Judiciário

Sexta-Feira, 14 de Junho de 2019, 08h:47 | Atualizado: 14/06/2019, 15h:35

Justiça libera veículos, mas mantém escritório de ex-secretário bloqueado

Midia News

jose lacerda

José Lacerda foi secretário da Casa Civil e do Meio Ambiente no governo Silval Barbosa

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, determinou o desbloqueio de veículos pertencentes ao advogado e ex-secretário de Estado José Lacerda. O magistrado ainda manteve o sequestro de uma casa no Jardim das Américas, em Cuiabá, onde funciona o escritório Lacerda.

O Ministério Público Estadual (MPE) move ação civil para recuperação de valores supostamente desviados em uma desapropriação no Lago do Manso. O caso foi investigado, na esfera criminal, na Operação Seven, em duas fases. Bruno D’Oliveira Marques pediu à 7ª Vara Criminal de Cuiabá que compartilhe as provas produzidas até o momento em ambas as fases da operação.

Foi levantada a indisponibilidade de uma Merdeces Benz C200, ano 2015, e de uma Pajero HPE 3.2 D, ano 2011. O magistrado também desbloqueou outros nove imóveis pertencentes aos réus alvos da ação.

No total, foram bloqueados R$ 14 milhões. Além de Lacerda, em abril de 2017 a Justiça bloqueou bens do ex-governador Silval Barbosa, dos ex-secretários Pedro Nadaf e Arnaldo Alves, do empresário Filinto Corrêa da Costa, do procurador aposentado Chico Lima, do advogado João Celestino Correa da Costa Neto, do servidor Francisval Akerley da Costa e do ex-secretário adjunto de Administração José de Jesus Nunes Cordeiro.

De acordo com o MPE, o grupo liderado por Silval teria atuado para que fosse feita a desapropriação fraudulenta de uma área de 721 hectares no Manso que já pertencia ao Estado.

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) apontam que a área, localizada entre os municípios de Nobres e Rosário Oeste, pertencia inicialmente a Filinto Corrêa e foi desapropriada pelo Estado para ser incorporada ao Parque Estadual Águas do Rio Cuiabá, em 2014.

O Estado pagou R$ 7 milhões pela área envolvida na fraude. A Justiça determinou o bloqueio de outros R$ 7 milhões ainda para garantir o pagamento de multa em eventual condenação dos envolvidos na ação civil.

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Comentários (1)

  • Crítico | Sexta-Feira, 14 de Junho de 2019, 09h58
    5
    1

    Como é bom ser improbo em MT, tem as beneficies da justiça.

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