Judiciário

Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 11h:52 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

Judiciário

Por unanimidade, CNJ condena magistrados por desvio de verba

   Protagonistas de um dos maiores escândalos envolvendo magistrados no país, três desembargadores e sete juízes mato-grossenses foram condenados por unanimidade à aposentadoria compulsória, pena máxima que pode ser imposta, pelo Conselho Nacional de Justiça nesta terça (23).

   Foram condenados o ex-presidente do Tribunal de Justiça, José Ferreira Leite, os desembargadores José Tadeu Cury e o atual presidente do TJ, desembargador Mariano Travassos, e os juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antônio Horácio da Silva Neto, ex-presidente da Associação de Magistrados do Estado (Amam-MT), Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho de Ferreira Leite, Juanita Cruz Clait Duarte (filha do ex-presidente do TJ desembargador Wandir Clait Duarte - já falecido), Maria Cristina de Oliveira Simões e Graciema Caravellas.

   Eles foram denunciados em 2008 pelo ex-corregedor do TJ, desembargador Orlando Perri, por desvios de verbas e materiais na construção do Fórum de Cuiabá e favorecimento em licitação e tráfico de influência envolvendo desembargadores.

   Ferreira Leite entrou com ação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) questionando a forma de contratação da empresa Veloso e Bertolini, responsável pela auditoria que detectou o desvio de cerca de R$ 1,5 milhão dos cofres do judiciário mato-grossense. Ferreira Leite era o Grão-Mestre da entidade maçonica em 2003, período em que também era o presidente do TJ. Naquele ano, a maçonaria montou uma cooperativa de crédito em parceria com a Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal Sicoob Pantanal. A Cooperativa quebrou em novembro de 2004, quando teria surgido o esquema. Os créditos eram concedidos aos juízes, que os repassavam à Grande Oriente.

   As denúncias envolvendo supostos pagamentos ilegais a magistrados e desembargadores, protocoladas em 2008, expuseram um racha sem precedentes na cúpula do Judiciário de Mato Grosso e ganharam destaque no noticiário de veículos de comunicação nacionais.

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Comentários (30)

  • Paulo Rogério Barcelos Santiago Lima | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010, 14h41
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    Eu sou graduado em direito sempre sai muito bem no meu estagio, nunca perdi uma audiência se quer, 2 vezes conciliei no máximo, e disse que nunca partiria para a advocacia, porque não queria ser maçom , não aceitava perder quando, estava de frente a um templário(ente da maçonaria), que com sua parcialidade, que pairou até ontem no TJ/MT, ganhava sem ter honra da vitória, e assim constituirá o lobby sanguinário. O judiciário é difícil pra um advogado não maçom, e ai parti para os concursos, hoje sou servidor federal, e após ontem, tenho vontade de inscrever pela primeira vez na prova da OAB-MT....porque aprendi na Academia de Filosofia, nas minhas leituras mais secretas e insanas, através de livros secretos, o ponto de vista dos “templários”, e assim eventuais maçons....aprendi que a imperfeição é plenamente perfeita(assim é o Criador) e assim foi dada a criação, o verbo....e a maçonaria é covarde, e falo isso, como cientista social, vejo que ela desenha uma estrutura social centralizada, e faz ao contrario da criação; repito hoje com vontade, é covarde entidade secreta, porque tenta fazer perfeição através da perfeição, e recapitulando, o "Criador"(Deus, o verbo)pôs que a perfeição social e dada pela sua imperfeição, assim como os dois ciclos do numero 8, numero que mostra sua imperfeição plenamente perfeita. Logo sendo de má-fé, a maçonaria, e com imensa covardia, usar os símbolos proféticos do Templo de Salomão, para num futuro gerar poder e calçar sua insana formação social centralizada, pautada na perfeição, ou seja, todos até meros cidadãos da favela(seres descentralizados), merecem chance de igual pra igual, e os maçons fazem um filtro, isso é de má-fé, e mostra o medo e covardia da classe maçônica! Faz tudo isso pra perpetuar a sociedade secreta, dita cuja maçonaria....e diante das cruzadas, onde os templários calçaram seu enorme poder, chantagearam O "NOVO ESTADO" (Igreja Apostólica Romana), e imperaram trazendo pra França e posteriormente para os templos pagões da Inglaterra. Os grandes segredos da simbologia do templo do Rei Salomão, segredos esses que fizeram poder de barganha com a Igreja. Igreja essa que veio para ser um “Novo Estado”, e para segurar o poder do império Romano, e império esse que acabava, e clemente Papa da época, vislumbrou tal manobra e a formação da igreja e agregar o massimo de cultura do império, com o declínio do império Romano dado pela descentralização do poder. Dada as informações, a Igreja só figurou uma mudança trazendo do império absolutista, transferindo para o dizimo o imposto, maquiando com fé para segurar o poder, e aproveitou o declínio do império, aproveitou o cristianismo ascendente, misturou um pouco A covardada cultura judaica, com a grega e virou a alienação perfeita. Resumindo, a maçonaria séculos mais tarde através da cruzada descobriu símbolos que acabavam com essa alienação fajuta, e ao invés de desmascarar a igreja, tratou de usar do poder, e volto a frisar, repetindo como no começo do comentário, sendo covardes do ponto de vista social, trazendo a perfeição plenamente perfeita, e o criador não quer isso ele quer o contexto social, onde cada um descentralizadamente e imperfeitamente pode ser plenamente perfeito, uma rasteira na criação. Logo encero dizendo que no judiciário estadual, vai dar a volta por cima, e graças ao CNJ imperar a imparcialidade, um dos princípios desse poder tão sensato e subjetivo em sua analise, e agora sim vou acreditar e vou encarar e me inscrever na ordem e advogar, e viva a imparcialidade. Frase para os maçons: “A medo de não ser eficiente e ter sucesso sozinho, leva os homens fracos a se aliarem e tomar diretrizes insanas para com a marginalidade”. Paulo Rogério Barcelos Santiago Lima Acadêmico de Filosofia/UFMT Graduado em Direito/UNIVAG Pós-Graduado em Docência no Nível Superior Obrigado Perri!

