Judiciário

Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 18h:27 | Atualizado: 22/08/2019, 08h:34

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Tenente temia descoberta de fraudes para legalizar arma usada em crimes, diz Gaeco

Reprodução

Tenente Cleber de Souza Ferreira whats

O 2º tenente Ferreira e, ao lado, o trecho da conversa que teve com a namorada, na qual demonstra temor com suposta fraude envolvendo arma

A apreensão de um celular durante a Operação Assepsia, deflagrada pela GCCO, em 12 de junho - que desmantelou organização que teria facilitado a entrada de 81 celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE) - foi ponto de partida para a Operação Coverage - 3ª fase da Operação Mercenários -, deflagrada na manhã desta quarta (21), pelo Gaeco, e que prendeu o segundo-tenente Cleber de Souza Ferreira, tenente Thiago Satiro Albino, e o tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira. Os três militares e o tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, também foram alvos do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

De acordo com o Gaeco, na operação da GCCO, o celular do tenente Ferreira - que já estava preso em decorrência da Assepsia - foi apreendido, e submetido a análise dos investigadores de polícia, que localizaram conversas no aplicativo Whatsapp, tratando sobre a preocupação do militar com o caso referente a entrada do freezer recheado de celulares na PCE.

Tal preocupação, de acordo com Gaeco, foi demonstrada a sua namorada. Além disso, ele citou seu temor que outra suposta irregularidade fosse descoberta, referente a sua pistola marca Glock, calibre 9mm, adquirida em 2015.

A arma em questão, segundo a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), foi encaminhada à Politec pela Polícia Militar, para exame de balística por conta de o tenente ter, em tese, efetuado um disparo de arma durante uma festa junina da Rotam, em 2018.

Depois, em 2019, a DHPP pediu perícia em todas as armas calibre 9 mm, que tinham passado pela Politec, nos últimos dois anos, para conexão a eventuais crimes de homicídios. Foi então que ficou constatado a utilização da pistola em três homicídios consumados e quatro tentativas de homicídios, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016. Os crimes são investigados na Operação Mercenários, que desarticulou uma organização criminosa responsável por assassinatos sob encomenda, com fins financeiros, em Várzea Grande.

Quando da prisão do tenente na operação Assepsia, a polícia verificou que ele, com a ajuda dos outros militares alvos da operação do Gaeco, teria formado uma rede de proteção para obstruir as investigações relacionadas aos referidos homicídios, realizando a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, tudo para ocultar que na data dos 7 crimes de homicídios a pistola já estava em poder do tenente Cleber de Souza Ferreira. Em vários momentos, o MPE cita conversas de Cleber com os militares com o objetivo de dar legalidade a sua arma.

Por conta dos crimes de homicídios praticados em atividades típicas de grupo de extermínios, vinculados a inquéritos policiais da Operação Mercenários, o tenente Ferreira também teve três mandados de prisão preventiva cumpridos nesta manhã.

Continua na prisão

Na tarde de hoje, o tenente Ferreira conseguiu revogar a sua prisão preventina referente a Operação Assepsia na Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-MT). No entanto, continua preso em decorrência dos novos mandados de prisão. Ele não passou por audiência de custódia conduzida pelo juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal Militar.

Na audiência, depois de o magistrado realizar os atos de verificação dos direitos e garantias fundamentais dos acusados, as defesas do segundo-tenente Thiago Satiro Albino e do tenente coronel Sadá Ribeiro Parreiras manifestaram pedidos de liberdade para os clientes. Os advogados declararam, durante a custódia, que vão protocolizar as solicitações. E esses pedidos, após vistas do juízo, serão encaminhados para o MPE, que terá prazo de cinco dias para analisar a solicitação. Após o MPE devolver, Faleiros decidirá a respeito das prisões.

Os militares foram encaminhados para o quartel militar aonde aguardarão decisão judicial.

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Comentários (2)

  • carlos | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 13h21
    3
    0

    RDNEWS, pedimos encarecidamente que nos esclareça quem são AS SUPOSTAS VÍTIMAS do tenente investigado????? Pelo amor de Deus, urgente....

  • Arnaldo Tavares | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 13h11
    3
    0

    Gostaria apenas de saber quais foram as pessoas supostamente vítimas de homicídio e tentativa, pelo oficial?????

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