Judiciário

Quarta-Feira, 22 de Janeiro de 2014, 16h:42 | Atualizado: 22/01/2014, 16h:55

Justiça nega pedidos para Henry estudar e fazer plantões no IML

O juiz da Segunda Vara Criminal de Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, negou os pedidos feitos pelo ex-deputado federal Pedro Henry (PP), que está preso em regime semi-aberto, para frequentar curso de pós-graduação em medicina hiperbárica nas sextas e sábados, cursar fisioterapia na Universidade de Cuiabá no período da noite e também trabalhar como médico legista do Instituto Médico Legal de Cuiabá aos domingos, em esquema de plantão. 

“Ora, é de conhecimento de todos que o senhor Pedro Henry Neto iniciou o cumprimento de sua pena no regime semiaberto há pouco mais de um mês, precisamente, no dia 13 de dezembro de 2013, e, embora primário, está muito longe de ter cumprido o mínimo de 1/6 (um sexto) da pena que lhe foi imposta pelo STF”, diz trecho da decisão do juiz. 

Segundo o magistrado, há total incompatibilidade da pretensão do ex-parlamentar, pois o cumprimento da pena seria reduzido abaixo do mínimo, o que estimularia, inclusive, a impunidade. A decisão desta quarta (22), no entanto, não interfere na autorização dele trabalhar durante o período da manhã no Hospital Santa Rosa. Henry ocupa cargo administrativo na unidade hospitalar e está recebendo salário de R$ 7,5 mil. 

O progressista foi condenado há 7 anos e 2 meses no processo do Mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O mensaleiro cumpre pena na Polinter, em Cuiabá. Na solicitação nega pelo juiz, Henry afirma ter sido reintegrado aos quadros do serviço público e que já teria se apresentado para reassumir o cargo de médico legista. Ele está afastado da função há 18 anos. 

O ex-deputado ainda dizia ainda no pedido que já está matriculado na Unic, além de estar matriculado desde 2012 em um curso de pós-graduação. Para a graduação, o progressista deixaria a unidade prisional no período noturno. Já para as aulas da especialização ele ficaria fora da Polinter nas sextas, das 14h às 22h, e aos sábados, das 8h às 22h.  

Conforme a decisão, se o reeducando quiser permanecer nos quadros da administração pública, deverá prestar seus serviços no IML, em horário compatível com o cumprimento de sua pena em regime semi-aberto, qual seja, de segunda a sexta, em horário comercial.

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Comentários (5)

  • Garibaldi Reis | Sexta-Feira, 24 de Janeiro de 2014, 08h06
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    O Pedro Henry merece seus pedidos para estudar, fazer pós graduação, fazer fisioterapia e trabalhar no IML. Sugiro também que os operadores da lei que estão analisando tais solicitações, se sensibilizem e peçam ao Governador Silval Barbosa e ao senhor secretário de segurança e justiça que o indiquem para ser o DIRETOR GERAL da penitenciária central do estado. É demais não?

  • laura lima | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 10h13
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    Uma pergunta: Por que não estudou enquanto estava livre? Imagino que não queria perder tempo,pois estava fazendo outra coisa ( errada ).Agora,de repente, bateu uma vontade de terminar os estudos, iniciar outro e por aí afora. Sabe,não entendi até agora porque ele arrumou emprego no Hospital Santa Rosa, deveria ter ido para o Pronto Socorro e mesmo assim, atender os pacientes com respeito e dignidade,mas, isso ele não quer,nem deve ter passado pela cabeça dele.Esse cidadão tem que cumprir a pena dele integral,passar mais tempo na cadeia e sentir o gostinho para ele ver o que ele fêz com o povo.E os demais mensaleiros, se pagarem a multa serão soltos? ficarão livres/ não vão puxar cana? E ainda encontram otários que pagam essas multas.... e eles vão fazer de novo, sabem que tem respaldo desta parcela que mandaram dinheiro para eles.Tinham é que cumprir a pena,como qualquer um.

  • clovis henrique | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 10h01
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    clovis henrique, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Eduardo Cuiabá | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 00h05
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    Cafajeste. Deveria ficar em regime fechado. O mensalão e pouco, perto do que fez na Secretaria de saúde de Mato Grosso. Parabéns judiciário. Cassem o trabalho dele no Sta. Rosa, se não ele vai mandando na saudade MT. E um perigo

  • Zé Poxoréo | Quarta-Feira, 22 de Janeiro de 2014, 17h32
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    O cara quer fazer curso de pós-graduação em medicina hiperbárica nas sextas e sábados, cursar fisioterapia na Universidade de Cuiabá no período da noite e também trabalhar como médico legista do Instituto Médico Legal de Cuiabá aos domingos, em esquema de plantão. Ou seja, o que ele quer mesmo é não parar na cadeia! Se brincar daqui a pouco tempo que sobrar de folga ele vai querer trabalhar de voluntário. Aliás é impressionante a força de vontade e a dedicação desse moço, por resolver de uma hora pra outra trabalhar como jamais trabalhou na vida!

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