Judiciário

Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 15h:21 | Atualizado: 22/10/2019, 18h:16

REUNIÃO

Piran teria apresentado empresário a Silval que autorizou esquema de propina

Rdnews/Montagem

Valdir Piran e Silval Barbosa

O empresário Valdir Piran, preso em Brasília, e o ex-governador Silval Barbosa, delator

Alvo principal da Operação Quadro Negro, o empresário Valdir Piran teria sido o responsável por apresentar o representante da empresa Avançar Tecnologia, Weydson Soares Fonteles, ao ex-governador Silval Barbosa para acertar desvios na ordem de R$ 10 milhões (valores atualizados) em dois contratos com o Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat) – atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

Os detalhes constam em decisão judicial que permitiu a deflagração da operação. Nela, é relatado o acerto do pagamento de propina em troca da empresa Avançar vencer a licitação para obter contrato junto ao Cepromat. Todo o acordo teria sido feito, em uma reunião na Casa Civil, na presença de Silval e também de Pedro Nadaf, que era chefe da Casa Civil.

Os quatro "teriam acertado contratação da empresa mediante o repasse de contrapartida no valor correspondente a 50% do valor do contrato". Silval autorizou Nadaf a usar o dinheiro repassado pela empresa "para pagamento da dívida que o então governador mantinha com Valdir Piran". Segundo a decisão, Valdir sabia que o pagamento tinha origem de propina paga por Weydson.

Esta reunião foi apontada em decisão da juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7º Vara Criminal, que expediu 6 mandados de prisão preventiva e 7 de busca e apreensão domiciliar. Além de Piran e Weydson, foram presos Djalma Souza Soares, que é também ex-presidente da Cepromat, o ex-secretário adjunto da Seduc Francisvaldo Pereira de Assunção, e o servidor Edevamilton de Lima Oliveira - conheça os perfis dos alvos.

A magistrada também determinou o sequestro de R$ 10 milhões em dinheiro, imóveis e veículos de luxo. O dinheiro será usado para garantir ressarcimento dos cofres públicos, caso sejam condenados. O contrato mediante propina seria para obter softawre educacionais, como pen drives e até lousas digitais, que eram falsas.

Por isso, o nome da operação ser Quadro Negro. Remete a uma crítica aos quadros de giz que ainda funcionam nas escolas, bem como à situação estrutural crítica que a educação básica se encontra em razão dos prejuízos causados pelos desvios.

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