Judiciário

Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 07h:21 | Atualizado: 07/03/2014, 12h:23

Taques reconhece troca de suplentes em ata, aponta erro, mas nega má-fé

Em meio à polêmica acerca da existência de fraude ou não na ata que definiu quem é o 1º suplente do senador Pedro Taques (PDT), o parlamentar reconhece a existência de um erro no documento, sendo que, de fato, Paulo Fiúza (Solidariedade) deveria ser o substituto imediato do pedetista. Apesar disso, Taques nega que houve má-fé. Por meio da assessoria, reforça que , ainda em 2010, quando a falha foi identificada, a coligação Mato Grosso Melhor Pra Você encaminhou um documento à Justiça Eleitoral expondo a situação e solicitando que a troca da ordem fosse feita, mas o pedido não foi deferido. “Não houve má-fé por parte da coligação. Tanto que todo o material de campanha, depois da saída de Zeca Viana da primeira suplência, foi feito com o nome de Paulo Fiúza como primeiro suplente”, reforça o pré-candidato ao Governo.

Conforme documento encaminhado por Taques ao RDNews, que foi protocolado junto ao TRE em 25 de outubro de 2010, o grupo afirma que “houve um equívoco no momento do registro que, apesar de já ter ocorrido o pleito eleitoral, precisa ser corrigido por essa Corte”. Em seguida, detalha que a ordem dos suplentes foi alterada, sendo que Fiúza é o primeiro da substituto, mas, por “um lapso, este acabou sendo registrado como segundo suplente, o que deve ser prontamente corrigido”. 

À época, o documento foi assinado pelo advogado Paulo Taques, pelo senador, Fiúza, José Medeiros (PPS), que hoje é o primeiro suplente, pelos prefeitos de Lucas do Rio Verde e de Rondonópolis, Otaviano Pivetta (PDT) e Percival Muiniz (PPS), respectivamente, além do presidente estadual do PV, José Roberto Stopa e pelo deputado federal Valtenir Pereira, que comandava o PSB. 

O problema é que, passados quatro anos, até agora, o “erro” não foi corrigido, sendo que Fiuza ingressou com uma ação declaratória de nulidade da ata de convenção partidária. O empresário alega que houve fraude no documento e falsificação de assinaturas. O curioso é que o mesmo Dorte que assinou o documento em 2010, agora, alega que ao tomar conhecimento da alteração feita entre o que estava acordado e o que foi registrado no Tribunal, ficou surpreso. ”Desconheço a ata que foi inserida acostada aos documentos de registro e da mesma forma não reconheço a rubrica aposta nas páginas adulteradas como sendo minhas, porque a ata que encaminhei para registro e que estava com cópia em meu poder e foi apreendida em minha residência pela justiça eleitoral, é a ata original”. O caso continua tramitando na Justiça. Em fevereiro, o primeiro suplente José Medeiros foi notificado para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Empresário confirma fraude em ata; Mauro é uma das testemunhas - veja

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Comentários (16)

  • Ariosvaldez Rodrigues de Lima | Terça-Feira, 11 de Março de 2014, 08h12
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    O que não pega bem é o fato de Percival Muniz ter assinado este documento em prejuízo de um correligionário seu; durante toda a campanha ele se esqueceu que a ata estava registrada de maneira errada?

  • Marquinho2 | Sábado, 08 de Março de 2014, 15h44
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    O parlamentar reconhece a existência de um erro no documento da Ata!! Agora só falta ele também reconhecer que ele fez discurso “serei senador pra oito anos, o povo ta cansado de Cacique da política que deixam o mandato pela metade pra trampolim, e o eleito, fica como o vice-desconhecido”. Fala do Candidato Pedro Taques na campanha anterior. Eu não voto mais em homem de duas cara ou sem palavra.

  • Wilson S. Ferrreira | Sábado, 08 de Março de 2014, 12h00
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    O problema de uma mentira, é que ela sempre precisa de outras dez, para justifica-la. Esta o Fiuza já levou, MADEREIRO em Mato Grosso, consegue o que quiser.

  • jose | Sábado, 08 de Março de 2014, 00h42
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    Cade a rapidez do ministerio publico,,,,,

  • Adilton Santos | Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 22h03
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    Oxi sabe quem leva essa ai quem tiver mais dim dim para investir na campanha de TAQUES, como Medeiros não tem então que vai levar é o Feiusa. Apesar desse senhor PAULO FIÚSA não merecer nem um crédito, pois não correu atrás na época da campanha e só depois da onça morta que vem falar em falsificação de ata. O acordo entre os partidos foi feito com a saída do Zeca Viana da 1º suplência quem deveria assumir seria o Feiusa, no entanto não correu atrás para mudar e aos 45 minutos do segundo tempo não havia tempo para mais nada a não ser registrar MEDEIROS como 1º suplente, golaço para MEDEIROS vale o que foi registrado. Perdeu.......

  • Raimundo Mendes | Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 16h15
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    Estou assustado com o comportamento do Senador Pedro Taxi. Toda semana aparece uma traquinagem dele. Será que uma jornal de publicou sua comparação com o Demosténes não tinha razão? Essa sua ligação com com Fernando 230, Locatelli que nunca escondeu de ninguém que era e é o grande barão da máfia dos combustíveis e que agora é homem de comunicação que tem como empregado Antero e Lino Rossi que por sua vez tem uma forte ligação com Mauro Mendes. Qual será a próxima descoberta com nobre Senador da República "o Paladino da Justiça"?. caiu a máscara é igual a todos.

  • CLAUDIANI | Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 13h01
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    Esse Pedrinho está me saindo melhor que a encomenda. Até poucos dias atrás esse senhor dava lição de moral até em Deus, agora envolvido em fraude, compra de dossiê, agiotagem, lavagem de dinheiro e ainda vem, a máfia do combustível compra de veículos de comunicação, conclusão tem um ex senador de Goiás que é fichinha perto do Pedrinho.

  • Maria | Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 10h15
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    EM 2014 VAMOS DE TAXIIII E PONTO FINALLL.

  • Leila Medeiros | Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 10h09
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    ENQUANTO TAQUES ESTAVA ATRÁS NAS PESQUISAS NINGUÉM RECLAMOU, O DOCUMENTO EM ANEXO É DA DATA DE 25 DE OUTUBRO, 20 DIAS APÓS AS ELEIÇÕES, PORTANTO É OPORTUNISTA. A VERDADE É QUE NÃO QUEREM UM SIMPLES E POBRE POLICIAL COMO SENADOR, TEM QUE SER UM EMPRESARIO RICO. PRECONCEITO, ESSE É P PEDRO TAQUES

  • Ondino Lima Neto | Sexta-Feira, 07 de Março de 2014, 09h41
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    1

    Não existe, fraude sem má-fé.

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