Judiciário

Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 08h:36 | Atualizado: 19/08/2019, 17h:24

OPERAÇÃO

Testemunhas afirmam que aquisições foram determinadas por deputada federal

Dayanne DallicaniArteRdnews

Capa Rosa Neide

Agentes da Defaz cumprem o mandado de busca e apreensão da residência de Rosa Neide

Testemunhas ouvidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz) afirmaram que a aquisição de materiais destinados à educação indígena teria sido determinada pela ex-secretária de Estado de Educação e atual deputada federal Rosa Neide (PT), no final de 2014. Os pagamentos feitos pela Seduc sob gestão da deputada são investigados na Operação Fake Delivery, deflagrada pela Defaz nesta segunda (19).

A ex-secretária chegou a ser ouvida pelos delegados que coordenam a operação, mas seu depoimento teria apresentado contradições. Por causa disso, a Defaz cumpre mandado de busca e apreensão na casa de Rosa Neide hoje, em um condomínio de luxo na Capital.

A investigação é coordenada pelos delegados Luiz Henrique Damasceno e Lindomar Tofoli. Ao todo, participam da operação 20 Policiais, sendo 4 delegados, 2 escrivães e 14 investigador.

O ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica da Seduc Francisvaldo Pereira de Assunção, atualmente cedido ao gabinete do deputado estadual Valdir Barranco (PT), foi o único alvo de prisão. Não há indícos de participação do parlamentar no esquema.

A determinação da prisão foi da juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. O mandado foi cumprido com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino (a 219 km de Cuiabá).

De acordo com a Defaz, teria sido desviado R$ 1,1 milhão na compra de materiais da educação indígena que seriam entregues na Seduc a Francisvaldo. As informações foram enviadas à Defaz pelo extinto Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção (GTCC), em 2014.

Cinco irregularidades foram detectadas. Não foi comprovada a necessidade de aquisição dos materiais de expediente para escolas indígenas no montante comprado, não houve planejamento nas aquisições, não ficou compravada a vantagem na adesão carona de registro de preço nº. 05/2013 – derivada do Pregão Presencial nº. 04/2013, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (Fundação Selva), os contratos foram substituídos por ordens de fornecimento, e não houve comprovação de destino de material de expediente.

Informações inicias mostram que parte dos materiais, estimados em R$ 884 mil, foram entregues no setor de patrimônio da Seduc. Eles eram direcionados a comunidades indígenas, rurais e quilombolas. O restante, de R$ 1,1 milhão, foi supostamente entregue na sede da Seduc a Franscisvaldo, se que ficasse comprovado o destino do “volume expressivo” de mercadoria.

Testemunhas e documentos, sem a identificação de entrega no setor de patrimônio, teriam ratificado a responsabilidade do ex-adjunto.

De acordo com a Defaz, existem indicativos de que os materiais foram adquiridos já com o objetivo de desviar recursos, já que o responsável pela Coordenadoria de Educação Escolar Indígena (2010/2016) declarou que não lhe foi solicitado qualquer tipo de informação.

Cada um dos eventos criminosos poderia configurar peculato (desvio de dinheiro público), sendo cometidos um total de 28 atos, em continuidade delitiva.

A Polícia Civil destaca que Francisvaldo Pereira de Assunção atualmente está cedido à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, mas não há indicativo de participação de qualquer deputado estadual na investigação em andamento.(Com informações da assessoria da PJC).

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Comentários (12)

  • Izaura | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 19h50
    6
    0

    Se errou tem que pagar.

  • Albino Pfeifer Neto | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 19h15
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    1

    Fico impressionado com os comentários. Não estão acostumados. Toda pessoa quando vira político de carreira perde o caráter e a vergonha na cara!

  • Diogo | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 16h52
    5
    2

    Novidade seria encontrar um petista honesto. Cada dia mais esse partido se enlameia

  • Maria Antônia | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 16h16
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    6

    "TESTEMUNHAS" ... CINCO ANOS DEPOIS ... TESTEMUNHAS ... QUEM SÃO ESSAS "TESTEMUNHAS", JORNALISTA DESTE SITE? FAÇA UMA MATÉRIA DIGNA DE JORNALISMO! "TESTEMUNHAS AFIRMAM" ... PRONOME INDEFINIDO!! INFORME A SOCIEDADE COM A VERDADE, RDNEWS! NÃO MISTURE INFORMAÇÃO FALACIOSA, IRRESPONSÁVEL , COM SUAS OPÇÕES POLÍTICAS! CINCO ANOS DEPOIS... QUE TESTEMUNHA?????

  • João Carlos | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 16h07
    10
    2

    Que EFICIÊNCIA em! Comprar materiais de consumo no final da GESTÃO e realizar o pagamento de imediato e nao receber o material kkkkkkk Ainda vem falar de ABUSO DE AUTORIDADE e PIROTECNIA, faz favor em Dona Rosa Neide !! Esse ato ilícito foi cometido qdo a Sra ainda era secretaria e outra todo AGENTE PÚBLICO é passivel de AUDITORIAS E INVESTIGACAO!! Nao vem com essa NOTA DE REPUDIO RIDICULA

  • Maria | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 13h58
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    11

    Uma deputada federal com prerrogativa de foro sofreu busca e apreensão decretada por um juiz de piso? Tem ou não tem abuso de autoridade neste país? Ou esta ação é midiática?

  • Falei | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 12h35
    15
    5

    Estes professores que dizeram greve rescentemente por melhoria de salário precisam ter consultoria financeira com a professora Rosa Neide,que mesmo sendo professora mora no endereço mais caro de Cuiabá.

  • José | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 10h36
    9
    11

    QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

  • Keops Müller | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 10h12
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    PT sendo PT... Onde esse partido se mete, há corrupção, desvios de recursos públicos e exploração das ditas minorias (nesse caso indígenas e quilombolas, usados como justificativa para ROUBOS). E ainda tem ser humano que dá voto a esse partido. Fora PT!!!! PT nunca mais!!!!

  • joaoderondonopolis | Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 10h03
    20
    3

    Como a corda arrebenta sempre do lado mais fraco. Por prevenção uma "DELAÇÃO" é mais que "URGENTE" e necessário.

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