Judiciário

Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019, 15h:20 | Atualizado: 14/11/2019, 15h:25

CONFLITO INTERNO

Presidente apresenta auditoria para rechaçar denúncia de desvios no Sinpol

Assessoria

Presidente do Sindicato dos Investigadores (Sinpol-MT), Edleusa Mesquita

Presidente do Sinpol, Edleusa Mesquita, que rebate acusações feitas por Jamilson Moura 

A empresa Athila Contabilidade e Auditoria apresentou nesta quarta (13), o resultado da auditoria feita nas contas do Sinpol-MT, que representa os investigadores, referente aos períodos de junho a agosto de 2016 e de agosto de 2017 a janeiro de 2018. O objetivo era averiguar se houve desvio de recursos das contas do sindicato para as do presidente Cledison Gonçalves da Silva e da diretora financeira Edleusa Afonso de Mesquita neste período.

O serviço foi contratado pela atual diretoria do Sinpol-MT para averiguar denúncia de transferência ilegal de recursos da entidade para as contas pessoais dos antigos diretores. O desvio teria ultrapassado R$ 1,4 milhão. A denúncia foi feita pelo diretor geral Jamilson Moura que a registrou junto à Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil e posteriormente no Poder Judiciário. 

“Jamilson alegou que a movimentação bancária teria sido feita de forma fraudulenta em benefício de Cledison e Edleusa. Ficou atestado que tudo transcorreu de forma lícita e com anuência do Conselho Fiscal da entidade para evitar que os recursos disponíveis em uma conta no Banco do Brasil fossem bloqueados pela Justiça para o pagamento de multas decorrentes de uma greve da categoria considerada ilegal. Durante a auditoria ficou claro que o montante foi integralmente devolvido ao sindicato por Edleusa Mesquita através de depósitos diretos e por meio do pagamento de despesas da entidade. Cledison fez a devolução através de cheques e de pagamentos de contas”, disse o auditor Clebio Geraldo Gaia.

A presidente alega que em 2016 a categoria participava da maior greve dos servidores públicos do Estado, que durou 30 dias. À época, a Justiça considerou o movimento ilegal e aplicou multas altíssimas a todos os sindicatos envolvidos. "Orientados por nosso departamento jurídico, decidimos em comunhão com o Conselho Fiscal, transferir temporariamente todo o dinheiro da conta do Sinpol-MT para nossas contas pessoais para possibilitar ao sindicato o pagamento de todas as suas despesas, inclusive os salários dos funcionários. Passada a greve, a situação foi normalizada e as contas daquela gestão integralmente aprovadas em Assembleia Geral pela categoria. A lisura da movimentação está comprovada”, disse Edleusa.

Uma perícia contábil, segundo o sindicato, também investigou outra denúncia feita por Jamilson: supostas fraudes na contratação de empréstimo junto ao Sicoob em fevereiro de 2017. "Este dinheiro foi usado para pagar o aluguel de três ônibus e as diárias de 150 investigadores sindicalizados que foram à Brasília participar de um movimento contrário à reforma da previdência que traria prejuízos aos policiais civis, como a perda da integralidade e da paridade na aposentadoria. Uma luta legítima do nosso sindicato. Pegamos o empréstimo porque os repasses do governo ao Sinpol-MT não tinham sido feitos e precisávamos viajar. Todas as despesas foram comprovadas e atestadas como lícitas. Portanto, mas uma denúncia improcedente e irresponsável”, garante Edleusa.

A atual diretoria do Sinpol-MT acredita que tais denúncias tenham sido motivadas em represália a uma investigação interna contra Jamilson por uso indevido do nome do sindicato para aquisição de materiais de construção, no valor aproximado de R$ 10 mil.

“Há cerca de 7 meses, o Jamilson fez compras em nome do sindicato e mandou entregar em um centro comunitário no bairro Nova Conquista, do qual fazia parte. Soubemos da fraude porque a proprietária da loja nos cobrou o pagamento da dívida. Tomamos as providências internas para investigação e exclusão do Jamilson da diretoria. Como ele tem pretensões políticas junto ao sindicato, ficou revoltado e tentou manchar nossa imagem”, disse Edleusa, que assevera ter tomado todas as medidas judicias em defesa de seus direitos e da imagem do Sinpol-MT.

Outro lado

Jamilson, que nega as acusações da diretoria, foi procurado pelo , mas não retornou as ligações, nem respondeu as mensagens (Com Assessoria).

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