Judiciário

Quarta-Feira, 21 de Maio de 2014, 17h:47 | Atualizado: 21/05/2014, 17h:48

Delegados da PF repudiam decisão do STF sobre sigilo de investigação

Divulgação

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Associação Nacional dos Delegados da PF emite nota para explanar que a decisão do ministro Dias Toffoli é a mais contundente violência sofrida pela instituição desde a redemocratização do Brasil

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) emitiu uma nota, nesta quarta (21), em que classifica a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, de impedir a PF de divulgar informações sobre a Operação Ararath, em Mato Grosso, como a “mais contundente violência sofrida pela instituição desde a redemocratização do Brasil”. A ordem do ministro teria sido dada aos agentes federais porque diligências sobre o caso ainda estão em andamento. O pedido pelo sigilo do processo partiu do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Ainda de acordo com a nota, a notícia da “censura” aos fatos descobertos com a operação, causou perplexidade e indignação nos delegados. “A sociedade brasileira merece saber o que tornou tão singular a execução da quinta fase desta operação com relação a tantas outras operações em tramitação no Supremo Tribunal Federal”, aponta a Associação.

Os agentes também cobram explicações sobre o “verdadeiro” motivo que levaram a Suprema Corte a aceitar os argumentos do MPF e impedir que a imprensa tivesse acesso às informações do inquérito, que corre desde 2011, apura crimes financeiros e lavagem de dinheiro e envolve pessoas do alto escalão social e político no Estado.

Veja, abaixo, a íntegra da nota da ADPF:
Nesta terça-feira a Polícia Federal deflagrou, no estado do Mato Grosso, a quinta fase da operação Ararath que apura esquema milionário de desvio de recursos e lavagem de dinheiro, com uso de empresas de “factoring”.
A investigação, que começou em 2011, apontou envolvimento de servidores dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e também de membros do Ministério Público estadual.  Apesar da operação ter sido bem sucedida e dentro da normalidade, um fato, considerado inédito, causou grande perplexidade e indignação entre os Delegados da Polícia Federal.
O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, acatou um estranho pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, e decidiu “calar” a Polícia Federal. Para os Delegados Federais, essa foi a mais contundente violência sofrida pela instituição desde a redemocratização do Brasil.
A sociedade brasileira merece saber o que tornou tão singular a execução da quinta fase dessa operação com relação a tantas outras operações em tramitação no STF.
Afinal, o que seria capaz de transformar o chefe do Ministério Público da União em um verdadeiro “Censor Geral da República”. Também é preciso ficar mais claro, os reais motivos que levam um Ministro da mais alta corte brasileira aceitar os argumentos do Ministério Público Federal e impedir que a imprensa, seja devidamente informada sobre o trabalho da Polícia Federal, uma instituição respeitada e admirada por todos os brasileiros.
Assim, ao que parece, a “lei da mordaça”, tão combatida pelo próprio Ministério Público, passa a ser defensável quando a vítima é a Polícia Federal do Brasil, uma instituição republicana, que sempre busca desenvolver suas missões com seriedade, eficiência e transparência, independente de quem esteja envolvido, direta ou indiretamente, com o crime.

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Comentários (4)

  • Charles Dias | Quinta-Feira, 22 de Maio de 2014, 13h23
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    Fica ai a minha pergunta. O Paulo Prado tem algum parentesco com Ruy Prado, Presidente da FAMATO E Pré-Candidato pelo PSD = RIVA?

  • MARIA | Quinta-Feira, 22 de Maio de 2014, 12h27
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    Todos são iguais perante a lei, é? Então pq não investigam o Jaime Campos, o Taques que posa de SANTO? Esses também estão com "negócios" com o mesmo Mendonça !

  • Milton Ribeiro | Quinta-Feira, 22 de Maio de 2014, 10h37
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    Todos são iguais perante a lei. Decisão Judicial não se discute....cumpre-se. ....vou comentar o que estou ouvindo de taxistas e outras pessoas em São Paulo...."A PF que é competente, tirou o brilho da operação! prender um Governador de Estado por porte ilegal...ou seja porte de arma vencido?.....e ainda uma pistola 380....que nem é de uso restrito, e, ainda arbitrar uma fiança de R$. 100.000,00"! isso ta muito confuso....

  • Albino Pfeifer Neto | Quinta-Feira, 22 de Maio de 2014, 08h41
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    A qualidade de nossa Suprema Corte está proporcional a qualidade dos políticos que temos!!!!! Concurso Público para Ministro do Supremo! Chega de apadrinhamento!!!! ORDEM E PROGRESSO!!

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