Judiciário

Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 17h:55 | Atualizado: 15/04/2019, 18h:05

Caso Ledur

Ex-instrutor de Ledur diz que denúncia de golpes com nadadeiras é "mimimi" - leia

Arquivo

Coronel Jo�o Rainho Junior

 Coronel João Rainho Júnior, em depoimento, defende a rigidez no treinamento dos alunos

O coronel João Rainho Júnior classificou como "mimimi" trecho da denúncia contra a tenente Izadora Ledur que cita supostos golpes de nadadeiras dados por ela contra alunos do curso de formação do Corpo de  Bombeiros. O oficial  presta depoimento nesta segunda (15) como testemunha de defesa da tenente, que é acusada por suposta tortura e pela morte do aluno Rodrigo Claro, em 2016.

"A gente usa a nadadeira para bater na água, chamar a atenção dos alunos. E as às vezes brincamos de encostar a nadadeira na costela quando estão em posição antes do exercício. Agora, reclamar que encostou a nadadeira para mim é mimimi", disse durante o depoimento.

O coronel, que foi instrutor de Ledur, defendeu a rigidez no curso, inclusive nos treinamentos de salvamento aquático, para formação dos alunos em situações próximas à realidade. Ele disse entender como normal também a narrativa de que Ledur teria aplicado "caldos" em Rodrigo e outros alunos. De acordo com a denúncia, ela teria subido nas costas dos alunos para afogá-los por diversas vezes.

"A função do instrutor é mostrar para o aluno a situação mais próxima da realidade para que lá no rio, esse cenário real. Você está preparando o aluno para encarar o salvamento real. É rio com água barrenta, com tronco no meio do rio, correnteza, e a pessoa desesperada para ficar na superfície, você sendo a bóia", declarou.

O instrutor também destacou que, apesar de haver procedimentos previstos pelos protocolos do Corpo de Bombeiros, existem variáveis. "Não tem receita de bolo para fazer salvamento, sempre tem as variáveis. Quanto mais variáveis a gente passar para os alunos, mais preparados eles vão estar para qualquer situação", avaliou.

Rodrigo Claro morreu após passar pelo treinamento na Lagoa Trevisan. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), ele teria pedido para deixar o treinamento após passar pelo afogamento. Ele teria sido obrigado pelos instrutores a continuar o exercício, mesmo reclamando de dores de cabeça e dizendo que não conseguia ficar em pé.

Depois dos exercícios, Rodrigo Claro apresentou vômitos, dor de cabeça e convulsões até ser levado para atendimento médico. O coronel citou que estes seriam indícios de que ele teria engolido água e não aspirado ou se afogado.

"O empuxo tem que ser feito, porque lá na rua vai ter. Se a gente formar um bombeiro de mentirinha ou ele vai matar uma vítima ou vai morrer", concluiu.

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Comentários (9)

  • Joel da silva | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 18h49
    1
    0

    Na verdade o cara morreu.ea bem da verdade verdade nenhum colega dessa instituiçao ira depor contra um colega ainda mais do alto escalão.se tiver de ser feito justiça nesse caso sera na justiça comum.

  • paulo roberto | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 16h17
    2
    0

    Esse cabeça de capacete só falou mierda, né ten. cel. BM!! Eu assino meu comentário......Eu tenho coragem.....Né Reporter MT.....

  • João Paulo | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 09h30
    3
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    Mar tranquilo nunca fez bom marinheiro. Os bombeiros devem ser preparados para atenderem a todos os tipos de adversidades, pois é o que eles irão enfrentar na sua atividade. Ninguém gostaria de ser atendido por um profissional mal treinado, ainda mais quando o que esta em risco é a sua vida.

  • José trancoso | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 09h12
    2
    2

    O q se questiona são os excessos. Todos sabem que nas Corporações Militares, que realizam esses treinamentos, existem um planejamento com objetivos definidos sob os quais são elaborados os Planos de Instrução, sob a responsabilidade do instrutor(a) e aprovados pelo Diretor do Curso, sendo q em nenhum Planejamento existem o objetivo de se exigir do aluno além do planejado. Foi o q ocorreu.

  • HEITOR GERALDO REYES | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 09h10
    9
    1

    Em pleno seculo 21 um coronel instrutor do corpo de bombeiros não sabe que o treinamento é para "salvar vidas", não tirar vidas .... Ele deve ter visto muitos filmes de Hollywood ..... veja se é realmente coisa de bombeiro com uma frase desta !!!! "bombeiro de mentirinha ou ele vai matar uma vítima ou vai morrer".

  • alex r | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h53
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    1

    O vergonha para farda: Se a gente formar um bombeiro de mentirinha ou ele vai matar uma vítima ou vai morrer" - Então por conta disso a corporação tem que matar seus alunos? Que fala de mentecapto!

  • JORGE LUIZ | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h07
    19
    2

    VOCÊS ACREDITARAM QUE ESSE CORONEL QUE É AMIGO DO PAI DA ACUSADA IRIA DIZER O CONTRÁRIO?

  • Carlos alexadre | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 01h46
    20
    1

    Este é mais um dos R2, entrou pelas portas do fundo, nem o exército trata desta forma seus subordinados, acredito que ele tambem tem medo de delatarem ele tambem na epoca que era instrutor, sua aluna aprendeu bem com seus ensinamentos e por isso deixou a vitima Rodrigo Claro vir a óbito, aprendeu tanto com o senhor que não viu o nivel que levou o aluno a morte

  • Bugre | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 21h13
    2
    1

    Bugre , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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