Judiciário

Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019, 12h:30 | Atualizado: 21/11/2019, 12h:38

OPERAÇÃO RÊMORA

Malouf devolve apenas R$ 233 mil e PGR ameaça romper acordo de delação

Reprodução

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Empresário Alan Malouf é acusado de ligação com o esquema de desvio de verbas na Seduc

A Procuradoria-Geral da República (PGR) citou a possibilidade de romper o acordo de colaboração premiada fechado com o empresário Alan Malouf, delator na Operação Rêmora. Das três parcelas que deveria ter pago até aqui, Malouf teria feito o pagamento de apenas uma, no valor de R$ 233,3 mil, em 27 de maio deste ano.

A informação consta em uma decisão do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF) de 11 de novembro. O ministro determinou que o parecer da PGR seja encaminhado à 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que é responsável atualmente pela execução da colaboração de Malouf.

No total, o empresário deve devolver R$ 5,5 milhões pelo acordo. A primeira e a terceira cota teriam vencido sem que ele informasse o pagamento à Justiça. A PGR pede que Malouf seja intimado a comprovar os pagamentos, sob pena de execução de bens garantidores e, caso isso não seja suficiente, “imediata rescisão do acordo”.

A delação foi homologada em abril de 2018. Malouf citou a participação do ex-governador Pedro Taques (PSDB) e do ex-secretário Permínio Pinto nos desvios identificados na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Malouf também delatou que secretários da gestão Pedro Taques recebiam um valor “por fora” para ficar no cargo. Entre eles, estava o administrador Paulo Brustolin. Os valores seriam recolhidos por meio de caixa 2 entre empresários, sob liderança de Malouf. O ex-secretário pediu ao STF que arquivasse o anexo no qual é citado. O pedido foi negado pelo ministro porque a competência também seria da 7ª Vara Criminal.

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