Judiciário

Sábado, 09 de Fevereiro de 2019, 07h:12 | Atualizado: 11/02/2019, 08h:22

MP investiga desabamento de casarão histórico e notifica secretário e Iphan

Rodinei Crescêncio

Casa 7 de setembro

Casarão não resiste a temporal e desaba na rua 7 de Setembro, expondo mais uma vez omissão com a história local

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso abriu inquérito e vai investigar os responsáveis por parte do desabamento de um muro do casarão histórico no Centro de Cuiabá, que caiu depois de uma forte chuva na terça do dia 29 de janeiro. Localizado na rua Sete de Setembro, ao lado do Museu de Imagem e Som (Misc), o imóvel é tombado como patrimônio histórico da Capital e foi o local da primeira imprensa tipográfica, mais conhecida como Gráfica Pêpe, além de abrigar famílias importantes para história mato-grossense.

A portaria é assinada pelo promotor Carlos Eduardo Silva. A primeira providência da autoridade foi determinar a notificação do secretário municipal de Cultura de Cuiabá, Francisco Antonio Vuolo, e a representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Amélia Hirata.

O objetivo da conversa é analisar a situação do espaço onde se encontra o casarão histórico e adoção de possíveis ações do caso. "Se torna necessário aprofundar a análise do caso, para verificação de responsabilidades e avaliação de eventuais medidas para reconstrução do imóvel ou requalificação da área, de acordo com a ambiência do local", informa trecho da portaria. O encontro está marcado para a próxima segunda-feira (12) às 14h.

O desabamento aconteceu por volta das 7h20 da manhã, após uma forte chuva que começou na madrugada e terminou na manhã dia 29 de janeiro. A tragédia já era anunciada por moradores próximos ao imóvel. Inclusive, denúncias foram feitas às autoridades sobre a situação do imóvel, mas nada foi feito a respeito.

Em entrevista a imprensa, no dia do desabamento, o professor aposentado Pedro Celestino, que mora em frente ao casarão, lamentou o abandono do imóvel. “Não só estava prevendo, como estava vendo que o prédio ia desabar a qualquer momento e ainda mais com chuvas. Nós telefonamos para a Defesa Civil e (eles disseram que) não tinha gasolina nem carro para vir. O Iphan não fez nada. A Prefeitura não fez nada. A casa tem 50 herdeiros e nenhum fez nada. Então, veio abaixo”, lamentou na ocasião.

De estilo neoclássico, o casarão já abrigou a família do presidente Eurico Gaspar Dutra – um dos únicos mato-grossenses a presidir o país. Por lá também teria funcionado a primeira imprensa tipográfica do Estado, mais conhecida como Gráfica Pêpe. O imóvel estava desabitado e abandonado há anos.

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Comentários (5)

  • sandoval | Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 18h44
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    GUARDEM FOTOS E PRONTO ESSA POLITICA DE PRESERVAR NAO DA CERTO SEM DINHEIRO

  • cacerense | Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 18h43
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    CACERES ESTA VIVENDO UM MOMENTO PARECIDO COM ESSAS LEIS DO INSTITUTO, QUE E UM ATRASO AO DESENVOLVIMENTO, A RUA CEL FARIA A MAIORIA DOS COMERCIANTES JA ABANDONARAM E FECHARAM AS PORTAS POR CAUSA DE PRÉDIOS ANTIGOS TOMBADOS E UMA REGIAO INTEIRA NO CENTRO DA CIDADE ESTA CAMINHANDO PARA O ABANDONO AI VIRA UMA CRACOLANDIA, SERA QUE NINGUEM VE QUE ESSA POLITICA NAO ESTA DANDO CERTO, GURADEM FOTOS E PRONTO PRECISAMOS DE CENTRO COMERCIAIS MODERNOS AGRADAVEIS

  • sandoval | Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 18h39
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    eles nao deixam fazer nada na reforma, mas tambem na fazem, ai as pessoas abandonam ate cair, porque ninguem fica morando debaixo de uma armadilha, faz igual na china vem derrubando tudo e construido novos centros comerciais e crescendo 10 por cento ao ano isso sim e politica, querem o que com essas cassas caindo, desvalorizando tudo ao redor

  • Nilton Ferreira | Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 15h20
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    aprofundar a análise do caso? kkkkkk abandono, abandono, centro histórico abandonado, noaiados para cima e para baixo, violência, sujeira, abandono e querem aprofundar a análise do caso? aaaaahhhhh vai desabar mais uns 40 imóveis antes disso

  • Pois é | Domingo, 10 de Fevereiro de 2019, 05h14
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    Vende, aluga, viverde passado é atraso de vida!

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