Judiciário

Sábado, 08 de Junho de 2019, 09h:05 | Atualizado: 08/06/2019, 12h:30

OPERAÇÃO MANTUS

Justiça destaca uso de “métodos brutais” e mantém genro de João Arcanjo na cadeia

Reprodução

giovani_arcanjo

Giovani Zem Rodrigues, genro de João Aracanjo Ribeiro, foi preso na Operação Mantus

O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça, negou pedido de liberdade feito pela defesa do empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro. Os dois são acusados de chefiar a Colibri, uma suposta organização criminosa do jogo bicho com ramificações por todo Mato Grosso e ligações com o Rio de Janeiro.

Giovanni e Arcanjo foram presos na deflagração da Operação Mantus. Para justificar sua decisão, o desembargador destacou argumentos utilizados pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal, que determinou as prisões e negou pedido de liberdade feito pela defesa de Giovanni posteriormente.

Na decisão de 1ª instância, o juiz citou que existia a “possibilidade concreta de utilização dos métodos brutais para intimidar eventuais testemunhas”.

Entre os casos narrados no inquérito conduzido pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que pediu a prisão de Giovanni, está um boletim de ocorrência registrado por Alberto Jorge Toniasso. Ele teria sido sequestrado e levado à sede do grupo Colibri por estar atuando no jogo do bicho junto à Ello/FMC, supostamente liderada por Frederico Muller Coutinho e rival do grupo de Arcanjo e Giovanni.

O magistrado havia destacado que as duas organizações criminosas desvendadas no caso são “estruturadas, com divisão de tarefas e hierarquia, conforme demonstrado nos diálogos interceptados, de modo que a prisão preventiva assegurará a devida colheita de provas, sem a interferência por parte dos implicados, viabilizando a colheita de novas provas, possibilitando a descoberta de novos crimes ainda não identificados e praticados pelas organizações criminosas, quiçá com a participação de agentes públicos”.

O desembargador pediu novas informações ao juiz de 1ª instância e encaminhou o processo para ser julgado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

“Finalmente, a prisão preventiva se faz necessária pois, em tese, a organização criminosa apresenta espectro Estadual e estruturada, sendo utilizada para servir ao longo do tempo, decorrendo em empresários de infrações penais, demonstrando, a princípio, uma criminalidade distante da ordinária”, afirmou Rui Ramos.

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