  • Joel Teixeira | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 21h00
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    As máscaras do Judiciário caindo e a face podre da corrupção à tona! Senhores do poder, homens da justiça "cega" atingidos pela familiar batida do martelo. ... mas, aposentadoria como punição? ... se fossem políticos, cassação ... cidadãos "comuns" punição ... pés de chinelo, prisão Porém, todavia, contudo... são da mais fina camada dos privilegiados intocados e imaculados. Parafraseando aquele que nunca viu nem ouviu nada: Nunca na história deste país um juiz ou desembargador ficou sem o conforto de uma polpuda aposentadoria compulsória. Salve a Justiça, cega, surda, muda e injusta! Brasil - sil - sil - sil -sil...

  • josé silveira | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 16h49
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    queria uma punição dessas... o cara lesa o erário, faz negociatas usando a Instituição, se aproria de dinheiro público e ainda recebe como "punição" uma aposentadoria compulsória, recebendo o goooooordo salário que essa turma recebe até o fim da vida. Onde está a punição??????? Esta é mais uma faceta de nossa republiqueta que se diz democrática, mas que mantém as mesmas castas do Brasil-Colônia... garimpo triste...

  • Max | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 16h33
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    Caro Romilson e demais integrantes da redação. Faltam-lhe espírito de crítica em algumas matérias. Ora, a aposentadoria compusória, tem apenas, se é que tenham eles isso, efeito negativo da honra e da moral. A punição é, na verdade, um prêmio aos infratores. Isso estimula a corrupção, pois, apesar de tudo, vão continuar recebendo seus salários até a morte. Vão poder pescar a vontade, viajar ao exterior...enquanto isso, um pobre ladrão de galinhas, nem pode, sequer, prestar um concurso público! **Ps; só repetindo pois este comentário é primorosamente verdadeiro.

  • eduardo | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 15h53
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    eduardo, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Fã do Desembargador Orlando Perri | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 15h50
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    Parabéns Desembargador, não se intimide jamais diante dos corruptos, faça sempre a justiça ser exercida, Mato Grosso agradeçe.......

  • Lena Liz | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 15h22
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    GENTE, A QUE PONTO CHEGAMOS...OS QUE "CUIDAM" DA JUSTIÇA ESTÃO USANDO DE SUAS PRIVILEGIADAS POSIÇÕES PARA SE ENRIQUECER AINDA MAIS, NÃO BASTA SEUS ELEVADOS SALÁRIOS E BENEFICIOS? QUE VERGONHA! O DURO É QUE A MAIORIA SÃO TÃO ARROGANTES, PRESUNÇOSO E SE ACHAM SUPERIORES A QUALQUER SER HUMANO...NO ENTANTO A REALIDADE TEM PROVADO QUE ALGUNS TEM SIDO PIOR DO QUE QUALQUER MARGINAL...ROUBAM DESCARADAMENTE. ISTO DEIXA QUALQUER UM INDIGNADO E DESACREDITADO. PARABÉNS AO CNJ, TEM QUE POR ESTE POVO PRA CORRER, MAS SEM PRIVILÉGIO ALGUM, NEM A TAL APOSENTADORIA COMPULSORIA. ESTAS ATITUDES VINDO DE GENTE CONSIDERADAS IMPORTANTES SÃO NOJENTAS E DESPREZIVEIS

  • Sergio P Martins | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 14h50
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    Se eu fosse o Desembargador Orlando Perry reforçaria a sentinela, os seguranças e pediria à Deus para reforçar a guarda de Anjos ao seu redor. Eu hein? Depois do que aconteceu com o finado Dr. Leopoldino seria prudente colocar as barbas de molho.

  • ALZINO BERNARDES | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 14h48
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    OS TEMPOS MUDARAM E OS MENOS AVISADOS FORAM PEGOS DE SURPRESA. MATO GROSSO NÃO É MAIS UMA TERRA SEM LEIS COMO DIZIAM ANTIGAMENTE. INFELIZMENTE, FOMOS DESTACADOS NA MIDIA NACIONAL COMO "UM CASO INÉDITO NA HISTORIA DO JUDICIÁRIO", QUE BOM, MELHOR ASSIM. ESTA CONDENAÇÃO É TÍMIDA DIANTE DO ESPERÁVAMOS, MAS É ASSIM QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA, QUE, ALIÁS, PRECISA DE MUDANÇAS URGENTE, NESTES CASOS. PARABÉNS CNJ.

  • Zé Poconé | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2010, 14h47
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    Zé Poconé, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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