Judiciário

Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019, 10h:46 | Atualizado: 20/08/2019, 16h:12

Fake Delivery

Juíza mantém prisão de ex-adjunto que é levado para Centro de Custódia da Capital

A juíza da 7ª Vara Criminal Ana Cristina Mendes manteve a prisão de Francisvaldo Pereira de Assunção,  alvo da Operação Fake Delivery deflagrada nesta segunda (20). A audiência de custódia foi realizada por volta das 19h de ontem. O processo segue sob sigilo, por isso não há mais informações. Francisvaldo tem ensino superior e foi levado para o Centro de Custódia de Cuiabá.

Rogério Florentino/Olhar Direto

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Francisvaldo Pereira de Assunção é ex-adjunto de Administração Sistêmica da Educação

Ex-adjunto de Administração Sistêmica da secretaria de Educação, durante a gestão de Rosa Neide (PT), hoje deputada federal, Francisvaldo é funcionário efetivo da pasta e atua como assessor do deputado estadual Valdir Barranco (PT).

Na operação, a Delegacia Fazendária (Defaz) investiga suposto esquema na compra de materiais escolares para alunos indígenas, em 2014, que não teriam sido, na totalidade, entregues.

À época foram “gastos” R$ 1,1 milhão. O caso começou a ser investigado após denúncia feita junto ao extinto Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção (GTCC), comandado por Adriana Vandoni, em 2015.

Segundo a Defaz, não foi comprovada a necessidade de aquisição dos materiais, não houve planejamento nas aquisições, não ficou comprovada a vantagem na adesão carona de registro de preço nº. 05/2013, os contratos foram substituídos por ordens de fornecimento, e não houve comprovação de destino de material de expediente.

Para se ter uma ideia, informações inicias mostram que parte dos materiais, estimados em R$ 884 mil, foram entregues no setor de patrimônio da Seduc. O restante, de R$ 1,1 milhão, foi supostamente entregue na sede da Seduc a Franscisvaldo.

A Defaz, por sua vez, alega a existência de indícios de que os materiais foram adquiridos já com o objetivo de desviar recursos, já que o responsável pela Coordenadoria de Educação Escolar Indígena (2010/2016) declarou que não lhe foi solicitado qualquer tipo de informação.

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Comentários (1)

  • jj | Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019, 17h58
    1
    1

    lugar de professor é na sala de aula, lugar de policial é na rua fazendo ronda, Sr. governador tem muitos e muitos servidores em desvio de funções.. ex: assembleia legislativa, tribunal de faz de contas e por ai vai...

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