Judiciário

Sexta-Feira, 08 de Outubro de 2010, 10h:04 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:27

JUDICIÁRIO

Rubens é favorito na disputa pelo comando do TJ; eleição é dia 18

Desembargador Rubens de Oliveira   O desembargador Rubens de Oliveira é o favorito na disputa pela sucessão de José Silvério Gomes, que assumiu o posto após a aposentadoria compulsória determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a Mariano Travassos. A eleição acontece no próximo dia 18, às 14h, durante uma sessão administrativa extraordinária. Cogita-se nos corredores do TJ que a chapa será composta por Rubens, Manoel Ornellas como vice-presidente e Paulo da Cunha como corregedor, mas os nomes ainda podem ser alterados. Conforme adiantou o RDNews com exclusividade - veja aqui -, Orlando de Almeida Perri precisou "passar a vez" após ser alvo da ira dos colegas aposentados.

   Ocorre que os 10 magistrados punidos pelo CNJ por suposto desvio de dinheiro em fevereiro deste ano, conseguiram, por meio de liminar concedida pelo ministro Celso de Mello, retornar aos cargos, o que gerou mal-estar no Pleno, pois Perri, até então favorito na corrida à presidência, foi quem denunciou os colegas e articulou a saída deles, já que na época respondia como corregedor-geral do TJ. O clima azedou de vez e Perri se viu obrigado a esquecer, ou ao menos adiar, o sonho de ser presidente do Judiciário mato-grossense.

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Eleição para escolha da nova diretoria do
TJ acontece em 18 de outubro, às 14h
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   Os desembargadores José Ferreira Leite, Mariano Travassos e José Tadeu Cury, além dos juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antônio Horácio da Silva Neto, ex-presidente da Associação de Magistrados do Estado (Amam-MT), Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho de Ferreira Leite, Juanita Cruz Clait Duarte (filha do ex-presidente do TJ, desembargador Wandir Clait Duarte - já falecido), Maria Cristina de Oliveira Simões e Graciema Caravellas, foram denunciados em 2008 por Perri, pelo desvio de cerca de R$ 1,5 milhão dos cofres do Judiciário mato-grossense. Ferreira Leite era o Grão-Mestre da entidade maçonica em 2003, período em que também era o presidente do TJ. Naquele ano, a maçonaria montou uma cooperativa de crédito em parceria com a Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal Sicoob Pantanal. A Cooperativa quebrou em novembro de 2004, quando teria surgido o esquema. Os créditos eram concedidos aos juízes, que os repassavam à Grande Oriente.

   Agora, ainda que de uma forma indireta, nos bastidores os punidos com a pena máxima do CNJ estariam "fritando" Perri, como uma espécie de vingança. Outro ponto desfavorável ao ex-corregedor é a aposentadoria do ex-presidente Paulo Lessa, que, junto com Perri, capitaneava o chamado "grupão", reunindo a maioria dos membros do Pleno. Lessa se aposentou voluntariamente logo após a saída dos 10 magistrados, com o "sentimento" de missão cumprida, sem imaginar, no entanto, que os colegas voltariam aos cargos, ainda que por meio de liminares e justamente no período de eleição da nova diretoria.

   Até então, o "grupão" contava com a participação de Paulo Lessa, Rui Ramos Ribeiro, Guiomar Teodoro Borges, Márcio Vidal, Clarice Claudino, Evandro Stábile, Jurandir Florêncio de Castilho, Orlando Perri, Donato Fortunato Ojeda, Sebastião Filho, Gerson Paes, Carlos Alberto da Rocha, Juvenal Pereira da Silva e Maria Helena Povoas.

   Eleição

   Conforme os termos do que dispõe o art. 102 da Lei Complementar 35/1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), integram o quadro de elegibilidade os magistrados mais antigos, e que não tenham exercido quaisquer cargos de direção por quatro anos. Os dirigentes eleitos deverão assumir as novas funções em sessão solene a ser realizada no primeiro dia útil do mês de março.


Em publicação no Diário da Justiça, José Silvério informa sobre data da eleição 

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