Judiciário

Segunda-Feira, 17 de Fevereiro de 2020, 16h:02 | Atualizado: 17/02/2020, 16h:14

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Taques fez 5 pedidos para depor e cita até abuso de autoridade no caso dos grampos

Rodinei Crescêncio

Ex-governador Pedro Taques

Ex-governador Pedro Taques durante evento de entrega da etapa do HMC, em dezembro de 2019; última vez em que esteve em ato político público

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) continua insistindo, sem sucesso, para prestar depoimento no caso da Grampolândia Pantaneira. Sua defesa, patrocinada pelos advogados Emanuel Almeida de Figueiredo Júnior e Everaldo Magalhães Andrade Júnior, já fizeram pelo menos cinco requerimentos direcionados à Polícia Judiciária Civil (PJC), ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao próprio Poder Judiciário.  

A última petição foi encaminhada ao promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, titular da 19ª Promotoria de Tutela da Segurança Pública da Capital, na sexta (14). O documento apenas reitera requerimentos de oitivas em 25 de novembro de 2019 e 29 de janeiro deste ano.

Dois ofícios foram encaminhados para a delegada Ana Cristina Feldner, coordenadora das investigações da Grampolândia  Pantaneira no âmbito da PJC. Outro pedido de oitiva feito por Taques foi endereçado ao juiz Jorge Luiz Tadeu, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, para onde o processo foi remetido quando Taques perdeu o foro por prerrogativa de função.

Desde que deixou o Palácio Paiaguás, em 31 de dezembro de 2018, Taques já fez pelo menos 15 petições no âmbito da Grampolândia Pantaneira. A maioria solicitando acesso a informações do inquérito.

Entretanto, em dois ofícios Taques chama a atenção de Feldner sobre seus direitos na condição de investigado. Em um deles, cita a Lei do Abuso de Autoridade aprovada pelo Congresso Nacional no final de 2019 e alerta que a delegada pode pegar pena de 6 meses a dois anos de detenção e multa caso não atenda suas petições.

Ao , Taques não quis comentar o número de petições. Se limitou a dizer que continua querendo ser ouvido desde 2017.

Reprodução

documentos taques

Fac-simile de dois dos pedidos elaborados por Pedro Taques encaminhados à PJC e ao MPE, em que pede para ser ouvido no caso dos grampos

Em 2019, a delegada Janira Laranjeira chegou a marcar oitiva com Taques. No entanto, o depoimento foi substituído pela acareação entre os coronéis da PM Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco e acabou não sendo remarcado.

O esquema de interceptações ilegais teria sido supostamente chefiado por Taques e pelo seu primo Paulo Taques (ex-Casa Civil), conforme depoimento de militares que teriam atuado com as escutas ilegais. Em depoimentos prestados pelo cabo Gerson Corrêa e coronéis Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa, o esquema de grampos ilegais que ouviu políticos, advogados, jornalistas e empresários, teria tido participação do ex-governador.

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