Judiciário

Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 12h:34 | Atualizado: 12/02/2019, 17h:12

OPERAÇÃO RÊMORA

Maluf faz solicitação para ser julgado por Câmara com nove desembargadores veja

Gilberto Leite/Rdnews

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   Guilherme Maluf nega qualquer participação em esquema já desmantelado pela Rêmora 

A defesa do deputado estadual  Guilherme Maluf (PSDB) entrou com pedido para que denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra ele na Operação Rêmora seja julgado pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas. A denúncia está na pauta da sessão de quinta (15) do Pleno do Tribunal de Justiça (TJ).

O advogado Hélio Nishiyama, que patrocina a defesa do parlamentar, se baseia em uma mudança no Regimento Interno do Tribunal de Justiça. Em 23 janeiro, o presidente do TJ, desembargador Carlos Alberto, publicou emenda ao regimento que tira o foro dos deputados estaduais do Pleno e passa para a Turma de Câmaras Criminais Reunidas em casos de crimes comuns e de responsabilidade.

Além de deputados estaduais, os cargos de vice-governador, membros do Ministério Público Estadual, da Procuradoria-Geral do Estado, da Procuradoria da Assembleia Legislativa, da Defensoria Pública Estadual, o Comandante-Geral da Polícia Militar e o Diretor-Geral da Polícia Civil também passaram a ter foro na Turma de Câmaras Criminais Reunidas.

O desembargador Orlando Perri é o presidente da Turma. Ainda fazem parte os desembargadores Paulo da Cunha, Juvenal Pereira da Silva, Alberto Ferreira de Souza, Marcos Machado, Pedro Sakamoto, Maria Aparecida Ribeiro, Gilberto Giraldelli e Rondon Bassil Dower Filho – este último é o relator da denúncia contra Maluf.

O parlamentar é acusado de ser um dos líderes do esquema montado no início da gestão Pedro Taques (PSDB) para desviar recursos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O objetivo seria recuperar recursos irregulares investidos em caixa 2 por um grupo de empresários ligados à campanha tucana em 2014.

Para o MPE, que ofereceu a denúncia por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), Maluf teria liderança similar à do empresário Alan Malouf, condenado na ação que tramitou na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. O empresário fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

  Maluf é acusado de ser beneficiário direto de parcela da propina arrecadada, além de se valer das influências políticas proporcionadas pelo cargo para promover as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos voltados para solicitação e recebimento de propinas. O parlamentar nega qualquer participação no esquema.

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Comentários (2)

  • Mauro Sergio | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 17h33
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    Mauro Sergio , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Rodrigo Falantine | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 13h02
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    ..mas a reputação é ilibada né?! Aposto que agora o cidadão vai querer jogar que isso tudo é culpa da sua disputa para o cargo no TCE.

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