Judiciário

Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 08h:52 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Silvério quer acabar com regalias e afirma que não serve a facções

   O presidente do Tribunal de Justiça José Silvério Gomes diz ter consciência de que o Poder Judiciário de Mato Grosso enfrenta a sua pior crise e que o caminho dele será cheio de espinhos para tentar recuperar a imagem desgastada. Mesmo em meio a um caminho sinuoso e cheio de problemas, o magistrado promete dizimar o nepotismo, pagamentos irregulares e regalias concedidas a magistrados e servidores. “Tudo que não podia acontecer, não vai mais ser feito aqui dentro. Vou moralizar esta Casa e mostrar que o Tribunal está aqui para servir à população”, garantiu Silvério, em entrevista ao RDNews.

  O desembargador tem consciência de que vai mexer com os interesses de muita gente, mas afirma não ter medo de pressões. “Meu compromisso é com a legalidade e não com a facção”, disse. Pondera que não será fácil indeferir os pedidos dos desembargadores e servidores, mas que isso será necessário para recuperar a imagem do Judiciário. "Tenho certeza de que eles entenderão, porque todos os desembargadores estão unidos para recuperar a imagem do Judiciário".

  José Silvério foi eleito presidente tampão do TJ em 3 de março, após o CNJ determinar a aposentadoria compulsória do ex-presidente Mariano Travassos e de outros nove magistrados. Todos são acusados de desviar R$ 1,5 milhão para a maçonaria e já recorreram para tentar reverter a situação. Como três desembargadores foram aposentados, segundo Silvério, pelo menos mil processos estão sendo redistribuídos.

  Desde a punição dos magistrados, escândalo que teve repercussão nacional por se tratar de uma das punições mais rigorosas a juízes e desembargadores da história do Brasil, uma série de acontecimentos vem colocando em “xeque” o sistema judiciário, principalmente depois que se tornou pública uma investigação que corre em segredo de Justiça, onde é apurado um suposto esquema de direcionamento de processos e venda de sentenças. De acordo com investigações, que correm em sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a distribuição dos processos era burlado para que fossem encaminhados a determinados juízes.

  Conforme indícios, parentes de magistrados , assim como lobistas e advogados, fariam parte do esquema e o preço cobrado pela fraude variaria de R$ 10 mil a R$ 60 mil. O suposto esquema foi descoberto durante a gestão do desembargador Paulo Lessa e no STJ é relatado pelo conselheiro João Otávio Noronha. Na semana passada, em um novo episódio, um servidor foi flagrado em atitude suspeita mexendo no computador onde ocorre a distribuição do processo exatamente no momento em que o procedimento era realizado. Ele já foi exonerado do cargo – veja aqui.

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Comentários (3)

  • Janete | Segunda-Feira, 05 de Abril de 2010, 18h05
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    Eu acredito que se fizer uma varredura nos atestados médicos e pedir uma junta médica de nome verdadeiro e terão atestados falsos a beça. E tem aqueles filhos de Desembargador que pediram a transferencia para Juizados, só para ficarem fora da linha de mira. E tem as esposas de alguns Desembargadores que insistem em dizer que estão doentes, mas de quê será? Talvez de preguiça.

  • IVAN NUNES | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 09h40
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    GOSTARIA DE PARABENIZAR O DESEMBARGADOR JOSÉ SILVÉRIO PELA ATITUDE DE MORALIZAR A CASA, O TJMT ESTAVA PRECISANDO DE UM HOMEM DE CORAGEM E AGORA ENCONTROU. VIVA A JUSTIÇA DE MT. IVAN

  • Esperança em ter a casa arrumada | Terça-Feira, 16 de Março de 2010, 09h37
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    Sr. Presidente organiza principalmente a questão dos funcionários. É notório que as varas estão desfalcadas quanto ao número de funcionários acarretando prejuízos a todos. Já que foi feito concurso público para servidores, faça as nomeações com o intuito de suprir essa enorme falha. Não tem cabimento termos vara com apenas 1 gestor e 3 estagiários e inúmeros servidores que são apenas contratados sendo que tem gente que passou no concurso público. Temos muita esperaça que Vossa Excelência conseguirá arrumar a casa, pois pior do que está não dá.

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