério Público Estadual (MPE) em diversas operações, incluindo o caso conhecido como Grampolândia Pantaneira. Ele presta depoimento na terça (16) sobre os grampos.

TJMT

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 Manobra teria sido feita para prejudicar o desembargador Marcos Machado. Objetivo do Gaeco, segundo Gerson, seria provocar a suspeição do magistrado

De acordo com Gerson, no fato 5, integrantes Gaeco teriam captado dados ilegalmente, grampeando número de telefone de Silval e ainda divulgado a informação sigilosa de maneira proposital.

O cabo relata que a divulgação teria sido feita de maneira “hábil e milimetricamente calculada, vez que a cronologia de consumação anota que, no dia 16 de setembro 2015 houve a entrega dos autos de interceptação telefônica junto ao juízo da 7ª Vara Criminal de Cuiabá no bojo da Operação Ouro de Tolo, e na mesma data, não por coincidência, com mínimo espaçamento de horas, ocorreu a difusão do conteúdo protegido por decisão judicial pela TVCA, afiliada da Rede Globo”.

A Ouro de Tolo foi deflagrada em 20 de agosto de 2015 com a prisão da ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Roseli Barbosa. No dia seguinte, o sistema Guardião, utilizado para interceptações telefônicas com autorização judicial no Gaeco, registrou uma conversa entre o desembargador e o ex-governador.

O número de Silval teria sido incluído, segundo Gerson, com a técnica conhecida como “barriga de aluguel”, quando números são incluídos em investigações com as quais as pessoas não têm relação. No total, cinco telefones foram interceptados como se fossem de Roseli.

 “Onde estariam, sequer implicitamente, tais indícios de forma desarrazoada levantada pelo Gaeco, de que a senhora Roseli Barbosa utilizava os cinco (5) terminais?”, questiona a defesa de Gerson.

Os diálogos divulgados pelo canal de TV mostram Silval falando com um advogado pedindo providências para que Roseli fosse colocada em liberdade. No mesmo dia, ele recebeu uma ligação de um telefone funcional do TJMT que era utilizado pelo desembargador.

Na época, ainda em 2015, a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça abriu um procedimento administrativo disciplinar em relação ao caso, a pedido do próprio desembargador, assim como a Corregedoria do CNJ. E concluíram que não houve prática de qualquer ilícito ou infração ético-disciplinar do desembargador Marcos Machado.

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Comentários (3)

  • CARLOS ALBERTO | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 13h04
    4
    0

    GRAVE, GRAVE, GRAVE! INTEGRANTES DO MP PRECISAM SER INVESTIGADOS PELA POLICIA FEDERAL E MPF.

  • José | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 10h37
    4
    1

    QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

  • A. Carlos | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 09h41
    4
    1

    Troca de favores explicita!!!!

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