Judiciário

Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 13h:00 | Atualizado: 09/12/2019, 07h:30

CORRUPÇÃO PASSIVA

Escrivão enfrenta PAD por "engavetar" inquérito de deputado por quase 6 anos

A Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil (PJC) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o escrivão Rubens Gomes Aldave por ter deixado paralisado por quase seis anos um inquérito em relação ao deputado estadual Faissal Calil Jorge Filho (PV). A PJC não informou a data da instauração do PAD.

Angêla Vare

Deputado Faissal Calil

Hoje deputado estadual, Faissal Calil teria atuado irregularmente em caso sobre empresária

O parlamentar é investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) por corrupção passiva na época em que era servidor do Tribunal de Justiça. Em uma ação movida pelo advogado Edmundo da Silva Taques Júnior contra a empresária Elizeth Alves da Cruz, acusada de aplicar golpes em idosos em Cuiabá, Faissal teria pedido uma espécie de propina para que o processo fosse julgado favorável a ela.

O inquérito foi instaurado em 26 de janeiro de 2013 e encaminhado à GCCO em 25 de março daquele ano para cumprimento de diligências. Entre aquela data e 13 de fevereiro de 2019 não teriam sido cumpridas as diligências pedidas pelo MPE e determinadas pela Justiça.

A pedido do Ministério Público Estadual (MPE), em 10 de julho, o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que a corregedoria apurasse a demora no inquérito e tomasse “as providências disciplinares necessárias a apurar os fatos perpetrados por servidor público, seja agente, policial ou delegado, que levaram a paralisação injustificada”.

“Acresça-se que a certidão de lavra do escrivão de polícia Rubens Gomes Aldave informou que, em face da “transição da chefia imediata” e “ao organizar os arquivos e caixas de inquéritos policiais findos e andamento presidido por delegados de polícia anteriores”, deparou-se com o presente inquérito que se encontrava com prazo regulamentar exaurido”, registrou o juiz em julho.

Já em 17 de outubro, passado o prazo de 90 dias, o magistrado detectou não haviam sido tomadas quaisquer providências disciplinares e determinou que o processo fosse remetido à PJC. O inquérito que investiga Faissal foi encaminhado novamente à GCCO naquela data.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado Faissal. Ela informou que ele se posicionaria, na quinta (5), por meio de nota. Até o fechamento desta edição não houve resposta.

O falou por telefone com o escrivão Rubens também na quinta e pediu um posicionamento. Ele ficou de retornar a ligação em momento posterior, o que não foi feito. O espaço segue aberto para ambos.

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Comentários (9)

  • Paulo Mattos | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 18h23
    7
    0

    Agora, decorrido todo esse lapso de tempo, resolveram botar no "fiofó" do pobre do Escrivão. Como sempre. A responsabilidade para apurar as infrações penais são do Delegado de Polícia, sendo o Escrivão de Polícia o profissional que executa as ordens apostas nos Inquéritos policiais, através do competente Despacho da Autoridade. Quais as providências que os Delegados responsáveis por esse procedimento adotaram durante todos esses anos ? Onde estava a vigilante Corregedoria da Polícia Judiciária que não realizou, como deveria, as "correições" periódicas na Delegacia onde se encontrava esse Inquérito ? Por quê responsabilizar o Escrivão, ou apenas este, por uma falha funcional que deveria ser de todos os envolvidos na apuração desses fatos ? Só falta exonerar o pobre do Escrivão por estar "supostamente" protegendo o Deputado.. Cada uma que nos aparece.

  • Maria Auxiliadora | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 12h47
    0
    0

    Maria Auxiliadora , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Kamila | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 11h39
    4
    7

    Agora a casa cai p todo mundo !! Haroldo , faissal e cias ..

  • matias | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 11h28
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    0

    vou alem sou servidor e o ÚNICO parlamentar que manifestou os ABSURDO cobrados nas MATRÍCULAS de escolas particulares foi Faissal e isso incomoda demais uma pequena turma poderosa, Só no meu setor são 22 servidores e TODOS com seus filhos em escola particulares e TODOS muito preocupados com absurdo que as escola estão cobrando daí vem essa pauta que já caducou por falta de prazo e proatividade dos órgãos competentes?? estranho! muiot estranho! FAISSAL botou dedo na ferida e muitos SERVIDORES te apoiam, matriculas um ABSURDO!!

  • matias | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 11h21
    9
    0

    ué pelas datas isso já foi arquivado e digo mais como fica a responsabilidade dos demais responsáveis dos setores públicos pra essas coisas andarem, pq no serviço publico o q mais se ouve de secretários e diretores é: - vc manda um ofício e fica esperando ele??? tem que ligar, tem que cobrar!!!

  • lutero | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 09h44
    0
    0

    lutero, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Do Interior | Segunda-Feira, 09 de Dezembro de 2019, 08h51
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    0

    Mas espera aí ... Os procedimentos policiais (Tacos, IPs, AIs, BOCs etc) não são de responsabilidade do delegado? Deveriam apurar as responsabilidades do gestor da unidade e não de quem somente cumpre ordens.

  • Alberto Roberto | Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 20h20
    0
    0

    Alberto Roberto, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Amosil | Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 17h00
    8
    11

    Vigiiiii.. Deputado mãos limpas ?? Telhado d vidro....

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