Judiciário

Quinta-Feira, 03 de Novembro de 2016, 16h:11 | Atualizado: 03/11/2016, 16h:14

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Piran nega ter agredido Silval e não cogita delação premiada vídeo aqui

O empresário Valdir Piran, que foi preso na deflagração da 4ª fase da Operação Sodoma, que investiga crimes de corrupção praticados por uma organização criminosa em Mato Grosso, ao deixar o Fórum da Capital após colocar tornozeleira eletrônica, diz que não pretende fazer delação premiada e nega suposta agressão ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Bárbara Sá

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Empresário Valdir Piran fala com a imprensa após colocar tornozeleira eletrônica no Fórum de Cuiabá

Sobre à suposta agressão que ele teria feito contra Silval dentro do gabinete do ex-governador, supostamente presenciada pelo ex-secretário Pedro Nadaf, Piran desconversa. “Agora você imagina um governador do Estado dentro do Palácio, tem toda uma segurança como Polícias Militar e Civil. Se alguém for lá e fizer isso, ele só chama a polícia e fala: algema e leva embora”, diz, insinuando que há controvérsias nos fatos.

O empresário também ressalta que apenas colabora com a Justiça e está obedecendo as medidas cautelares. Inclusive afirma que não tem interesse em fazer acordo de delação premiada. “Não, eu não tenho porque”.

O advogado que o defende, Marcelo Chaul, explica que a fiança de R$ 12 milhões paga para o empresário ser solto, diz respeito ao montante deixado vinculado em depósito na conta judicial. “Era um dinheiro que já estava bloqueado, e ficará vinculado ao processo até o final do julgamento, como garantia. Se for procedente a ação penal e ele for condenado, o valor fica e pode se reverter em favor do Estado, se for o caso”.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de delação premiada de Piran, Chaul afirma que o cliente está cooperando e não tem mínimo interesse neste sentido. “Até porque não há em se falar além do que houve em relação à pessoa dele no processo”.

Por fim, ressalta que tanto o Ministério Público Estadual (MPE) quanto a própria juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, que decretou a prisão, entenderam que o empresário não faz parte do suposto grupo criminoso, e que este foi um dos fatores que culminaram na soltura dele.

Agora com a tornozeleira, Piran deve retornar a Brasília não podendo apenas sair do país. O advogado diz que com as cooperações que forem prestadas, como comparecer em audiências com a juíza e quando for necessário, devem propiciar na solução do caso.

Sodoma

Piran foi alvo da Sodoma - que já teve várias fases - e é acusado de ter ajudado o grupo de Silval Barbosa (PMDB) a lavar dinheiro. Ele foi preso em Brasília,  em setembro na 4ª fase da Operação Sodoma, por suposta fraude em desapropriação no Jardim Liberdade.

Além de Piran são investigados na mesma operação o ex-secretário de  Planejamento Arnaldo Alves, ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio César Corrêa Araújo, Valdir Piran Junior (filho de Valdir), Eronir Alexandre, o empresário  Marcelo Malouf, José Mikael Malouf e Willian Soares Teixeira.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, o grupo teria movimentado um percentual correspondente a 50%, ou seja, R$ 15,8 milhões retornaram via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de Propriedade de Filinto Muller em prol do grupo criminoso. De acordo com a investigação, a maior parte do dinheiro desviado (R$ 10 milhões) pertencia ao chefe Silval, ao passo que o remanescente foi dividido entre os demais participantes, no caso, os ex-secretários Nadaf, Marcel, Arnaldo, Afonso Dalberto e o procurador Chico Lima.

Piran paga R$ 12 mi em troca de sua soltura; acordo é indício de delação

Confira, abaixo, entrevista de Piran à imprensa

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Comentários (2)

  • ANDRÉ | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 08h12
    1
    0

    SE ESSE HOMEM DEU UNS ''CASCUDOS'' NO GOVERNADOR,IMAGINE NO CIDADÃO COMUM.

  • Joacir | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 07h38
    1
    0

    O Piran não agrediu o Silval, mas quem estava presente garante que ele deu uns 'cascudos".

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