Judiciário

Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 15h:44 | Atualizado: 15/04/2019, 18h:45

Conselho Militar nega pedido de Ledur para anular investigações da Polícia Civil

O Conselho Militar negou pedido da tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur para anular as investigações conduzidas contra ela pela Polícia Judiciária Civil (PJC), relativas a morte do aluno Rodrigo Claro. O advogado Huendel Rolim, responsável pela defesa da militar, disse considerar que a apuração deveria ter sido feita apenas por meio de Inquérito Policial Militar (IPM).

O juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal, votou por rejeitar o pedido. Os juízes militares tenente-coronel Neurivaldo Antônio de Souza, tenente-coronel Abel Rocha da Silva e major Paulo César Viera de Melo Junior opinaram pela rejeição do pedido. A major Ludmila Eickhoff Della Pasqua votou por aceitar o pedido e separar o inquérito civil do processo.

Rodinei Crescêncio

Izadora Ledur

Oficial Izadora Ledur Souza Dechamps acompanha oitiva na 11ª Vara Criminal. Defesa  da militar tentou anular as investigações da Polícia Civil contra ela 

Nesta segunda (15), são ouvidas testemunhas de defesa da tenente em audiência. Parte dos depoimentos do inquérito civil foram utilizados para a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra Ledur pela tortura e morte do aluno do curso de formação dos Bombeiros Rodrigo Claro, em novembro de 2016. A defesa entende que a investigação civil contra a militar é ilegal e passível de nulidade do processo.

O promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza afirmou que o inquérito, de acordo com o código penal, pode ser dispensado para que o MPE ofereça denúncia e deu parecer contrário ao pedido de anulação.

Allan destacou que também foi realizado um IPM pelo Corpo de Bombeiros, utilizado para basear a denúncia. "O rótulo, se IPM ou IPC, pouco nos importa. O que nos interessa é o conteúdo. No Brasil não vigora o princípio da exclusividade da investigação penal", resumiu.

O promotor ainda lembrou que em 2016, quando a morte de Rodrigo ocorreu, os crimes comuns praticados por militares eram de responsabilidade da Justiça Comum, passando à Justiça Militar apenas com a mudança da legislação em 2017.

Vitória

Em fevereiro, o Conselho de Justificação inocentou Ledur e afirmou que ela tem "condições para continuar no Corpo de Bombeiros". A decisão foi anexada neste processo conduzido por  Faleiros. Eles constataram que Ledur é inocente em quatro dos cinco itens imputados a ela. Foi declarada culpada devido golpes de nadadeiras contra os alunos durante o treinamento. 

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Comentários (1)

  • davi | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 17h50
    2
    0

    Toda rindo né... Não foi parente dela que morreu.. não está nem ai... O pior que sabemos que essa maldição é em consequência do pai dela... Coronel da PM que tanto humilhou praças.. ao ponto de dizer que não precisava ganhar muito. Aqui se faz... aqui se paga

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