Judiciário

Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2010, 23h:26 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

Judiciário

Sem Travassos, TJ faz nova eleição e Cunha será presidente

Desembargador punido pelo CNJ Mariano Travassos   O vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Cunha, que recebeu alta do hospital após alguns dias com sintomas de dengue, deve ser o escolhido pelo Pleno como sucessor de Mariano Travassos. Na sessão da próxima terça (2) será definida a data para a nova eleição à presidência. Isso acontece porque o atual presidente cumpriria exatos 50% do tempo de sua gestão apenas na segunda, 1º de março, o que impede que Cunha assuma automaticamente seu posto na Mesa Diretora. O mandato é de dois anos. Paulo Cunha, tido como linha dura, é oriundo do Ministério Público. Em meio ao novo escândalo que levou 10 magistrados para a aposentadoria compulsória, três deles desembargadores, o desembargador assume a presidência do TJ com a missão de resgatar a imagem do Judiciário.

   Travassos foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça na última terça (23), assim como os desembargadores José Tadeu Cury e José Ferreira Leite e ainda os juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antônio Horácio da Silva Neto, Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, Juanita Cruz Clait Duarte, Maria Cristina de Oliveira Simões e Graciema Caravellas. Foram acusados de desviar R$ 1,5 milhão de recursos públicos. Receberam os valores a título de verbas atrasadas e de devolução do Imposto de Renda. O dinheiro foi depositado na conta corrente dos juízes e desembargadores e utilizados para socorrer a Loja Maçônica Grande Oriente.

    O esquema começou em 2003, quando os envolvidos criaram uma cooperativa de crédito vinculada à maçonaria, da qual o ex-presidente do TJ Ferreira Leite era grão-mestre. Eles foram denunciados em 2008 pelo ex-corregedor do TJ, desembargador Orlando Perri, por desvios de verbas e materiais na construção do Fórum de Cuiabá e favorecimento em licitação e tráfico de influência envolvendo desembargadores. As denúncias envolvendo supostos pagamentos ilegais a magistrados e desembargadores expuseram um racha sem precedentes na cúpula do Judiciário de Mato Grosso e ganharam destaque nacional. O Pleno do TJ é composto por 30 desembargadores. Cada um deles recebe salário de R$ 22 mil e mais uma série de regalias e privilégios. Já presidente ganha R$ 24 mil.

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Comentários (3)

  • Ademyr César | Domingo, 28 de Fevereiro de 2010, 23h56
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    Paulo Roberto, pode ter certeza que o Prof. Paulo Cunha vai resgatar a seriedade do TJ/MT. Paulo Cunha, homem idôneo e de conduta ilibada, tenho certeza que não só eu, mas todos aqueles que o tiveram como mestre nas salas de aula da faculdade, ou com ele trabalharam, perceberam o quão correto e dedicado é. Homem público honrado e sem nenhuma mácula, acredito piamente que ele será assim até a eternidade, não se sucumbindo nos caminhos desse novo desafio. Prof. Paulo Cunha, que Deus te ilumine e te conceda mais sabedoria, para que com maestria reconduza o nosso TJ/MT aos trilhos da justiça e da moralidade.

  • Paulo Roberto | Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2010, 10h07
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    Será que esse desembargardor é linha dura mesmo? Será que depois que assumir a presidência do TJMT, não vai virar linha mole? A minha dúvida é que nunca ví uma pessoa assumir cargo de relevância, e con- tinuar com a sua coerência......Espero que des. Paulo Cunha me prove o contrário.....

  • Temis da Silva | Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2010, 08h26
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    QUERO SABER DO RESSARCIMENTO AO ERÁRIO!?!?

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