Judiciário

Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 18h:43 | Atualizado: 18/07/2019, 07h:25

Gerson lista 15 operações originadas por meio de "barriga de aluguel" pelo Gaeco

Rodinei Crescêncio

Gerson Correa Marcos Faleiros

Cabo Gerson durante depoimento em audiência conduzida pelo juiz Marcos Faleiros, na 11ª Vara Militar, quando levantou suspeita contra o Gaeco

Réu na ação militar que apura a prática de interceptações telefônicas ilegais por parte da Polícia Militar, o cabo Gerson Correa presta novo depoimento ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar, nesta 4ª. Ao reclamar de não ter conseguido firmar acordo de colaboração premiada (delação) com o Ministério Público Estadual (MPE), o militar aponta que um dos motivos pela rejeição está o fato de ter feito acusações contra membros do Gaeco, onde trabalhou por anos no setor de grampos telefônicos.

Gerson afirma que desde 2013, ao menos 15 operações do Gaeco foram deflagradas com o uso de grampos ilegais. O cabo chegou a entregar ao magistrado um documento, em que lista todas elas.

"Essa prática de barriga de aluguel no Gaeco ocorre de longa data. Isso é uma prova inequívoca de que apenas com a narrativa de um relatório se subsidia o pleito de interceptação telefônica e se faz a investigação, sem outros indícios de autoria se faz a interceptação", revelou.

No depoimento, Gerson cita, por exemplo, a prática de barriga de aluguel na Operação Rêmora, de 2015, que apurou um suposto esquema de cobrança de propina na Seduc, resultando na prisão de empresários, servidores e até do ex-secretário da pasta, Permínio Pinto.

O cabo acusa irregularidades nas operações: Seven, Xeque Mate, Salvitena, Ethôs, Poconé, Fazendeiro/Aquiles, Caso Joanísio Rosa de Moraies, Chacal, e outras.

Conforme Gerson, os promotores do Gaeco pegavam uma ordem judicial de determinada investigação para colher “outros dados de outros investigados em outros procedimentos”.

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