Judiciário

Sexta-Feira, 19 de Outubro de 2018, 19h:12 | Atualizado: 19/10/2018, 19h:18

DELAÇÃO BOMBA

Consignum teria doado R$ 900 mil para eleger Taques e ter contrato com Governo

Tarso Nunes

Willian Paulo Mischur

Willian Paulo Mischur, dono da empresa Consignum, no momento em que chega à Delegacia Fazendária em 2016

A empresa Consignum Gestão de Margem Consignável, do empresário Willians Mischur, teria doado R$ 900 mil à campanha eleitoral do governador Pedro Taques (PSDB) ainda em 2014. O objetivo era garantir a continuidade do contrato com o Estado para oferta de empréstimos consignados aos servidores do Executivo. O relato consta na delação premiada do empresário Alan Malouf,  homologada e tornada pública pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta (19).  

Segundo a delação, a doação teria sido feita após Taques ter conhecimento do esquema na secretaria estadual de Gestão (Seges) em que Willians Mischur pagava propina ao ex-governador Silval Barbosa (ex-MDB, hoje sem partido) com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. A manutenção do esquema teria sido intermediada pelo ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, que é primo do governador e coordenou a campanha em 2014.

 Neste caso, Alan Malouf não teria tomado parte da negociação. Apenas ficou sabendo que Mischur repassou R$ 900 mil através de Paulo Taques.

 A delação diz que  teriam sido pagos R$ 500 mil em espécie a Paulo Taques e R$ 400 mil através de cheques, que foram entregues por Paulo Taques a Dozinete Aguilera Castrillon, que fez a doação oficial em nome de sua empresa, a Aguilera Auto Peças Ltda.

Donizete disputou as eleições de 2014. Foi segundo suplente na chapa de Rogério Salles (PSDB), derrotado na disputa pelo Senado.

Alan também diz Taques teria destinado a doação de Mischur para despesas que desconhecia mesmo sendo o coordenador financeiro da campanha. Após eleito, Taques manteve o contrato com a Consignun e só fez o destrato em 2016.

A propina da Consignum a Silval foi alvo da Operação Sodoma II e Mischur chegou a ser preso. O empresário fez acordo judicial e devolveu dinheiro ao Estado. 

Taques nega o envolvimento em qualquer irregularidade. Quando questionado, afirma que  responderá nos autos.

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