Judiciário

Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 19h:12 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

RONDONÓPOLIS

Pátio sofre nova derrota; juiz apura compra de votos

Pátio perde novo recurso no TRE

Zé Carlos do Pátio   Os membros do Tribunal Regional Eleitoral negaram, por unanimidade, o mandado de segurança, com pedido de liminar, do prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PMDB), que pleiteava o arquivamento da representação do Ministério Público por compra de votos na campanha de 2008. Com a decisão, o juiz responsável pela 45ª Zona Eleitoral, Antonio Veloso, continua instruindo o o processo que apura a captação ilícita de recursos pelo peemedebista.

   Votaram pela improcedência do pedido de Pátio o relator Eduardo Jacob, o desembargador Rui Ramos Ribeiro, e os juízes Adverci Rates Mendes de Abreu, Sebastião de Arruda Almeida, Samir Hammoud e Yale Sabo Mendes. Eles argumentaram que o processo não pode ser extinto apenas com base no parecer da Polícia Federal, que apontou ausência de ato ilícito. Os membros do Pleno também alegaram que os autos não se baseiam apenas nas investigações da PF, pois há outras provas e indícios de compra de votos. Outra justificativa dos magistrados para negar o pedido de Pátio é que mandado de segurança não é o instrumento jurídico adequado para arquivar a representação.

   Em entrevista ao RDNews antes da apreciação do recurso, Zé Pereira da Silva Neto, responsável pela defesa de Pátio, disse que ingressaria com outros recursos caso o Pleno do TRE votasse pelo improvimento do mandado de segurança. “Vamos estudar outros instrumentos jurídicos, já que a Polícia Federal concluiu que não houve compra de votos”, alega o advogado.

   O Caso

    O MPE denunciou Zé Carlos do Pátio por suposta compra de votos na Vila Olinda, um dos bairros da periferia de Rondonópolis. Os promotores Sérgio Costa, Maria Fernanda Corrêa da Costa e Sasenazy Soares Daufenbach apontaram “captação ilícita de sufrágio”. Eles ouviram testemunhas, colheram depoimentos e analisaram as provas documentais. Em paralelo ao trabalho do MPE, a Polícia Federal também investigou o caso.

    Conforme os promotores, policiais federais receberam a informação de que o assessor parlamentar de Pátio e um dos principais articuladores da campanha do peemedebista, Celson Antonio de Carvalho, possuía um mandado de prisão em aberto. Ele era foragido da Justiça de São Paulo, onde foi condenado por roubo seguido de morte.

    Durante a operação para prender Celson, os agentes infiltrados colheram indícios do envolvimento dos coordenadores da campanha de Pátio com a prática de captação ilícita de sufrágio. A denúncia aponta que a organização contava com a colaboração de policiais locais.

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Comentários (9)

  • jorge | Quinta-Feira, 18 de Março de 2010, 19h34
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    deyved, sou nascido e criado em rondonópolis, realmente houve uma derrama de dinheiro aqui no municipio em 2004, mas dizer que apenas um candidato o fez é leviano, todos os candidatos envolvidos o fizeram, na base do "trabalhar como cabo eleitoral", só que a turma que recebeu (tbm corrupto) era mais sabida que os candidatos, fixavam em todos os candidatos obtendo vantagens de todos os lados. Portanto se fosse para culpar alguem por fraude (não há provas) somente o candiato carlos lhamber não tinha cabo eleitoral, a campana era feita num jeep verde, então ele deveria ser o prefeito. Quanto a virar a cabeça, o que ocorre é que estas pesquisas são feitas no municipio, com pessoas que estão no municipio, mas no dia da eleição o volume de eleitor praticamente dobra na cidade. Não foi o dinheiro que convenceu os eleitores, se assim fosse teria havido empate.

  • João Maria da Silva | Quarta-Feira, 17 de Março de 2010, 09h51
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    E AGORA JOSÉ??? O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ???

  • marcos | Quarta-Feira, 17 de Março de 2010, 07h40
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    ao estranho mesmo, é que no caso do Wilson $antos o TRE está dormindo de touca. Fariam um grande serviço a o povo se limpassem a sujeira eleitoral daqui da capital para dar exemplo. Bom, é esperar pra ver se o TRE vai se livrar da pencha de pior TRE do Brasil...pobre de nós...

  • Deyved de Souza Sobrinho | Quarta-Feira, 17 de Março de 2010, 07h32
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    Olha é difícil falar se houve ou não compra de votos por parte do então candidato na época Srº Zé Carlos do Pátio, só que fatos dessa natureza são típicos de Rondonopolis, nas eleições municipais de 2004 por exemplo quando o mesmo candidato se encontrava com uma considerável vantagem nas pesquisas sobre o candidato eleito naquele ano Srº Aditon Saquetti, um grupo político encabeçado pelo governador desembarcou em Rondonópolis com a missão de não permitir que um "Zé ninguem da vida" se tornasse Prefeito do 3º maior colégio eleitoral do estado, isso algo em torno de 1 (uma) semana antes das eleições. Uma virada espantosa pode-se afirmar, agora fica difícil entender "como" esse pessoal conseguiu virar a cabeça do eleitorado em tão pouco tempo... São os mistérios da política! rsrsrsr

  • Pagadora de Impostos | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 22h50
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    Sobre o asunto em pauta infelizmente o que tenho a dizer é: Que atire a primeira pedra o eleito que nunca comprou um voltinho que seja. A diferença esta no fato que alguns sabem cometer tal delito sem deixar rastros e outros não. Isso é Brasil.... Buah...

  • joao do caminhao | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 22h19
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    ou a justiça tira ele do cargo ou a população fará..... entao melhor a justiça agilizar o processo, se nao o bicho vai pegar aqui em rondonopolis...

  • aristoteles | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 20h58
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    O que mais intriga eh o defensor do prefeito nao ingressar com a peça adequada. Isso nao cai bem para um advogado renomado... talvez por isso o prefeito nao obteve exito...

  • joao | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 20h05
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    Zé do Pátio by by. Sua cassação é certa, vai arrumando as gavetas para o Pichionne.

  • timoneiro | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 19h43
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    timoneiro, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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