Judiciário

Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010, 17h:11 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

RUMO ÀS URNAS

Prado desiste de disputar Senado

    Quatro meses após admitir a pretensão de disputar o Senado, o ex-procurador-geral de Justiça e coordenador do Gaeco, Paulo Prado, já admite em conversa com amigos e familiares que não vai disputar as eleições. Publicamente, entretanto, ele posterga a definição. Prado teria decidido não participar do pleito por questões particulares e, por enquanto, deve mesmo continuar apenas no Gaeco.

   Há alguns meses ele estava empolgado com a perspectiva de ingressar na vida pública. Chegou, inclusive, a consultar o amigo senador Demóstenes Torres (DEM/GO) sobre a possível candidatura. Ele namorou alguns partidos, mas ao que parece desistiu mesmo da empreitada.

   Caso viesse a disputar o pleito, Prado estaria amparado pela Emenda Constitucional 45/2004, pela qual poderia se afastar do Judiciário para concorrer à eleição, sem perder o direito ao cargo no MPE se não tiver êxito na empreitada. De todo modo, ele tem até 2 de abril para decidir.

   Além de Paulo Prado, outros "operadores do direito" estão de olho em candidaturas majoritárias no Estado. Eles têm que definir o que vão fazer até abril. O procurador da República, Pedro Taques, que atuou por vários anos em Mato Grosso e hoje está em São Paulo, e o juiz federal Julier Sebastião da Silva, por exemplo, chegaram a admitir que podem ingressar na briga eleitoral, mas, por enquanto, não se filiaram a nenhuma sigla.

    De todos, Taques é o mais articulado. O “namoro” dele com o PSDB de Wilson Santos estaria bem adiantado, mas o procurador também é assediado pelo PPS, presidido por Percival Muniz, e PDT, comandado por Otaviano Pivetta. Taques se articula para tentar o Senado. Já a pretensão de Julier seria concorrer ao governo do Estado. A situação dos dois é menos confortável do que a de Prado, já que precisam pedir a exoneração dos cargos para disputar o pleito.

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Comentários (6)

  • favao | Sábado, 27 de Fevereiro de 2010, 09h11
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    Quem sabe agora desistindo de concorrer a cargo politico, o Doutor juntamente com os demais membros do Ministério Publico investigue o Condominio Bosque dos Ipes, subsidiado com recursos publicos (Programa MEU LAR).., que beneficiou pessoas com alto padrão aquisitivo. Acreditamos que a sua visita a pouco tempo no Condominio tenha sido com a intenção de levantar a irregularidade dessse empreendimento.

  • Paulo | Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2010, 20h40
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    Nos últimos anos, toda vez que ouço o nome Paulo Prado, toda vez que o vejo na televisão, inevitavelmente me lembro da trajédia no caso Vitor Hugo/Rodrigo em 2001. Tenho certeza que muita gente também. Não importa o que ele faça, sempre será lembrado por esse caso.

  • Felipe J. Casaril | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010, 21h13
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    “Cara Patrícia Sanches”, a senhora poderia a titulo de esclarecimento citar qual mecanismo da emenda constitucional 45 ampara as pretensões do procurador Paulo Prado??? __________________________________________________________________________ Vale lembrar que a emenda constitucional 45 acrescentou a “alínea a” ao Art. 128 § 5º II da Constituição Federal, os membros do MP foram equiparados aos magistrados neste quesito, vedando-lhes as atividades político-partidárias. __________________________________________________________________________ Tal confusão foi gerada pois de fato existem alguns deputados membros do MP que poderão retornas às suas atividades no fim do mandato, como é o caso do Dep. Federal Dimas Ramalho, que afastou-se de suas funções junto ao Ministério Público no ano de 1990 quando se candidatou a Deputado Estadual, período anterior a EC 45. Neste caso o TSE entende que o mesmo não precisa se afastar em definitivo de suas funções pois já era deputado quando a EC 45 passou a vigorar... __________________________________________________________________________ Nos demais casos o TSE que é o responsável pela análise final em grau de recursos dos pedidos de registro de candidatura entende que todos os membros do MP, tenham eles entrado antes ou depois da EC 45 precisam se afastar em definitivo. Para facilitar o entendimento vou reproduzir mais uma vez dois trechos de julgamentos do TSE sobre o assunto em tela: __________________________________________________________________________ Tal entendimento fica evidenciado na resolução 22.045 de 28/08/2005, relatada pelo ministro Marco Aurélio, da qual destaco o seguinte texto: “A proibição da atividade político-partidária ao membro do Ministério Público, tem aplicação imediata e linear, apanhando todos aqueles que o integram pouco importando a data do ingresso”. Na mesma linha, o ministro César Asfor Rocha na resolução 22.095 de 04/10/2005: “A aplicação da EC 45/2004 é imediata em sem ressalvas, abrangendo tanto aqueles que adentraram aos quadros do Ministério Público antes, como depois da referida emenda à Constituição. __________________________________________________________________________ Concluindo, o Procurador Paulo Prado só não será candidato pois além de saber que politicamente não tem o devido prestígio, sabe também que seu registro de candidatura seria impugnado caso ele não se afaste em definitivo... Vide o exemplo do Pedro Taques que já chegou a comentar que se fosse candidato teria que deixar o MPF! OBS. Antes de escrever matérias da qual não se tem o devido conhecimento, não custa nada consultar a legislação, ou mesmo a ajuda de um especialista, para não correr o risco de passar opiniões distorcidas aos leitores!!!

  • Hosan Monteiro | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010, 19h41
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    já é muito difícil aceitar este senhor como membro de um órgão de justiça do Estado, imagina senador!! Sugiro uma reportagem à vcs, sobre o caso Vitor Hugo/Rodrigo em 2001. Pra relembrar: o rapaz foi adotado por um casal. A mãe adotiva, Sandra Alfaro colocou o nome no menino de Vitor Hugo, que sofria maus tratos com a mãe biológica. O sr, Paulo Prado, na época atuando na Infância e Juventude, anulou a adoção e tirou o menino dos pais adotivos. Devolveu-o à mãe viviada e ao padastro traficante. Dias depois o menino morreu devido à pancadas sofridas por um dos dois ou os dois, não me recordo bem. Foi um caso muito comentado na época e o sr. Paulo Prado lamentou o ocorrido e se achou sem culpa nenhuma. Na época escrevi um artigo pra um jornal, pedindo em vão, pra nunca esquecerem esse caso. Hoje só vejo notícias sobre Paulo Prado, como se fosse uma pessoa maravilhosa pra se tornar desembargador ou senador. É mais um dos inúmeros absurdos que temos que conviver. A sugestão está dada. Voltem a falar do caso Vitor Hugo/Rodrigo, minha parte como cidadão já fiz neste site que leio diariamente, espero retorno!

  • mARCELO | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010, 19h33
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    O Ilustrissimo Sr. Dr. Paulo Prado, não tem nada de bobo, agora com a aposentadoria compulsória dos tres desembargadores, o Promotor pode ter uma chancezinha de virar desembargador, é melhor ser desembargador do que sair para um pleito eleitoral e perder, ainda bem que o sr. promotor é esperto, e eu tbem

  • Romildo | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2010, 17h37
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    O Ex Procurador-Geral de Justiça, segundo bastidores, teria a pretensão de concorrer a uma vaga de desembargador, principalmente, com a aposentadoria do Des. Lêonidas Duarte(que veio do MP).

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