Judiciário

Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 14h:54 | Atualizado: 27/05/2020, 21h:14

GABINETE DO ÓDIO

Ministro vê ligação de ativista de MT com "associação criminosa" que atacava STF

O influenciador de extrema-direita Marcelo Stachin, alvo da operação contra fake news, teria ligação com uma associação criminosa dedicada à disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a autoridades e Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal (STF).

A afirmação consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a deflagração da operação da Polícia Federal, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em alguns Estados. Marcelo é morador de Sinop e nas redes sociais é defensor do presidente Jair Bolsonaro e com frequência se manifesta contrário ao STF.

Conforme o despacho, Marcelo está na lista de investigados por ligação com o chamado “Gabinete do Ódio”.

Reprodução/Facebook

Marcelo Stachin

O influenciador de extrema-direita Marcelo Stachin em selfie publicada no Facebook, em que aparece na frente do Congresso, em Brasília

"Como se vê de tudo até então apresentado, recaem sobre os indivíduos aqui identificados sérias suspeitas de que integrariam esse complexo esquema de disseminação de notícias falsas por intermédio de publicações em redes sociais, atingindo um público diário de milhões de pessoas, expondo a perigo de lesão, com suas notícias ofensivas e fraudulentas, a independência dos poderes e o Estado de Direito", diz trecho da decisão de Moraes.

De acordo com o ministro, a atuação dos integrantes do gabinete do ódio atinge um “público diário de milhões de pessoas", se tornando um risco para a independência dos poderes e para o Estado de Direito.

Moraes diz que ao longo das investigações, laudos técnicos demonstraram que o grupo produz e dissemina as informações falsas, sempre seguindo o padrão de mesmos tipos de mensagens e mesma periodicidade. “Há ainda indícios que essas postagens sejam disseminadas por intermédio de robôs para que atinjam números expressivos de leitores”.

Os perfis investigados usavam hashtags criadas por seguidores como #STFVergonhaNacional, #ImpeachmentGilmarMendes, #STFEscritoriodocrime, #hienasdetoga, #forastf, #lavatoga, e outros, especialmente no período entre 7 e 19 de novembro de 2019.

Na decisão, Moraes ainda determinou o bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram de Marcelo e dos demais 16 investigados. A medida, diz o ministro, é necessária "para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática".

Financiadores

Informações levantadas no inquérito, de acordo com Moraes, apontam ainda para os empresários Edgard Gomes Corona, Luciano Hang, Reynaldo Bianchi Junior e Winston Rodrigues Lima que de forma velada forneciam recursos das mais variadas formas, para os integrantes da organização.

Além disso, integram o grupo Brasil 200, que reúne apoiadores do governo Bolsonaro.

"Também há informações de que os empresários aqui investigados integrariam um grupo autodenominado de 'Brasil 200 Empresarial', em que os participantes colaboram entre si para impulsionar vídeos e materiais contendo ofensas e notícias falsas com o objetivo de desestabilizar as instituições democráticas e a independência dos poderes", disse o ministro.

Reprodução/Facebook

Marcelo Stachin

Marcelo Stachin tirou foto em frente a sede da PF, em Cuiabá, segurando a bandeira do Brasil; ele nega ser autor de notícias falsas nas redes sociais

Na sede da PF

Em suas redes sociais, Marcelo publicou vídeo no qual afirma que no momento da operação estava em viagem e nega ser autor de notícias falsas. Ele ainda desafiou as investigações dizendo que "seria um prazer ser preso por falar a verdade".

Segundo o investigado, logo que tomou conhecimento da operação, procurou seus advogados e foi até a sede da PF em Mato Grosso prestar esclarecimentos.

No vídeo, voltou a atacar o STF que estaria "atrapalhando o presidente Bolsonaro de governar o país", citou a ação do ministro Alexandre Moraes que suspendeu nomeação de Alexandre Ramagem à direção da PF devido às relações pessoais com a família Bolsonaro. As possíveis intervenções do presidente na direção da PF levaram ao pedido de demissão do ex-ministro Sérgio Moro.

Marcelo foi procurado pela reportagem do , mas não atendeu as ligações.

PageFlips: Operação Fake News

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Comentários (12)

  • Jedae | Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020, 10h12
    0
    8

    Não tem preço Ver petistas, zumbis, comunas e toda raça infame chorar, não tem preço. Bolsonaro, só precisa fazer duas coisas. Primeiro: Não deixar haver roubos em todos os níveis. Segundo: Nunca mais deixar o poder cair nas mãos dessa quadrilha, que se intitula progressistas. De quebra, limpar esse STF, repleto de corruptos e vendidos. Nem sei quem é pior. Se é o ex-carregador de malas do mula ou o ex do Temer, enterno vice da anta!!!!!!!!!igite o texto aqui

  • Elias | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 23h18
    5
    0

    Zé da tiça, como você é idiota! Garantiu teu fardo de capim para amanhã com este comentário estúpido?

  • LUIS | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 22h32
    9
    0

    Então acabou a mamata das viagens prá Brasília, financiadas pelos amiguinhos empresários?

  • Amaral antunes | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 21h23
    16
    2

    Babaca financiado...vai trabalhar vagabundo

  • Tj | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 20h59
    15
    1

    Mais um militonto se lascando... É a lei de Darwin

  • Crítico | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 18h44
    2
    0

    Crítico, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Bugre | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 17h50
    8
    15

    ENQUANTO ISSO O LULA TORCE PRO COVID19.

  • Fabiano | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 17h50
    7
    20

    A mordaça tem nome e sobrenome,STF!

  • Fabiano | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 17h42
    6
    26

    Acabou o direito de se expressar no Brasil, não importa como, e não me venha com esse mimi do politicamente correto ... Os intocáveis do STF, dizem ser crime fazer fakenews contra os próprios... mas perai quantas fake news de variados assuntos vemos em varias mídias em nosso Brasil, por que isso também não se torna operação da PF a pedido do ministro?! Cuidado gente a partir de agora só elogios ao STF se não os intocáveis vão pegar você! Só de tc essa opinião já estou em risco!

  • ronaldo araujo | Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 15h56
    25
    9

    E fascista sua casa caiu, na internet e valente e coisa e tão agora na hora de enfrenta os homens de capa preta vai ser um gatinho.

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