Judiciário

Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 09h:42 | Atualizado: 18/07/2019, 14h:06

BARRIGA DE ALUGUEL

Promotor diz que movimento contra MP é nacional e compara grampos à Lava Jato

Reprodução

vinicius gahyva

Vinícius Gahyva representou o MPE durante os reinterrogatórios de militares no Fórum

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público Estadual (MPE), comparou as citações a promotores de Justiça feitas no caso da Grampolândia Pantaneira a questionamentos e ataques feitos, em âmbito nacional, à Operação Lava Jato. Ele defendeu o trabalho prestado pelo Ministério Público nas mais diversas operações de combate ao crime organizado, tanto em Mato Grosso como no Brasil.

“Esse é um movimento nacional. Na Operação Lava Jato nós vamos ter uma tentativa de descredenciamento da instituição do Ministério Público constante, da atuação daqueles que têm por obrigação constitucional investigar, atuar e apurar responsabilidades de pessoas que incidem em condutas que efetivamente vêm a denegrir a própria imagem da sociedade brasileira. Esse serviço o Ministério Público vem prestando ao longo de muitos anos”, disse à imprensa nesta quarta (17).

Gahyva participou dos reinterrogatórios do cabo Gerson Corrêa, e dos coronéis Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa na terça (16) e quarta. Ele substituiu o promotor titular do MPE na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, Allan Sidney do Ó Souza, que está de férias.

Lesco e Gerson citaram a possível ocorrência da tática conhecida como “barriga de aluguel” a mando de promotores que integravam o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) entre 2011 e 2015. O crime consiste em inserir números de pessoas que não têm relação com investigações em pedidos de quebra do sigilo telefônico. O cabo ainda afirmou que promotores teriam tido acesso a dados cadastrais dos investigados também de maneira irregular.

Pessoas detentoras do poder político, do poder econômico, do poder social, têm todo interesse em desconstituir a atuação do Ministério Público

Vinicius Gahyva

Nominalmente, o cabo Gerson citou seis promotores do MPE. Ao todo, 15 operações teriam sido afetadas por irregularidades na fase de investigação conduzida pelo Gaeco, entre elas a Imperador, a Metástase, a Rêmora, a Seven e outras.

O promotor destacou que, no processo a que respondem na Justiça Militar, o cabo e os coronéis deveriam se limitar a apontar os demais policiais militares que teriam participado das escutas ilegais.

Gahyva pediu ao final da audiência que as informações prestadas por Gerson, Lesco e Zaqueu sejam encaminhadas à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que é quem tem a prerrogativa de investigar membros do MPE.

“Agora estão tentando, em âmbito nacional, é bom que se diga, desconstituir a atuação do Ministério Público. Numa reação justamente contra aqueles que colocaram nas raias da Justiça pessoas que jamais, até então, haviam sido atingidas pela atuação da Justiça brasileira. Então, evidentemente que as pessoas detentoras do poder político, do poder econômico, do poder social, têm todo interesse em desconstituir a atuação do Ministério Público. E em descredenciar a atuação do Judiciário, que também vem prestando relevantes serviços para a sociedade e para a nação brasileira”, defendeu.

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Comentários (10)

  • Davi | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 15h21
    2
    1

    Uma coisa não tem qualquer relação com a outra. As ações do MPU de Curitiba não envolveram escutas ilegais e outros artifícios como os que ocorreram em Mato Grosso. O ilustre promotor tenta se esquivar dos fatos graves envolvendo o anterior Procurador Geral do Estado e outros membros do MPE sob argumentos infundados.

  • Arifarias | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 14h03
    4
    1

    Ah! Tem paciência promotor. Vcs fazem todo tipo de violência c os cidadãos e não aceitam punicao. É um partejendo o outto. Vcs precisam saber o limite . E agora espero q os criminosos do MP sejam punidos exemplarmente. Vcs não chamam os produtores rurais de criminosos por qualquer dano ambiental? E vcs q invadem a privacidade do cidadão sem autorização da justiça são o q? Criminosos. Portanto Os guardiões da justiça deveriam ser impedidos. Serem afastados e punidos severamente

  • Nestor | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 13h53
    4
    1

    A "placa" do poderoso chefão diz tudo. Contra fatos as palavras contrárias são tão somente pretensos argumentos.

  • alex r | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 13h13
    5
    1

    Quem não deve não teme... Tem que investigar , CPI neles!!

  • Oséias | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 11h55
    2
    4

    Comparação idiota. Nada a ver, Operação Lava jato é um trabalho desenvolvido por pessoas sérias e honestas, diferente dessa imundície do MPMT

  • Pedro | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 11h33
    5
    1

    Toda vez que o MPMT faz suas injustiças e comente seus excessos vem com desculpa de colocar a lava jato para conter a opinião publica. Os promotores do bem não pode deixar os mals elementos queimar instituição. Quem deve tem que pagar.

  • Oi? | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 11h33
    6
    1

    Vixe! Então já pensou se vaza o Intercept de MT? Deve ser cabuloso...

  • José | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 10h31
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    0

    QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

  • Mauro | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 10h28
    13
    2

    Pelo contrário. A crítica, nesse caso, é bem pontual e desmascara a seletividade que o MPMT sempre demonstrou ao investigar. Pois bem. Agora somente incautos acreditam que esse mesmo MP vai investigar e, eventualmente, buscar a punição de seus pares.

  • VITOR | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 09h50
    18
    2

    coorporativismos bizarro.

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