Judiciário

Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2019, 18h:24 | Atualizado: 19/11/2019, 08h:17

decisão de fachin

Inquérito no STF apura envolvimento de Bezerra em compra de votos para Cunha

Rodinei Crescêncio

carlos bezerra

Deputado federal Carlos Bezerra, um dos deputados envolvidos no inquérito aberto no STF

O presidente regional do MDB Carlos Bezerra é um dos três deputados federais envolvidos no inquérito aberto por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar suposta compra de votos em 2014, na eleição do ano seguinte, que levou ex-deputado Eduardo Cunha à Presidência da Câmara dos Deputados.

As informações sobre possíveis irregularidades na eleição foram reveladas na delação premiada do ex-executivo da J&F Ricardo Saud.

A decisão para a abertura do inquérito foi assinada na semana passada. Nesta segunda (18) o caso deve ser encaminhado para o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, decidir sobre se deve ir para um novo relator. Além de Cunha e Bezerra, outros dois deputados estão envolvidos: Mauro Lopes (MDB-MG) e José Priante (MDB-PA).

O inquérito ainda envolve outros 14 políticos que não tinham foro no cometimento dos supostos crimes ou que tinham cargos diferentes do que exercem agora: Newton Cardoso Júnior, Soraya Santos, Vital do Rêgo, Fernando Jordão, Geraldo Pereira, Manoel Júnior, Marçal Filho, Henrique Alves, Leonardo Quintão, Saraiva Felipe, João Magalhães, Toninho Andrade, Alexandre Santos e Sandro Mabel

Conforme a Procuradoria Geral da República (PGR), o grupo recebeu R$ 30 milhões no ano de 2014 para que Cunha fosse eleito "para fazer contraponto à então presidente Dilma Rousseff (PT)".

O dinheiro, segundo a delação, teria sido repassado por doações oficiais, entregas em dinheiro vivo, e emissão de notas fiscais frias, sem a prestação do serviço. Uma investigação sobre tema parecido está em andamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, conforme a PGR, e por isso os políticos sem foro devem responder naquele tribunal.

Para a PGR, apenas os três parlamentares devem responder no Supremo. No entanto, Fachin determinou a abertura do inquérito contra os 18 pelas suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O caso deve ir para outro relator, que não Fachin - responsável pela Lava Jato - , por não ter relação com fraudes na Petrobras (Com o G1).

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Comentários (4)

  • Gladston | Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019, 10h52
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    O dele está guardado, não perde por esperar. Quando essa caverna alagar eu vou soltar fogos!!!!

  • Arlindo Teixeira Jr. | Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019, 08h48
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    O deputado Carlos Bezerra diz que sempre atuou de forma institucional, manifestando seu voto conforme o entendimento do partido, democraticamente. (Arlindo Teixeira Jr., assessor de Imprensa)

  • Marlon | Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2019, 20h31
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    Tinha que ser essa íngua. Acorda Mato Grosso. Acorda Rondonópolis. Até quando vão ficar mandando esse "Tiranossauro Rex da Política" para o parlamento. Taí a matéria, explicando a que veio. Vamos renovar.

  • Ze leite | Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2019, 19h39
    3
    0

    Essa onça não precisa ser investigado todos nós sabemos que tá até no pescoço de safadeza

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