Judiciário

Terça-Feira, 27 de Maio de 2014, 18h:54 | Atualizado: 28/05/2014, 10h:15

Ararath

Não vão enxovalhar o MP, diz Prado sobre suspeita em cessão de créditos

Davi ValleRdnews

Paulo Pradohj27

 Paulo Prado refuta envolvimento do Ministério Público com crime organizado

Bastante alterado,  o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, se pronunciou acerca da lista de pagamentos das chamadas cessões de créditos aos procuradores e promotores, que foi apreendida na residência do ex-secretário de Estado Éder Moraes, na 5ª etapa da Operação Ararath. Com socos na mesa, refutou qualquer irregularidade na quitação dos débitos. “São valores referentes às férias dos servidores, dos quais o Estado não tinha como indenizá-los”, ressalta em entrevista coletiva, nesta terça (27).

Embora não se saiba se há ou não irregularidades nos valores pagos, A Polícia Federal  faz  alguns questionamentos sobre o interesse de Eder  na quitação de débitos com agentes públicos como, por exemplo, o procurador-geral do Estado Jenz Prochnow (R$ 86,7 mil), o  ex-procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra e o próprio Paulo Prado. Os pagamentos, segundo ele, foram feitos em 12 parcelas e com um deságio de 25%.

 O inquérito ressalta o fato das planilhas terem sido apreendidas  mesmo após Eder ter deixado a pasta de Fazenda, há alguns anos,  o que "indica interesse pessoal, especialmente de caráter financeiro nas  cartas". Apesar disso, os autos apontam  que "eventuais crimes relacionados a este fato não são objeto deste inquisitório". Acerca disso, Paulo Prado  acredita que como o ex-secretário da pasta tinha todos os controles dos pagamentos não só do MP como de outras categorias.

Um pouco mais calmo, o procurador-geral de Justiça  pediu desculpas pelo nervosismo com a justificativa de que ninguém irá intimidar o Ministério Público a tentativa de ligar a instituição ao crime organizado. “Agora querem enxovalhar a instituição. Isso eu não permitirei nem que custe a minha vida e da minha família”, dispara.

Em relação a suposta intermediação de Éder com a Polícia Federal feita por Paulo Prado, o procurador ressalta que teve um contato com o superintendência da PF, na qual informou que o ex-secretário queria encaminhar alguns documentos à PF. “Só passei a solicitação e que depois os delegados analisariam se era de interesse”, finaliza o chefe do MP.

Créditos de servidores e membros do MP são apreendidos com Eder - veja

Galeria de Fotos

Credito: Davi Valle
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Comentários (21)

  • MARCELO | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 18h16
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    Se grito eterismo adianta-se porco não moria e pura farsa esse tipo de atitude desse procurador ta com pito no carreiro sem duvida quer fazer sensacionalismo ta discursando como politico o Dep. Riva foi na TV falou que é inocente o Gov. Sinval falou para Dilma que é inocente o Sen. Blario fala que é inocente vamos fazer tra todo mundo falando que são inocente então pega o ministro a juizá e coloca na cadeia e mais os 100 policiais federais o procurador" TA QUERENDO COLOCAR CHAPÉU DE PALHAÇO NA CABEÇA DO POVO DE MATO GROSSO"

  • ANA | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 17h57
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    Paulo Prado , me diga que crédito salarial é esse de mais de 500 mil , sendo que voces do MP nunca deixaram de receber pontual e atualizadamente o teto constitucional ? além do mais , vocês do MP como orgão fiscalizador do Governo não poderia aceitar o beneficio de 25% de deságio sabendo que os demais servidores tiveram que vender com 75% de desconto.

  • Adriana Costa Marques | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 15h34
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    Porque o senhor esmurrou a mesa?! Em psicologia isso é tratado de pessoas descompensadas e amedrontadas...essa atitude não condiz com sua posição...Abraão Licon já dizia: " você pode enganar por algum tempo, mas não por todo tempo..."

  • Jackeline Speller | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 14h39
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    0

    Jackeline Speller, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • José Arruda Barros | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 11h04
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    0

    O que deu de entender na declaração do procurador Paulo Prado é que o estado de MT devia os promotores e pagou seus salários e férias e outras indenizações com os precatórios, e na oportunidade, os promotores utilizaram dos serviços do Eder de Moraes para trocarem os precatórios com deságio de até 25% de seu valor integral. Agora a pergunta é!!!! Por que os promotores precisou dos serviços do Sr. Eder Moraes par fazer essa negociação com os empresários? porque não fizeram pessoalmente? Então Dr. Paulo Prado infelizmente vocês como fiscalizadores da lei era para procurar empresários sérios e honestos onde pudesse trocar seus precatórios pelo valor justo afinal precatórios entende-se que moeda corrente, mas não preferiram utilizar da facilitação do conto do vigário do Sr. Eder de Moraes. Portanto, ficaram envolvidos na Operação Ararath.

  • Leonardo | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 10h20
    0
    0

    Leonardo, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Samuel | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 10h03
    21
    0

    A instituição MPE de Mato Grosso já está desacreditada há muito tempo! O silêncio de vocês diante de todos os problemas com as obras da Copa foi "ensurdecedor"!!!! Agora, está explicado....

  • edy marcos | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 09h44
    10
    0

    Eu não entendo o motivo desses órgãos do judiciário judicial de MT não demonstrar serviço em relação aos órgãos do estado, sempre tem que ser federal; de vez em quando é que faz algo para dizer que esta trabalhando e assim mesmo de forma que não vai prejudicar os interesses excluso dos políticos e empresas. Pau que dá em chico tem que dá em francisco.

  • João José | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 08h36
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    Que coisa, hein!? Férias que não prescrevem e funcionários públicos recebendo seus proventos e direitos de um AGIOTA, quando deveria ser o Estado a pagar. PENSA QUE NÓIS É BÓ-BÓ XERA-XERA!!!

  • Rogério Freitas | Quarta-Feira, 28 de Maio de 2014, 08h24
    1
    0

    Rogério Freitas , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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