Judiciário

Quarta-Feira, 21 de Maio de 2014, 13h:59 | Atualizado: 21/05/2014, 14h:01

Delação premiada de empresário é "peça-chave" para investigação da PF

Divulgação

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Empresário Junior Mendonça, alvo de investigação da PF

O benefício legal de delação premiada, concedido pelo Ministério Público Federal ao empresário Júnior Mendonça, desencadeou a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada nesta terça (20). As investigações começaram ainda em 2011 e apura crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Júnior usaria empresas de factoring como fachada para liberar empréstimos a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado e, diante da possibilidade de ser condenado na conclusão do inquérito e de poder ter a pena abrandada, decidiu colaborar.

Nesta 5ª fase ficou claro que os depoimentos de Mendonça levaram a PF aos novos desdobramentos do caso. Um dos “braços” da investigação revelou que o empresário Ricardo Neves, em sociedade com Mauro Carvalho, construiu uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), na Serra de São Vicente, com recursos na ordem de R$ 14,5 milhões adquiridos em transação junto ao BIC Banco, instituição financeira sob a qual Eder Moraes teria forte influência. Junior Mendonça detalhou este caso aos agentes federais para exemplificar como se dava o esquema de lavagem de dinheiro. A defesa de Ricardo nega a existência de irregularidades.

O nome de Eder Moraes também aparece em outra parte da investigação. Durante a busca e apreensão na casa do ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil, ainda na 4ª etapa da Operação Ararath, foram encontradas planilhas referentes ao financiamento de quatro empresas junto ao BIC Banco, entre elas a Dymak, com valores milionários, que são questionados pela PF. As informações são do advogado Otacílio Peron, que defende a empresa. Os documentos também ligariam o caso ao ex-governador e senador Blairo Maggi (PR), uma vez que as transações ocorreram em 2007, quando o republicano comandava o Estado. Não se sabe o teor da documentação, mas, no caso da Dymak, conforme Peron, houve um empréstimo de R$ 15 milhões para a aquisição de máquinas.

Ararath

O esquema ilegal que ocorre em Mato Grosso começou a ser desmantelado com a Operação Ararath, em novembro do ano passado. As investigações, no entanto, foram iniciadas em 2007, após a colunista Kharina Nogueira, ex-esposa de Junior Mendonça, fazer uma série de denúncias contra ele.

Segundo os primeiros dados divulgados pela PF, após a primeira fase da operação, o grupo criminoso teria desviado cerca de R$ 500 milhões. A base operacional era a Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande, e a rede de posto Comercial Amazônia Petróleo, ambas de propriedade de Junior. Atualmente, os inúmeros desdobramentos do caso demonstram que a ilegalidade atinge diversos segmentos mato-grossenses, compostos por pessoas do alto escalão no Estado.

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Comentários (1)

  • Eloir Celso Kuntz | Quinta-Feira, 22 de Maio de 2014, 09h33
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    Eloir Celso Kuntz, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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